Sexta-feira, 18 de Julho de 2008
E os resultados?

Em resposta a um post de Paulo Gorjão no seu mais recente blogue, Eduardo Pitta elenca uma longa lista de medidas do Governo para justificar a sua convicção que este executivo fez “mais do que fizeram todos os governos desde 1974". Citando essas medidas, com um "variado grau estruturante", Eduardo Pitta aproveita para “lançar uma questão: “sem maioria absoluta, qual destas medidas teria sido aprovada?”.


A associação da maioria absoluta à eficácia governativa é uma das questões mais sobrevalorizadas no debate político nacional, como o próprio post de Eduardo Pitta acaba implicitamente por reconhecer. É que, ao olhar para as propostas aprovadas pelo Governo,  a questão que me parece relevante  avaliar é outra. Apesar da maioria absoluta, e do Governo Sócrates ter conseguido cumprir todas as iniciativas a que se propôs, porque é que o país continuou, durante todos os 4 anos da legislatura, a divergir economicamente da média europeia e os portugueses a perder poder de compra? A maioria absoluta não é um fim em si mesmo. Tem que ter resultados. E esses...


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publicado por Pedro Sales às 13:34
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Comentários:
De Luís Lavoura a 21 de Julho de 2008 às 12:35
1) Por que motivo não haveria Portugal de divergir da média europeia? A média é isso mesmo - uma média. Quer dizer que há países que estão abaixo da média, e outros que estão acima. Não há motivo nenhum para que Portugal deva estar na média europeia. Além disso, há muitos países para além dos da União Europeia. Não há motivo nenhum para particularizar a média apenas europeia. Portugal também poderia, e deveria, ser compardo com países de fora da União Europeia.

2) A evolução da economia portuguesa não é, principalmente, efeito do governo português. É efeito dos portugueses como uma todo. O governo português não tem culpa, nem tem mérito, por tudo aquilo que de bom ou de mau se passa no país. Nomeadamente, o governo português não tem culpa de que os portugueses poupem pouco e consumam muito (a crédito), que os gestores portugueses sejam uns presumidos incompetentes, que muitos dos trabalhadores portugueses sejam analfabetos, etc.


De Pedro Sales a 21 de Julho de 2008 às 13:54
Luís,

1. Vamos a ver se nos entendemos. Portugal foi o país europeua que menos cresceu economicamente em toda a primeira década deste século . Se achas isso normal, e saudável, tudo bem. Mas, se não queres ficar pela Europa, podemos comparar as taxas de crescimento com os países asiáticos ou da américana latina. Um problema extra, porque esses crescem 4 ou 5 vezes mais depressa do que os países europeus. Não percebo onde queres chegar.

2. Dizes que "A evolução da economia portuguesa não é, principalmente, efeito do governo português". Se assim for, tens que avisar o governo. Não fui eu que colei outdoors a prometer 150 mil empregos e que íamos começar a convergir economicamente com os restantes países europeus. Mas não desvalorizes o efeito macroeconomico, seja das medidas decretadas pelo governo quer pelo BCE - que tem o aval do governo socialista e que até vê os poderes reforçados no novo tratado europeu.


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