Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
Alguns dados sobre a crise do transporte rodoviário

(Evolução do número de quilómetros das linhas de comboios e de auto-estradas em Portugal. Gráfico da autoria do blogue menos1carro, podendo ser encontrada mais informação aqui)

 

Portugal é a região da Europa com maior densidade de auto-estradas.

 

Das 20 regiões europeias mais ricas, só uma tem mais de 100km de auto-estrada por 1000 km2. Com 220 km/1000 km2, Lisboa é a zona de toda a Europa com maior presença das auto-estradas.

 

Portugal é o terceiro país com menos comboios por habitante. (fonte eurostat)

 

Segundo dados do Eurostat 2004, entre 1991 e 2001, Portugal encerrou mais de 300km de ferrovias e era também, no mesmo período, o 4º país da Europa a 25 com mais carros particulares por cada 1000 habitantes.

 

Do total da rede ferroviária, encontram-se em exploração comercial efectiva 2839,4 km, o que representa 78,5% do total da via-férrea existente. Apenas 50,6% da rede está electrificada.


Etiquetas:

publicado por Pedro Sales às 23:16
link do post | comentar |

Comentários:
De João André a 12 de Junho de 2008 às 08:03
Mesmo em países com tanta auto-estrada como a Holanda, onde vivo, o transporte através de comboio assume importância fundamental. Vivo em Maastricht e trabalho em Eindhoven, a cerca de 80 kms. Todos os dias faço a viagem por comboio (entre as cidades) e autocarro (da estação para o local de trabalho). Em termos de tempo total, considerando as filas que se formam, acabo por demorar o mesmo que demoraria de automóvel. Em termos de dinheiro os custos totais (considerando as prestações do carro, seguros e gasolina) são menores. Em termos de stress, não há comparação (dormitar de manhã na ida e trabalhar, ler ou dormitar à tarde no regresso).

Portugal é um país perfeito para criar uma rede ferroviária. Especialmente do Tejo para cima, uma vez que as cidades importantes entre o litoral e o interior, estão aproximadamente à mesma latitude. Uma rede que subisse em escada, com linhas a subir paralelamente no interior e litoral e ligações do litoral para o interior a cada cidade maior, seria fácil de organizar. Infelizmente, o betão é rei.


De MFerrer a 12 de Junho de 2008 às 09:36
Nesta crise dos transportes, quando muitos pediam até medidas contra o normal funcionamento da democracia e a intervenção sobre a Galp, ou a pura e simples renacionalização...
A estratégia conduzida pelo governo, a enorme paciência de que deu mostras, a racionalidade das suas propostas, e sobretudo, o facto de que não teve que recorrer a medidas extremas ou à repressão policial tão amplamente sonhada e pedida por muitos sectores, permitiu uma assinalável, uma enorme vitória que vai constituir um marco na governação com valores e com sensibilidade social.
Foi a vitória da democracia sobre a arruaça.
Tudo ao contrário do desejo dos que, repetidamente, sonharam com escorregadelas repressivas e ou soluções fáceis ao nível da desorçamentação das Contas Públicas e do abandono dos princípios de gestão da coisa pública.
Foi a salvaguarda dos esforços dos portugueses para manterem uma linha de rumo racional.
Finalmente foi gigantesco o contributo que estas actitudes deram para a definição de medidas sociais na Europa e, vejam lá, para o ganho do Sim na Irlanda: É que as imagens da repressão violenta quer em França, quer em Espanha, desgastam a confiança nesta Europa que todos os dias se constroi. Hoje, na Irlanda com o Tratado de Lisboa. Era bom que ganhasse o Sim e o Não fosse derrotado, lá como cá, por KO
Terminaram os sonhos dos que ansiavam ver o PS deitar fora os votos juntamente com cargas policiais!


De Paulo Mouta a 13 de Junho de 2008 às 04:54
E já agora, or uma questão de curiosidade, qual a vantagem de ter uma Galp (monopólio da refinação em Portugal) privada? Se estes milhões crescentes de lucro que esta empresa tem pela manutenção da margem percentual sobre um valor de compra mais elevado fossem directamente para os cofres do estado seria certamente bem mais importante para o país.

Normalmente temos a tendência para ver no estado algo de mau e pesado. Mas o maior banco nacional e a dar cartas cá e lá por fora é justamente um banco (ainda) público.

