Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
bairro social, estado policial

  

Rusga na Quinta da Fonte, Março 2008

(via Spectrum)


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publicado por Vasco Carvalho às 06:32
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Comentários:
De Chico da Tasca a 23 de Julho de 2008 às 09:34
Estado Policial ???

Mas a Quinta da Fonte não é aquele bairro em que as pessoas , ou muitas delas, se dedicam a traficar armas, modificá-las, serrar-lhes os canos, e a vendê-las aos "bons rapazes" do carjacking, e em que ninguém é preso ?

A Quinta da Fonte não é o bairro, em que as pessoas vêm para a rua com as ditas armas dispará-las contra pessoas de etnias diferentes, e em que ninguém é preso por isso ?

A Quinta da Fonte não é aquele bairro em em que as pessoas vivem em casas pagas pelos restantes portugueses, e em que muitas não pagam renda, água, luz e não lhes acontece nada ?

O Sr. Vasco Carvalho pretende vir para aqui insultar a inteligência das pessoas que por aqui passam ?

O Sr. devia perguntar é porque é que dos sujeitos que andavam na rua aos tiros, com armas traficadas, em frente a 10 milhões de portugueses, nenhum está detido enquanto um português que, por mostrar uma arma na televisão foi preso e está a ser julgado.


De Hugo a 23 de Julho de 2008 às 10:47
Se há coisa que este estado não é é um estado policial. Estado cobarde sim, policial não me parece. O que me parece óbvio é que não pode haver impunidade contra criminosos, e segundo consta naquele bairro social há muito criminoso.

Quanto à revolta por "um português que, por mostrar uma arma na televisão foi preso e está a ser julgado", tem uma certa lógica... a razão mais correcta teria sido ser preso por a sua ignorância histórica constituir um perigo para a sociedade.


De Manuel Leão a 23 de Julho de 2008 às 10:54
Que eu saiba, são cidadãos portugueses e, portanto, têm de cumprir as leis tal como eu ou o Senhor. Todas as leis, incluindo as leis fiscais. Não ver as coisas deste modo, é que se pode prestar a interpretações paternalistas ou a manifestações subliminares de algum complexo de culpa. Complexo de culpa que eu não tenho. Há idosos, nesta terra, a viver em condições infra-humanas de habitação e que aceitariam com júbilo, aquilo que essas pessoas, que quero crer serem uma minoria, agora, rejeitam. O resto é demagogia e oportunismo, que não ajudam a resolver o problema.


De ferro a 23 de Julho de 2008 às 12:26
vocês realmente não entenderam o post. Independentemente das rusgas que efectuem os bairros nestes moldes serão sempre focos de crime. No brasil não entra o exército nas favelas? e resulta?
Este modelo leva a que a se estabeleça uma relação policial cada vez mais dura e cada vez com menos efeitos visíveis.


De Manuel Leão a 23 de Julho de 2008 às 13:47
Então Sr. Ferro, considera isto um caso perdido. E se lhes forem dadas novas casas, resulta?


De RAM a 23 de Julho de 2008 às 15:20
É preciso soletrar tudo? O post já não tem muito texto... leiam o título, era preciso colocar:

bairro social = estado policial

Assim a mensagem já entrava nas vossas cabeças? A ideia de despejar pessoas para bairros cria todos os problemas que têm andado a enunciar. A solução não é dar casas novas noutros bairros sociais (leiam o título do post), é usar outro modelo de habitação.


De Mário a 23 de Julho de 2008 às 15:40
Não soletre que ainda se engana.

Estes títulos do = e mais não sei quê não são muito fiáveis... basta encontrar um caso em que tal não aconteça para a teoria dos iluminados ir pelo cano abaixo.

Acha que os bairros sociais são condição necessária para a existência de patrulhas policiais como norma?

Se calhar o problema não é assim tão simples não acha?

Voltando aos títulos, para colocar títulos que só meia dúzia de pessoas perceba o que o autor quer dizer não é necessário ter um blog, o email chega.


De Paulo Mouta a 23 de Julho de 2008 às 16:21
Em primeiro lugar não se trata de um problema de bairros sociais. Vivi com os meus pais durante anos num bairro social e nunca tal coisa aconteceu. Criminaliladae Havia e há certamente naquele local, no entanto a grande maioria da população do bairro de que falo era e é gente que trabalha. Outra questão importante é que nesse bairro social, apesar de as habitações terem sido construidas com custos controlados cada família teve (e muito bem) de comprar a sua própria casa. Um bairro social onde residem pessoas de várias origens, dedes brancos portugueses a imigrantes da europa de leste a brasileiros. Não me consta que alguma vez tivesse havido tiroteios na rua.

Claro que um caso é apenas um caso. Mas todas as pessoas que conheço das gerações mais novas que fali sairam não foi para outros bairros sociais mas sim para casas alugadas ou adquiridas como quaisquer outros cidadãos pelas vias normais do crédito bancário e da escravatura da Euribor.

Os bairros são o produto das pessoas que lá são despejadas e, a bem da verdade, há boa gente e há gente menos boa. O problema é que as leis não são para todos e a impunudade gera este sentimento de injustiça permanente que faz com que se ouçam cada vez mais vozes a defender os criminosos brancos como o Mário Machado.

Estas imagens aqui divulgadas são algo perturbadoras mas não chegam perto das imagens dos tiroteis. Confesso que me sentiria bem melhor com este cenário do que com o das outras imagens.

Quanto aos ciganos, e visto que muita gente não se coibe de apelidar de racista quem fala mal desta gente, já que acham que são facilmente enquadráveis na sociedade ou que devem manter a sua forma de vida, espero que nunca tenham o azar de ter uma destas famílias a viver na porta ao lado. Isto enquanto a porta durar...


De swt a 24 de Julho de 2008 às 17:38
Entendi perfeitamente o post e nao percebo porque desatam "a bater" no senhor.
Nós, os habitantes de Loures, ainda não compreendemos é se temos estado a ser enganados e nos tapam o sol com a peneira e nós é que não queremos ver.Noutros lugares dos arredores de Lisboa nao há a boa convivência étnica que se verifica aqui.
Ou então, desta vez, os problemas passaram-se numa zona meias com Lisboa e daí o alvoroço.Os habitantes de Lisboa estão com medo, mas aqui ninguém tem medo de ninguém. É uma zona pacífica.
O problema das armas, esse sim, tem de ser resolvido!


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