Comentários:
De carlosbarbosaoli a 31 de Julho de 2008 às 23:22
Concordo plenamente. O discurso não foi tão inócuo quanto alguns comentadores querem fazer crer. Quanto ao conteúdo não foi surpresa. Esta manhã tinha apostado nessa hipótese no meu Rochedo.


De Marco Alberto Alves a 4 de Agosto de 2008 às 18:35


Este estranho caso é exemplar de como, por vezes, a forma oblitera completamente o conteúdo!…

O Presidente da República aparece numa noite a meio do Verão (mas não é um sonho…) a falar à Nação de um “assunto muito importante”, mas que a maioria dessa mesma Nação menospreza ou ignora, delapidando gratuitamente o seu estatuto de respeitosa distância e levando os portugueses a questionarem-se, perplexos e preocupados:

- Mas se o tema da prelecção era tão cifrado e específico, por que não deixar-nos em sossego e tratar dele com quem de Direito (a A. R., obviamente)?;

- Ou pior, se o tema da prelecção era mesmo do interesse geral dos Cidadãos e o que está em causa é assim tão elevado, porquê uma intervenção só agora e neste despropósito, quando houve ocasiões bem mais propícias num passado recente?

- Mais grave ainda, como é que o Povo em geral e a classe político-jornalística em particular não se aperceberam do extraordinário facto que é, pela primeira vez na nossa História democrática, o Presidente da República vir a terreiro discordar de uma aprovação UNÂNIME da Assembleia da República e vergastar o próprio Tribunal Constitucional, recebendo como resposta um acabrunhado “- Tá bem, Papá…” de TODOS os Partidos parlamentares e o aplauso de vários constitucionalistas?

- Das duas uma, ou os Partidos todos andam a brincar com o fogo, ou o Presidente não tem a mínima noção de como deve dirigir-se a eles ou, pior do que isso, à Nação a quem presta contas, correndo-se o risco de nunca mais ninguém o levar a sério quando aparecer de ar grave e circunspecto…

Qualquer das hipóteses é de gelar o Verão!



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