Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Tudo como dantes no quartel d´Abrantes

Concorrência: não há concertação de preços nem abuso da posição dominante nos combustíveis. Não sei se existe, ou não, concertação de preços, mas só um anjinho é que acalentou alguma esperança sobre a eficácia deste estudo. A Autoridade da Concorrência elabora, trimestralmente, um relatório público sobre o mercado de combustíveis. São 32 estudos sobre a formação de preços que nunca detectaram a concertação entre os concorrentes para condicionar o mercado. Para provar juridicamente que existe concertação de preços não basta constatar a semelhança de preços entre os concorrentes. É preciso provar que existiram contactos entre as empresas para combinar o preço, o tipo de actividade que não costuma ser feita por e-mail ou através de carta registada. Basta seguir a imprensa e copiar os preços praticados pelo vizinho do lado para se obter o tal “paralelismo de preços” de que fala o presidente da Autoridade da Concorrência. O relatório encomendado pelo governo faz parte da galeria de actos inúteis da governação. Só teve um propósito. Permitir ao Governo ganhar algum tempo para aliviar a pressão popular e tentar sacudir a água do capote.
 



publicado por Pedro Sales às 14:44
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Comentários:
De Francisco Clamote a 3 de Junho de 2008 às 23:01
O relatório será inútil. Em face do resultado, concordo com a ilação. Suponho, no entanto, que sendo a Autoridade da Concorrência uma entidade independente, parece que o Governo não poderia antecipar o resultado. Assim sendo, já não parece lícito tirar a conclusão de que a encomenda do relatório só teve o propósito de "permitir ao Governo ganhar algum tempo para aliviar a pressão popular e tentar sacudir a água do capote".
Será que sou ingénuo ?
Cumprimentos


De Paulo Mouta a 8 de Junho de 2008 às 04:09
Perante a actual situação é urgente que a Galp volte para uma situação de osse maioritária do estado português. E é fundamental que se voltem a criar tecto máximos para os preços dos combustíveis de acordo com uma relação directa entre preço de compra e de venda. E seria de todo pertinente taxar a mais-valia criada pela manutenção das margens face ao aumento do valor líquido.


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