Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
“Todo um programa”

Pacheco Pereira entende que os grandes planos da cara de Manuela Ferreira Leite, na entrevista de Judite de Sousa, rrepresentam “todo um programa” sobre a parcialidade jornalística. O objectivo? Mostrar “uma mulher velha e cansada, com rugas, com o tempo na cara”. Só que, como se pode ver numa breve busca no Youtube, escapou a Pacheco Pereira a verdadeira dimensão da perfídia do realizador da RTP para perceber que o mesmo já tinha sido feito a Simone de Oliveira ou a Marinho Pinto - só para dar dois exemplos. O programa, que está longe de ser perfeito, anuncia na sua página que "os rostos da notícia estão na “Grande Entrevista" da RTP." O artigo de Pacheco Pereira é todo um programa, sim, mas sobre a forma enviesada como o próprio encara a imprensa e gere a sua intervenção pública e política. Quando não se vitimiza a si próprio, pela perseguição que a esquerda lhe faz pelo seu alinhamento com a guerra no Iraque ou pelos “falsos blogues pornográficos” que teimam em aparecer para retirar o Abrupto da liderança dos blogues nacionais, está a tentar a mesma táctica com aqueles que defende. Só um problema. A fragilidade da candidatura de Manuela Ferreira Leite é a candidata. Pela sua desastrada passagem pelo Governo e pela absoluta falta de tacto político, como se pode ver pelo autêntico disparate que têm sido as escassas oportunidades em que diz qualquer coisa.


PS: Já que se fala na Grande Entrevista, de Judite de Sousa, talvez valha a pena lembrar que cinco dos últimos sete entrevistados são do PSD. Os outros não são políticos. Como esta semana deverá caber a sorte a Pedro Passos Coelho, de há dois meses a esta parte que o principal programa de entrevistas da estação pública está tornado numa espécie de “Povo Livre” televisivo.



publicado por Pedro Sales às 13:02
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Comentários:
De AJF a 12 de Maio de 2008 às 14:16
Após uma leitura do artigo “A Face” sobre a entrevista de Judite de Sousa a Manuela Ferreira Leite escrito por José Pacheco Pereira fiquei em estado de choque.
Todo o artigo assenta numa espécie de cabala montada pela RTP para através dos grandes planos do rosto de MFL, induzisse no país real uma imagem de alguém, velho, gasto, cansado, sem energia. Uma cabala que após concluir a leitura do artigo ficamos sem saber o que o autor pensa sobre o essencial do assunto. Quem poderia ter orquestrado tal plano maquiavélico?
PSL? Hum… não me parece, costuma-se dizer que tem má imprensa! PPC hum… não me parece que já tenha estatura política para influenciar a imprensa! Então quem?...
Ninguém.
Só JPP para se lembrar disto. De certeza que ainda embebido no espírito de defesa da sua Dama, e após perceber que o impacto da entrevista não foi aquele que ambicionava, sentiu a necessidade em encontrar explicações para o sucedido.
Mas vamos observar umas passagens do artigo em questão e meditar sobre elas. A determinada altura escreve JPP: ...

http://www.militantedebase.blogspot.com/



De O último pingo a 12 de Maio de 2008 às 19:04
Será que todos nós temos um pouco de Rui Gomes da Silva


De Alberto Marques a 12 de Maio de 2008 às 22:45
Eu vi o programa e a diferença com as entrevistas de Rio e de Santana Lopes é abissal. Vc pode cá pôr um grande plano que quiser, mas é um ou dois em meia-hora, mas toda uma entrevista em grande plano é excepcional. Lamento discordar consigo, mas o Pacheco Pereira tem razão por muito que isso custe à RTP.


De Pedro Sales a 13 de Maio de 2008 às 00:29
Caro Alberto Marques,

Cada face tem as suas características fisionómicas. Num programa, como uma entrevista, em que apenas existem duas pessoas em "palco" durante mais de meia-hora é normal que o realizador tente adaptar os planos às caracteristícas pessoais do entrevistado. A tese da cabala parece-me manifestamente exagerada.


De Queiroz a 13 de Maio de 2008 às 00:49
Subscrevo Sales!
Este artigo é PP em todo om seu esplendor.


De famalicão epolítica a 13 de Maio de 2008 às 13:55
na próxima entrevista, deve-se perguntar ao Pacheco se quer façam um lifting à Manela .


De rr a 19 de Maio de 2008 às 17:20
Entrevistar uma cantora e uma candidata a líder do PSD não é a mesma coisa.

A análise estatística de Eduardo Cintra Torres não deixa margem para dúvidas. É ler e confirmar.


De PC a 19 de Maio de 2008 às 18:21
Recomendo que vejam a estatística que Eduardo Cintra Torres fez, no Público de sábado, aos 3 últimos "Grande Entrevista"
O último (onde esteve MFR) teve 50% de primeiros/grandes planos. Os outros tiveram 2 e 0% respectivamente.
Pode ser do realizador e ser só coincidência


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