Domingo, 9 de Março de 2008
Confiança

Fotografia de André Beja
José Sócrates mudou de ministro da Saúde, reconhecendo que “era a única forma de "restaurar a relação de confiança entre cidadãos e o Serviço Nacional de Saúde”. Quando mais de metade dos professores se manifestam contra a política educativa, a frase ganha uma redobrada actualidade e fica uma pergunta muito simples. Que condições de trabalho, e de implementar as suas decisões nas escolas, tem uma responsável política que conta com a aberta hostilidade de uma classe profissional em peso?
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publicado por Pedro Sales às 22:50
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Comentários:
De rato orelhudo a 10 de Março de 2008 às 00:08
Os tempos não correm de feição para Sócrates. Há algo de irritante na sua atitude, no seu absurdo tom de desafio. Mandar polícias às escolas para conhecer pormenores da manifestação é, para além de um erro político crasso, mais uma manifestação do pior autoritarismo. Ainda por cima, a nojeira repete-se pois já houve várias situações anteriores em que o governo revelou iguais tiques antidemocráticos. A manif dos professores não pode ser politicamente ignorada mas creio que já não é só a cabeça de Maria de Lurdes que está em causa. Sócrates sabe-o bem. A confiança na sua liderança acabou e, a partir de agora, nada mais restará do que a sua teimosia, a condescendência do Presidente da República e a contagem decrescente para eleições (que bem podem ser antecipadas). Ou muito me engano ou Sócrates sairá do poder entre vaias e insultos e em passo de corrida. Talvez lhe façam bem umas férias na Covilhã...


De Dalila a 10 de Março de 2008 às 00:49
Quanto a Socrates sair do governo temos que pensar quais as alternativas,decerto não será Menezes,Santana,Ribau.Talvez que Cavaco de uma maozinha a Sócrates,não o estou a ver dar posse a Menezes.Acho que não se deve falar no plano A e esquecer o plano B.Pode parecer que não é importante,mas por esse Mundo fora já se tem perdido guerras por não haver o plano B


De João a 10 de Março de 2008 às 14:23
Há uma diferença fundamental entre os dois casos. Enquanto que no caso da saúde a quebra de confiança dizia respeito a todos os cidadãos, no caso da educação diz respeito a "apenas" uma parte, os professores, independentemente da legitimidade da sua posição/luta.
Obviamente que é uma parte fundamental, sem a qual não existe sistema de educação, no entanto, não deixa de ser uma parte do sistema e não um todo que pretende servir.


De Manuel Leão. a 12 de Março de 2008 às 00:12
Não há assim muita diferença.

Deve lembrar-se que Sócrates utilizou, com eficácia, o "pecado" da inveja que é, infelizmente, característico dos portugueses. Só que levou muito longe a sua estratégia. E, agora, está quase esgotada.

Começou, para ele, o amargo acordar...


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