Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Aprendeu bem e depressa

“Eu só quero que ele retire as passagens que sabe não serem verdadeiras”. Quem o diz é Salman Rushdie, que pretende processar um dos agentes especiais que assegurou a sua segurança, esperando que o tribunal impeça a publicação de On Her Majesty's Service. Um dos símbolos mundiais da liberdade de expressão, diz que o livro deste polícia o apresenta como um “homem mau", razão suficiente para pretender censurar a sua publicação. Tantos anos passados, e Rushdie parece-se cada vez mais com os ayatolas. A verdade é só uma e cabe aos eleitos defendê-la. Salman Rushdie aprendeu com os mestres.



publicado por Pedro Sales às 15:33
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Comentários:
De Umbelina a 14 de Agosto de 2008 às 21:43
Quem sai aos seus, não degenera.


De MFerrer a 15 de Agosto de 2008 às 11:29
O Pedro sales já teve melhores dias: Então , segundo diz, o S.R. vai processar alguém que publicou um livro contendo faldsas afirmações? E isso é censura? Valha-o Deus!
Já não se pode ter direito ao bom nome?
Já não se pode recorrer aos Tribunais em caso de a nossa propriedade ou prestígio ser atacada, apenas porque somos famosos?
Ou o S.R. tem os seus direitos limitados pela sua "origem"? É cidadão de 2ª?
Onde é que isso está em vigor? na libertária América?
Na França?
Só talvez nos países onde campeia a falta de valores democráticos é que os cidadãos não têm direito a recorrer aos tribunais para defender a sua honra.
O post é doentio e o comentário anterior é preconceituoso contra o islamismo.
Fruta do mesmo cesto?
MFerrer


De Pedro Sales a 15 de Agosto de 2008 às 14:15
Mferrer,

Quem diz que as são falsas as situações que se encontram no livro é o próprio Salman Rushdie. É a palavra de um contra a do outro. SR diz que fala em defesa da "verdade", um conceito um pouco difícil de definir, convenhamos. E pretende impedir a publicação de um livro porque este o apresenta como um "homem mau", isto é, um homem com defeitos. COmo todos nós. Já viu o que é publicado, todos os dias, sobre os políticos e líderes das principais empresas. E se desatam todos a embargar a saída das revistas e jornais? A defesa do bom nome deve ser invocada em tribunal em casos extremos, o que não me parece ser o caso. Para além do mais, pelas razões que me parecem evidentes, SR deve ser dos mais comedidos a levar casos destes a tribunal.


De MFerrer a 16 de Agosto de 2008 às 07:27
Pedro Sales,
Salvo o devido respeito, tenho que insistir que afinal sempre há cidadãos com direitos "reduzidos" devido à sua origem, ou ao que uns dirigentes religiosos decidiram. O que não é aceitável é que aqui na blogosfera vc diga que o SR não "devia" recorrer aos Tribunais Democráticos de Sua Magestade para defender o seu bom nome e a verdade. Acaso os Tribunais são os braços da Censura? Os lápis azuis? Na Inglaterra?
Caso os Tribunais considerem que há tentativa de censura, estou convencido que vão decidir a favor da sua publicação, e o SR perde a razão. Simples, higiénico e a funcionar! A isto chama-se o Poder Judicial e o controlo das Liberdades de cada um.
O resto são preconceitos racistas, como os do 1º comentário deixa transparecer uma vez que vc deu o mote para tal.
Olhe que já li coisas suas com mais substracto.
MFerrer


De Lutz a 16 de Agosto de 2008 às 12:00
Rushdie tem razão. Não faço juizos sobre o caracter de Rushdie nem sobre a veracidade ou não dos relatos do ex-segurança. O que faz toda a diferença, é o facto de que o memorialista não é a ex-mulher, ex-amigo ou ex-colega de SR, mas um agente de segurança que obteve conhecimento privilegiado da sua vida privada no exercício das suas funções, que foram requisitados por razões de emergência. Legalmente parece que SR não pode reclamar mais do que o ex-agente não mente, mas se as coisas fossem como deviam ser, este não devia ter mais direito de expor a vida de SR do que o seu médico, psicólogo ou advogado.


De Luis Nogueira a 16 de Agosto de 2008 às 17:46
Concordo que o primeiro post é racista. Acho excelente o comentário do "Zero..."
Acrescentaria, de minha lavra e exclusiva responsabilidade: Ainda bem que os Aiatolahs pusera cá fora um "fatwah", senão ninguém daria pelo chatíssimo "Versículos Satânicos..."
Tenho ali o meu exemplar. Semi virgem (10, 15 páginas lidas...) Dá-se.

Luis Nogueira


De João Verde a 18 de Agosto de 2008 às 16:33
O Luís Nogueira desculpe lá, mas acho que com estas coisas não deve brincar. Os VS são uma porcaria, claro que são, e SR pode ser uma peste, parece que sim, mas o direito ao bom-nome e à liberdade de criação não justificam o que propõe(e sei muito bem que não está a brincar), nem aquilo que o Pedro num momento de rara irreflexão sugere. São parte da vivência democrática.


De Umbelina a 18 de Agosto de 2008 às 17:30
De facto , sou intolerante, não consigo ter paciência para a falta de coerência em particular e no geral para a estupidez da raça humana.


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