Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
Verde é a cor do dinheiro

A junta de freguesia da Ericeira foi multada em sete mil euros utilizar óleos reciclados para mover os carros do lixo, em vez de comprar combustíveis fósseis, pelo que o Estado se considera lesado. O presidente da junta, citado pela TSF, já garantiu que não vai pagar a multa.

Lê-se e não se acredita. Em vez de apoiar, ou pelo menos deixar em paz, quem não precisou de ficar à espera dos subsídios estatais para aplicar uma medida ambientalmente correcta, o Governo multa quem está a usar combustíveis verdadeiramente ecológicos (óleos reciclados). Tudo isto para respeitar uma quota, financiada pelos nossos impostos, com o embuste dos agrocombustíveis que estão a roubar espaço agrícola a outras produções alimentares e a contribuir para a crise alimentar que está à porta. O verde tem muitas tonalidades. Mas a cor do dinheiro dos impostos continua a ser a mais apelativa.


publicado por Pedro Sales às 13:36
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Comentários:
De nelio a 28 de Abril de 2008 às 14:07
país em inho, mesmo! e de absurdo em absurdo lá vamos cantando e rindo...


De Paulo Mouta a 29 de Abril de 2008 às 00:25
Simplesmente inacreditável. Cada vez mais acredito que este governo apenas se consegue manter às custas da usurpação de bens públicos e privados através dos seus muitos cães de fila...


De Gonçalo a 29 de Abril de 2008 às 01:19
Tenho para mim que a junta de freguesia da Ericeira é um dos melhores exemplos do país em matéria de política de resíduos. Por exemplo, em vez das habituais 4 opções para resíduos, que existem nomeadamente em Lisboa, a Ericeira conta com pelo menos o dobro, como é o caso das rolhas e dos polémicos óleos alimentares, que doutra forma acabariam certamente nos esgotos. Posto isto, não deixa de ser irónico que seja precisamente este carácter inovador de uma freguesia a razão para o pagamento de uma multa.


De Dinis a 5 de Maio de 2008 às 01:37
Ok. Certo, mas não foi o GOVERNO que multou a Junta de freguesia. A junta de feguesia infringiu uma lei em vigor. Absurda? Talvez, mas é lei e... dura lex sed lex. Se bam que no contexto de um Estado de direito isso pode resolver-se...


De Marco Alberto Alves a 5 de Maio de 2008 às 14:30


Pois é, devagarinho, mas lá se vai chegando, finalmente, ao FULCRO DA QUESTÃO: caros Autor e comentadores, esclareçam primeiro o mais importante antes de vomitar banalidades: QUEM APROVOU A LEI EM CAUSA? E, já agora, com que premissas e objectivos?


Vá lá, pode dar mais trabalho, mas compensa sempre, pelo que credibiliza este interessasnte "blogue" e os respectivos comentadores...


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