Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
Prometemos acabar com os privilégios, as injustiças são noutra repartição

José Sócrates defendeu o aumento da idade da reforma e do número de anos de descontos com a necessidade de equiparar os regimes e acabar com os privilégios dos funcionários públicos. Ontem, o Partido Socialista chumbou um projecto do BE para atribuir a pensão de reforma por inteiro a todos aqueles que, tendo 40 anos de descontos, ainda não atingiram os 65 anos de idade. Uma proposta que pretendia defender todos aqueles que, tendo começado a trabalhar com 12 ou 13 anos, vêm as suas pensões penalizadas depois de uma vida de trabalho. Quando a proposta foi apresentada, Fernando Madrinha escreveu um artigo de opinião no Expresso dizendo que o "o país não tem moral para recusar a reforma a quem trabalha e desconta há mais de 40 anos". Estava certo. Não contava era com o PS.


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publicado por Pedro Sales às 08:51
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Comentários:
De MFerrer a 20 de Junho de 2008 às 10:49
e o PS não contava com o défice que o PSD-PP deixou...
Mas algué com uns cm3 de massa cinzenta crê, acredita, vai nessa, deixa-se enrolar, nessa ideia peregrina que o PS por ser muito mau!, porra, tão mau mesmo, que não quer que as pessoas se reformem todas aos 50 anos com um mínimo de assim 3000 Oiros????
Acho bem que continue a fazer posts destes. Dizem muito sobre a sua capacidade de olhar a realidade e muitíssimo sobre os seus leitores fervorosos...
Faz favor de continuar.
Até lhe sugiro outros temas: A passagem administrativa a partir do 1º ano de escolaridade, para todos e sem discriminação de raça, credo ou lugar; Auto-estabelecimento de horários e de salários a todos os níveis; empréstimos bancários obrigatórios para o segundo carro da mulher e da mota de água do filho; importação de mão-de-obra de qq parte do mundo, pq os portugueses foram de férias pagas, por tempo indeterminado!
Faça-me o favor.
MFerrer


De Pedro Sales a 20 de Junho de 2008 às 13:06
MFerrer,

1. O deputado Jaime Gama encerrou a intervenção do Partido Socialista no OE de 2005, em Novembro de 2004, portanto - dizendo que, contando com as receitas extraordinárias, o défice já era superior a 6%.

2. Não é uma questão de o PS querer mal às pessaoas, como é normal. É uma questão de prioridades.

3. Olhe que o seu argumento não prima propriamente pela complexidade. Sendo o Governo formado por pessoas bem intencionadas, o que eu não discuto, tudo o que fazem não é escrutinável, o que é mais que discutível.


De MFerrer a 21 de Junho de 2008 às 00:42
oH Pedro Sales, Vc sabe, que é um apessoa informada ,que a questão não é essa.
As decisões de um governo qq que seja não são imediatamente escrutináveis. É para isso que há um período de governação e um tempo entre eleições...
Cumps
MFerrer


De Manuel Leão a 22 de Junho de 2008 às 12:55
A escrever dessa maneira, será contemplado, em breve, com um belo cargo!
Há quem lá esteja já com menos merecimento.
Gostei muito do fervor com que escreveu esta pérola: " (...) e muitíssimo sobre os seus leitores fervorosos". Se não gosta do que se escreve aqui, tem um bom remédio: sugira a censura, que talvez o ouçam. Olhe que num passado, não muito longínquo, existiu, por cá, bastante "know how", nessa matéria!
A propósito: quanto lhe custou a mota de água, a pronto?
Não há pachorra para estes "puxa-sacos"!


De Manuel Leão a 22 de Junho de 2008 às 12:58
A escrever dessa maneira, será contemplado, em breve, com um belo cargo!
Há quem lá esteja já com menos merecimento.
Gostei muito do fervor com que escreveu esta pérola: " (...) e muitíssimo sobre os seus leitores fervorosos". Se não gosta do que se escreve aqui, tem um bom remédio: sugira a censura, que talvez o ouçam. Olhe que num passado, não muito longínquo, existiu, por cá, bastante "know how", nessa matéria!
A propósito: quanto lhe custou a mota de água, a pronto?
Não há pachorra para estes "puxa-sacos"!



De Carlos Gonçalves a 2 de Julho de 2008 às 00:52
“… passagem administrativa a partir do 1º ano de escolaridade, para todos …”

Ó Senhor Ferrer, como se a sua ministra e os seus ajudantes de cozinha não tivessem levado já o assunto a despacho …
Ó homem…


De Karl Macx a 20 de Junho de 2008 às 12:56
Mas alguém ainda espera que o PS tenha moral?


De MFerrer a 21 de Junho de 2008 às 14:03
Mas isso o que é?
Um partido moralista?
Onde é que se viu?
Talvez o PolPot ou o Bush!
Veja lá se arranja uma crítica que não seja apenas retórica e, no fim, aplicavel a todos.
Vá lá, uma ideia!
Cumps
MFerrer


De Manuel Leão a 22 de Junho de 2008 às 15:54
Olha quem fala!

Exige uma ideia quem não tem ideia nenhuma. É preciso ter muita lata, ou melhor, muito descaramento! O que é isso de uma crítica aplicável a todos?


De Karl Macx a 23 de Junho de 2008 às 10:13
Moralista não.
Esperava-se que Socialista.
Mas de Socialista tem muito pouco.
Traga a chave que a gente abre a gaveta, MFerrer...

Quer uma crítica? Quatro letras bastam: SCUT...


De MFerrer a 28 de Junho de 2008 às 21:20
O que é verdadeiramente delirante é assistir a esta direita marron que exige mais socialismo ao PS, e ao Governo. Não estão contentes com o que têm. Querem mais!
Isso é o que eu chamo ter espírito de sacrifício:
Quanto à resposta em quatro letras, SCUT, apenas define a dimensão dos argumentos anti tudo. Afinal essas tais SCUTs até eram bastante socialistas.
É o que eu digo, era preciso muito mais socialismo para vos satisfazer.
Olhem, para já é que se vos arranja...
Não desesperem!
MFerrer


De Manuel Leão. a 29 de Junho de 2008 às 00:00
Vossa Excelência disse:

"Olhem, para já é que se vos arranja..."

Quanto a esta frase, do seu comentário, dois reparos:

1 -O tom é de quem já manda. Portanto o cargo já deve ter sido alcançado. Tanta arrogância, Santo Deus!

2 - Por mais modesto que seja o cargo, era bom trabalhar um pouco mais o Português. Falta o artigo definido masculino singular. Se é que sabe do que se trata e onde se coloca ...

Não há pachorra! Quousque tandem abutere Ferrer patientia nostra ?"


De zedeportugal a 22 de Junho de 2008 às 02:31
Caro Pedro,

É um excelente postal, perspicaz e incisivo. Mais do que uma injustiça, é um logro, uma desonestidade para com aqueles que trabalharam cedo e descontaram a vida inteira na expectativa de poderem viver melhor nos seus últimos anos.


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