Quinta-feira, 31 de Julho de 2008
Isto é uma injustiça

Querem obrigar-me a ouvir  a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores quando a quiser dissolver. Se o Tribunal Constitucional não se preocupa com o assunto, vou obrigar os portugueses todos a ouvir-me. Nem pensem em fazer a mesma brincadeira com a Madeira que, só de pensar em ouvir aqueles tipos, sou homem para fazer o mesmo que o James Stewart em Mr. Smith Goes to Washington.

 

Parece que em Belém desconhecem os comunicados de imprensa ou as audiências com os partidos. Dizer que foi um flop não faz justiça à irrelevância política da declaração. Principalmente depois da dramatização e da expectativa criada pelos próprios assessores de Cavaco Silva.



publicado por Pedro Sales às 20:20
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Comentários:
De carlosbarbosaoli a 31 de Julho de 2008 às 23:22
Concordo plenamente. O discurso não foi tão inócuo quanto alguns comentadores querem fazer crer. Quanto ao conteúdo não foi surpresa. Esta manhã tinha apostado nessa hipótese no meu Rochedo.


De Marco Alberto Alves a 4 de Agosto de 2008 às 18:35


Este estranho caso é exemplar de como, por vezes, a forma oblitera completamente o conteúdo!…

O Presidente da República aparece numa noite a meio do Verão (mas não é um sonho…) a falar à Nação de um “assunto muito importante”, mas que a maioria dessa mesma Nação menospreza ou ignora, delapidando gratuitamente o seu estatuto de respeitosa distância e levando os portugueses a questionarem-se, perplexos e preocupados:

- Mas se o tema da prelecção era tão cifrado e específico, por que não deixar-nos em sossego e tratar dele com quem de Direito (a A. R., obviamente)?;

- Ou pior, se o tema da prelecção era mesmo do interesse geral dos Cidadãos e o que está em causa é assim tão elevado, porquê uma intervenção só agora e neste despropósito, quando houve ocasiões bem mais propícias num passado recente?

- Mais grave ainda, como é que o Povo em geral e a classe político-jornalística em particular não se aperceberam do extraordinário facto que é, pela primeira vez na nossa História democrática, o Presidente da República vir a terreiro discordar de uma aprovação UNÂNIME da Assembleia da República e vergastar o próprio Tribunal Constitucional, recebendo como resposta um acabrunhado “- Tá bem, Papá…” de TODOS os Partidos parlamentares e o aplauso de vários constitucionalistas?

- Das duas uma, ou os Partidos todos andam a brincar com o fogo, ou o Presidente não tem a mínima noção de como deve dirigir-se a eles ou, pior do que isso, à Nação a quem presta contas, correndo-se o risco de nunca mais ninguém o levar a sério quando aparecer de ar grave e circunspecto…

Qualquer das hipóteses é de gelar o Verão!



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