A paranóia liberal para com o público só é alterada quando o privado falha e então - como sucedeu em Inglaterra com o Northern Rock, com dívidas no valor de 32 mil milhões de Euros, - se vêm obrigados e nacionalizar sustentando com os impostos de todos, os falhanços ou as imposturices quando não mesmo a corrupção de alguns.
À Galp privada é permitido que especule e que estipule os preços que bem entende aumentando o lucro líquido sendo mesmo a única entidade que lucra com a crise dos combustíveis em Portugal. E, compreenda-se, entidade privada. Uma entidade privada que lucra com o prejuízo de todos. ´
É evidente que a miraculosa receita proposta pelo Dr. Portas da baixa do ISP é uma estupidez. E a baixa do IVA requer autorização comunitária e pode afectar muito as contas públicas. Então num momento de grave crise como este, e com tendência especulativa para piorar não é de se ter em consideração colocar de novo o estado português com a maioria do capital da Galp? Não são os monopólios antagónicos ao próprio princípio capitalista liberal?

…Do tipo Lusoponte, por exemplo. De onde vem a peregrina ideia que uma empresa privada deve ter a concessão das pontes que ligam as margens do Tejo? E agora com esta decisão comunitária que obriga o aumento do imposto cobrado, alguém acredita que a Lusoponte sai prejudicada com a decisão do governo de manter os preços? No debate quinzenal Sócrates já disse que isso iria ser devidamente compensado. Claro que vai, como sempre a prejuízo dos contribuintes.

Em relação aos camionistas ainda bem que tudo terminou desta forma. Provam-se várias coisas. Que não pode existir luta sem organização, sem um propósito objectivo e claro, sem reivindicações claras e passíveis de serem discutidas, sem intervenientes com capacidade de propor, ouvir propostas e liderar. Nada disso existiu aqui. A associação patronal não representou. Os sindicatos demarcaram-se. E a montanha pariu um rato pois o que foi oferecido foi uma mão cheia de nada aceite como uma vitória histórica.
Efectivamente o governo esteve bem mas isto está longe do fim. Aliás agora é apenas o prólogo. E se o seu amigo Bush ataca o Irão a pretexto de que nenhum país pode ser tão filho da puta como os próprios EUA… é ver o petróleo a escalar ainda mais…


De LR a 12 de Junho de 2008 às 10:45
Estamos a falar de autoestradas ou vias rápidas, com 4 ou mais faixas, onde se pode circular a velocidade elevada, mas sem portagem? Conheço poucas cidades da Europa onde haja, pelo menos aparentement, menos "vias rápidas" (com ou sem portagem) do que na zona de Lisboa, o que nos leva ao nosso modelo de investimento em infraestrutura, a tal lógica do PPP, que inibe fortemente uma regulação da mobilidade mais activa. E este será, porventura, um dado mais interessante para análise, embora menos soundbyte.


De MC a 12 de Junho de 2008 às 18:29
Um mínimo dos mínimos de ética "bloguista" obrigaria a citar a fonte desse gráfico e de todas essas fontes do Eurostat, o blog Menos Um Carro.

Já agora, poderia ter roubado um gráfico mais recente em http://menos1carro.blogs.sapo.pt/114422.html
onde se vê que a situação só tem tendência a piorar.


De Pedro Sales a 13 de Junho de 2008 às 12:25
Recebi este gráfico por mail. Não fazia referência à fonte. Vou alterar, fazendo um link para os autores do gráfico. Como é normal, não tenho nenhum problema em linkar e fazer referência à autoria das informações, como aliás se pode ver no resto do blogue.

Pedro Sales

* Comentário republicado depois de ter sido apagado inadvertidamente




De Tiago Mesquita Carvalho a 12 de Junho de 2008 às 18:37
Está engraçadíssimo este gráfico, umas cores chiquérrimas, o esoterismo pós-moderno do roxo em cópula com o vermelho iluminista, galopando o alcatrão enquanto os carris e os apeadeiros se derretem da memória. Lindooooo.

Mas para a próxima não sejam cábulas e digam:
COPIÁMOS ESTE GRÁFICO DO BLOG MENOS 1 CARRO E SOMOS DEMASIADO FRACOS PARA FAZER QUALQUER TIPO DE REFERÊNCIA.


De Manuel Leão a 15 de Junho de 2008 às 23:12
Portugal é o terceiro país com menos comboios por habitante.

Agora já percebo porque é que não tenho nenhum!


De transportadora a 19 de Março de 2009 às 13:42
Legal o post, parabéns
gosto muito de portugal!


De premios del casino virtual a 19 de Março de 2009 às 19:35
Puede ser que tenga más autopistas en Europa (lo que creo dubio), pero también será - y eso sin duda - el país donde se pagan más peajes.


De sex shop a 22 de Setembro de 2010 às 02:44
legal seu blog


De acompanhantes curitiba a 27 de Novembro de 2010 às 23:20
vdd


Comentar post

Zero TV
ZERO DE CONDUTA
Filipe Calvão

José Neves

Pedro Sales

Vasco Carvalho


zeroconduta [a] gmail.com
Indecisão 2008
Subscreva
Zero links
arquivos

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Feeds