Quarta-feira, 9 de Abril de 2008
Normalíssimo

Confirmando uma tendência dos últimos dias, as acções da Mota Engil voltaram a ser as mais valorizadas do PSI 20. Uma subida em flecha que, vá-se lá saber porquê, coincide precisamente com as notícias da contratação de Jorge Coelho. “Nome de Jorge Coelho como CEO bem recebido pelo mercado”, resume hoje o Jornal de Negócios, num artigo em que 3 dos 4 analistas contactados preferiram manter o anonimato. Está na cara que é uma contratação normal, como diz o Partido Socialista.

publicado por Pedro Sales às 23:32
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Comentários:
De jlcr a 10 de Abril de 2008 às 11:14
Espero que comenta a queda que se verifica hoje.
Ah, deve ser a realização de mais valias.


De Budos a 10 de Abril de 2008 às 13:13
O post está muito certo. Mas diga-nos, caro Pedro Sales, qual é a solução para evitar isto? Pois, não há.


De Sei da Relva a 10 de Abril de 2008 às 17:58
O inefável "Coelhone" engrossa assim a lista dos ex-ministros contratados por empresas que têm o Estado como cliente-chave. "Pagamento por serviços prestados" ou "Adiantamento por conta"? Talvez ambos.

(vidé:
http://blogphobics.blogspot.com/2008/04/recompensas-privadas-para-pblicos.html)

E lembrem-se, a partir de agora, "quem se meter com a Mota-Engil, leva!"


De Marco Alberto Alves a 10 de Abril de 2008 às 18:49


Budos, haver há, pode ter a certeza. Coisas destas NÃO se passam na Escandinávia, na Suíça, na Alemanha, e não pense que é POR ACASO!


A questão é: MAS É PRECISO QUERER MESMO!


E você, quer?


De Budos a 10 de Abril de 2008 às 21:23
Impedir que um ministro venha ocupar cargos em empresas com as quais se relacionou enquanto governante, é do domínio da paranóia. Quem é que aceitaria ser ministro nestas condições? Obvia mente que ninguém. Ou melhor, só mesmo os desesperados.

O Pedro Sales não respondeu porque sabe que assim é.


De Pedro Sales a 11 de Abril de 2008 às 00:55
Caro Budo,

Porque razão é que metade dos administradores das empresas do PSI 20 são ex-políticos. Não se questiona que uma pessoa que, tendo chegado à política vindo da banca ou da construção civil, refresse à sua actividade assim que deixe o Governo. Mas não é esse o percurso da maioria dos nomes em causa. São pessoas que começaram e fizeram o seu percurso na política e que, num dado momento, "porque não são ricos, como disse Coelho, aceitam ir para um empresa privada, da área que tutelaram, e que tem o Estado como principal fonte de receitas.

Não existem bons administradores nas escolas de gestão, ou será que só os ex-governantes é que sabem gerir as empresas que têm grandes negócios com o Estado?

E, diga lá uma coisa? O que é que vai acontecer, nos próximos meses, se a Mota Engil ganhar os chorudos contratos que aí vêm (auto-estradas, TGV, aeroporto, etc)? Quem é que acreditará na transparência dos concursos?


De Budos a 11 de Abril de 2008 às 11:04
O Pedro Sales insurge-se com facto de a passagem pelo governo se ter revelado um autêntico trampolim para alguns governantes. Mas isso já eu tinha percebido. Eu só queria saber qual é solução para por cobro a esta promiscuidade.


De Pedro Sales a 11 de Abril de 2008 às 11:07
Não tenho nenhuma varinha mágica, mas duas soluções legislativas podem ter algum impacto. Um, subir o "período de nojo", actualmente nos 3 anos. A outra, como disse Marcelo Rebelo de Sousa, impedir um governante que assina uma concessão por 3 ou 4 décadas com uma empresa privada de ir gerir os lucros dessa mesma concessão, impedindo a sua contratação pelas empresas que lucraram com a sua decisão política.


De edobasilio a 11 de Abril de 2008 às 10:18
Não se esqueçam que as obras públicas são adjudicadas por concurso público. Portanto os concorrentes preteridos podem sempre recorrer para o tribunal se houver razão para tal.
O comentador que diz na Escandinávia isto não acontecia, importa-se de apresentar provas. Qual é o tempo de "nojo" nestes países para que um ex-governante possa exercer cargos no privado?
Porquê em Portugal, se um político nunca exerceu no privado é considerado sem experiência. Se vem do privado para o governo é acolhido como providencial, competente, experiente. No caso a lei obriga-o a estar 3 anos sem exercer cargos no privado relacionado com a actividade governativa. Não acham suficiente? Reparem que os ciclos eleitorais são 4 anos.
As insinuações, os julgamentos à priori são uma coisa feia. Mas claro os julgadores são os únicos honestos. Únicos não. São eles e o pai deles. O resto é uma cambada de vendidos.
Um pouco de bom senso não fará mal.


De Marco Alberto Alves a 11 de Abril de 2008 às 14:25


Que tipo de provas pretende? Documentais, ou pessoais? Quer chegar à fala com o Provedor de Justiça dinamarquês?


Não posso satisfazê-lo, nem fazer nada por si, se a sua capacidade de discussão se limita à apresentação de "provas".


A única pista que lhe posso dar é a seguinte: nos Países escandinavos, o enriquecimento súbito é ferozmente escrutinado pelas autoridades competentes, sobretudo no que toca aos detentores de cargos públicos. Na Escandinávia não há autarcas ou governantes corruptos, porque a fiscalização funciona. Até com base nos chamados "sinais exteriores de riqueza".


Mas não é só a punição que funciona, também a prevenção. Porque as regras para a atribuição de contratos públicos são muitíssimo mais transparentes e dotadas de muito mais garantias!


Se o mesmo acontecesse em Portugal, acredite que ninguém se escandalizaria com a ida de Coelho para a construtora ou a de Ferreira do Amaral para a Lusoponte, pois tal nunca poderia ser entendido como suspeita de corrupção, pelo simples facto de que os mecanismos preventivos da mesma são eficazes e dissuasores. E criam hábitos sãos.



O problema não se resolve aumentando os períodos de impedimento, mas aperfeiçoando todo o edifício legal e burocrático dos procedimentos de contratação da Administração Pública, Central, Regional e Local. Não é fácil, mas é a solução que o Budos e o Sales procuram. Entende, Basílio?


De edobasilio a 11 de Abril de 2008 às 15:43
Eu entendo tudo. Gostava imenso de viver nesse paraíso. Mas isso não me legitima, nem a si, para especular sobre o bom nome de pessoas, cujo passado não têm qualquer suspeita e muito menos qualquer condenação de corrupção. Se acha que o sistema Escandinavo é o Céu então lute por ele. Argumente e avance na política dizendo o que é preciso corrigir e mudar. Até lá não lance jlama para cima dos outros. Antes de qualquer actuação estas pessoas já têm o nome enlameado sem só por presunção num processo de pura intenção. Gostaria de saber se que exerce cargos políticos tem de ser tipo frade que tem de fazer um voto de dedicação ad eternum à causa publica, sendo competente e capaz para outros voos e outras responsabilidades. Isto não passa do culto dos mediocres para a função pública. Não tenha dúvidas, por este andar,só vão para a política os mediocres que não conseguem outro emprego. Antes de construir na outra margem do rio, é preciso atravessá-lo.


De PR a 11 de Abril de 2008 às 11:29
Mais uma vergonha a "assombrar" o PS. A continuar assim...

http://pequenos--apontamentos.blogspot.com


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