Domingo, 29 de Junho de 2008
O artigo da semana

Os juízes de Palermo, da Sardenha e do País Basco não são suicidas, nem aqui os chamaria se fossem heróis tolos. Não misturam é o cu com as calças: o facto de serem alvo dos bandidos não os impede de exercer o que são. Não fecham as portas ao primeiro susto. Combatem quem os assusta tornando-se mais eles, mais juízes. Porque o susto os convenceu ainda mais que são necessários. As agressões do Tribunal da Feira deviam ter convencido os juízes, assim: "Olha, sou mesmo necessário." Em vez disso, suspenderam-se.

Um juiz que suspende julgamentos porque durante um julgamento se cometeu um crime, é um juiz que não acredita que os julgamentos servem para combater os crimes. E, já agora, do ponto de vista do criminoso: se um crime num julgamento acaba temporariamente com os julgamentos numa comarca, porque não mais crimes desses para prolongar a suspensão de julgamentos? E porque não estender a táctica a todos os tribunais portugueses?
Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias



publicado por Pedro Sales às 18:17
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Comentários:
De Manuel Leão a 30 de Junho de 2008 às 16:49
Tudo bem, mas há um mínimo de Segurança, sem a qual não estão garantidas as condições para o funcionamento dos órgãos de soberania. Os outros titulares de cargos públicos também não a dispensam.


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