Sábado, 29 de Março de 2008
Sentimentos e desejo no casamento? Isso tem que ser coisa do Diabo

Para o padre Duarte da Cunha, ex-responsável, durante dez anos, da Pastoral da Família na diocese de Lisboa, o que está em causa nas iniciativas do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista é uma "sentimentalização excessiva do amor". Reagindo às previsíveis alterações na lei do divórcio, o porta-voz da conferência episcopal, D. Carlos Azevedo, adverte que "não podemos armar o desejo em lei" e que os projectos estão "imbuídos de uma cultura individualista" perante a qual "a família corre o risco de se desagregar". De facto, nada como manter a família unida na barra do tribunal em processos que se arrastam durantes anos. Deve ser para preservar a tal "união entre as pessoas" que aponta como uma das funções do Estado. O Diário de Notícias está de parabéns. Não é todos os dias, em pleno século XXI, que se consegue um exclusivo com os bispos do Concílio de Trento.


publicado por Pedro Sales às 11:02
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Comentários:
De max a 29 de Março de 2008 às 17:07
Caro Pedro Sales, apenas um reparo ao certeiríssimo post que em nada afecta a sua qualidade: o primeiro link está a remeter, não para a notícia, mas para a imagem flickr.


De Pedro Sales a 29 de Março de 2008 às 17:59
Obrigado, Max. Vou alterar o link.


De Zeca Portuga a 29 de Março de 2008 às 21:47
Realmente, nesta sociedade impessoal, onde o ser humano é uma mercadoria, ou simplesmente uma unidade de trabalho, é dificil, para alguns menos esclarecidos, entender o que são valores.

Então, quando se fala de valores cistãos, aí é que o caldo está entornado!
Porque^!?
Porque os valores cristãos são dificeis de cumprir: Não matarás (olha o aborto!); não roubarás (olha todo o mundo começando no governo!...); não mentirás (idem!); não prestarás falso testemunho (ui! ....); não cobiçarás (hena pá!); amarás ao próximo como ati mesmo (onde estão eles!?...)
E por aí fora!...

Ora, ninguém é obrigado a casar-se. O que não pode, é assumir um compromisso e virar para o lado e dar o dito por não dito! Até porque, há mais gente envolvida nesta questão. Os filhos não são lixo!!!

Uma coisa que me faz muita confusão é isto:
conheço pessoas que dizem que "não se casam para não assumir um compromisso, preferem juntar-se".
Então, "juntar-se" não é um compromisso!? Dito de outra maneira: duas pessoas "juntam-se" a pensar em não assumir compromisso algum, portanto, a mentir, afazer-de-conta, não é a sério.

um pouco de moralidade, bom-senso, humaidade e intelegencia nas nossas leis, não fazia mal nehum!
Mas, para isso, as leis tinha que ser feitas por gente séria, honesta, inteligente, com um minimo de cultura, de humanidade e de responsabilidade... onde estão eles!?


De JPH a 30 de Março de 2008 às 20:51
O que seria do "Zero", caro Pedro, se o DN não te fornecesse matéria pra comentares?
JPH


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