Sábado, 29 de Março de 2008
O fundamentalismo do vizinho é sempre maior que o meu

A divulgação do filme contra o Islão, do deputado holandês de extrema-direita Geert Wilders, promete fazer renascer o já habitual debate sobre a intolerância do islão. Curiosamente, reina o silêncio e não parece haver maneira de encontrar os mesmos inflamados editoriais sobre os limites à liberdade de expressão a propósito da censura de um anúncio de cosméticos na pacata e liberal Inglaterra. A campanha publicitária, que aqui se mostra e que descobri no 5 Dias, foi banida das televisões pelas supostas ofensas aos cristãos perpetradas por meia dúzia de modelos que aparecem a rezar para garantir a beleza dos seus cabelos. Chocante, como se percebe...

publicado por Pedro Sales às 12:41
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Comentários:
De caodeguarda a 29 de Março de 2008 às 16:58
Pois... mas não vejo que alguém fosse condenar à morte as mocitas por isso, o que não seria bem o caso se se pusesse em causa o Islão ou Maomé... quando muito pode-se criticar ou o gosto dos criativos/empresa, ou a censura por censurar... faz lembras um quadro de Lucas Cranach e o metro de londres, sabe-se lá porquê...


De Igor Caldeira a 29 de Março de 2008 às 22:36
Os países anglo-saxónicos são sempre mais vulneráveis a estas imbecilidades. É a defesa do "multiculturalismo" a funcionar. Se aos muçulmanos permitimos todas as imbecilidades, como proibi-las aos cristãos?


De nuno granja a 31 de Março de 2008 às 18:24
cristão muçulmanos e já agora a família real espanhola, não gostam muito de ser caricaturados, eu pessoalmente acho essencial poderem ser caricaturados e criticados, gostemos ou não

para certas pessoas quando o assunto envolve muçulmanos a a liberdade de expressão deixa de ser o valor mais alto, talvez ofuscadas pela imagem dos aviões a bater na torres


De JV a 31 de Março de 2008 às 21:42
Pequena mas não despicienda diferença: neste caso não foram cristãos enfurecidos, ameaçando de morte o publicitário que gizou este anúncio e empunhando cartazes dizendo aleivosias do tipo «Free Speech is a Cancer, Chistianity is the Answer», que acorbadaram os donos das televisões e os fizeram retroceder. Quando mete o Islão tem sido assim. Além de que se houvesse uns quantos tele-evangelistas a fazê-lo não duvido que os cristãos em peso se pronunciassem condenando o acto - já quando são muçulmanos a cometer essas e outras, que é dos clérigos de Maomé?


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