Domingo, 9 de Março de 2008
Nem boa, nem má. Lamentável...


...campanha publicitária da nova série de fascículos da Sábado e Correio da Manhã sobre Salazar.

publicado por Pedro Sales às 13:17
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Comentários:
De Leonor a 9 de Março de 2008 às 17:56
Recomendo, caso não tenha lido, a crónica do Daniel Sampaio na "Pública" de hoje. Estou farta de dizer que o Botas voltou lá nos meus blogues, não pensei que chegássemos a tanto...
Bom Domingo


De nelio a 9 de Março de 2008 às 19:02
chegará o dia em que lhe chamarão, com ternura, o avozinho de santa comba dão...


De l.rodrigues a 9 de Março de 2008 às 20:44
Era para ter feito um post sobre isto. É um bom exemplo de como isenção não é ficar no meio.


De Rafael Ortega a 10 de Março de 2008 às 09:22
Sinceramente não vejo porque é que uma colecção de livros ou fasciculos sobre Salazar e o periodo em que chefiou o país podem ter assim de tão nefasto.
Desde que sejam feitos de uma forma isenta e exponham os factos acho normal.


De l.rodrigues a 10 de Março de 2008 às 12:50
Creio que aqui a questão não é tanto a publicação como a publicidade.
Eu, se estivesse a fazer o cartaz e quisesse ser neutro diria qualquer coisa como "Bou ou Mau, Incontornável." Creio que faria toda a diferença.


De Pedro Sales a 10 de Março de 2008 às 13:34
Caro Rafael Ortega,

Como deve ter reparado não me pronunciei sobre a qualidade dos fascículos e a sua isenção e rigor histórico. Aliás, não li nenhum. O post é sobre a campanha publicitária que, essa sim, é um monumental acto de branqueamento do personagem. "Nem bom nem mau". Aconteceu, pronto, não vale a pena perder tempo a discutir o carácter ditatorial do regime porque, tendo demorado meio século, é incontornável. Esta campanha é uma afronta a todos quantos lutaram para que Portugal vivesse em democracia.



De Zeca Portuga a 11 de Março de 2008 às 22:43
Pois Sim!
Hoje temos lá um presidente do conselho que muito pouco difere de Salazar: é anti-democrata, escalavagista, "quero-posso-mando", os outros não contam, tudo pelo estado (aqui chamado "deficit"), vamos acabar com os pequenos partidos, eu sou o maior - o salvador da pátria... etc.
Afinal o outro, em cujo tempo eu nasci, era mesmo - "nem bom, nem mau... igual ao presidente do conselho actual!"

Há, no entanto, grandes diferenças:
Salazar era rigoroso com todos, começando nele próprio (ao cantrário deste);
Salazar era um Homem sério (este, nem Homem, nem sério);
Salazar governou num dos tempos mais dificeis da história recente da Europa, onde os regimes eram muito piores (este governa num periodo em que país tem tudo, mas tenta criar o regime mais opressivo da Europa);
Fico por aqui... com a ideia de que o cartaz deveria dizer:
Nem bom, nem mau... Actual como nunca!

http://circoluso.blogspot.com


De Manuel Leão. a 12 de Março de 2008 às 00:19
É o mercado; o sacrossanto mercado!

Na versão religiosa, são os vendilhões do templo!


De dr. maybe a 10 de Março de 2008 às 09:24
o valor de compra é, neste caso, o espelho exacto do valor da obra...


De Manuel Leão. a 12 de Março de 2008 às 00:25
Incluindo o preço daquilo que dizem ser um jornal.
Dizem, mas não é.


De abrasivo a 10 de Março de 2008 às 16:10
Leitor assíduo do blogue, hoje manifesto o meu desacordo com o Pedro.
Não considero a campanha uma afronta a quem quer que seja. Nem que se trate de uma operação de branqueamento. Uma campanha publicitária é uma campanha publicitária. Neste caso, se for polémica, alcança melhor o objectivo.
Pode quem quiser, na minha opinião, procurar branquear o que muito bem entender. Até Salazar.
A verdade é que, para a esquerda, Salazar deve ser incontornável. Incontornável. Aquilo que se tem realmente de enfrentar.
Salazar existiu. O fascismo existiu. Há que enfrentá-lo. E se alguém utilizar OMO, deve repor-se a cor original com a verdade. Em nome daqueles que morreram lutando pela democracia.
Diferentes. As leituras. E as reacções, também. É próprio da natureza humana. A dor, também. Mas não adianta tentar ignorá-la.


De abrasivo a 10 de Março de 2008 às 16:15
Desculpe, Pedro, esqueci-me de uma nota.
Nem bom. Nem mau. Fascista.


De pedro oliveira a 10 de Março de 2008 às 22:20
Caro Pedro Sales,

«Marketing», meu amigo, como o nome do vosso «blog».
«É pá s' a gente colocar o algarismo 0 (zero) primeiro ficamos à frente nos "links" todos»
Nos livros do Harry Potter o nome do vilão, também, não é pronunciado.
A História foi é um presente acontecido, somos nós que temos de reflectir sobre aqueles homens, naquelas circunstâncias.
Um dos historiadores que nos ajuda a reflectir é António Louçã.
Quanto à comentadora que escreve sobre o artigo de Daniel Sampaio melhor seria que Daniel se preocupasse com Jorge, o tal que demitiu (com erros ortográficos) um governo apoiado por uma maioria parlamentar.
E Cavaco?
Deveria demitir Sócrates (o fascista) cedendo às pressões da Rua?


De Pedro Sales a 11 de Março de 2008 às 05:18
caro Pedro Oliveira,

Sinceramente, olhe que essa do nome do nosso blogue ter qualquer coisa a ver com a ordem dos links (que, na maioria dos casos, até ficam em último, como é normal quando o nosso nome é zero de conduta) é que nunca nos lembraríamos. Nem lembrámos. O blogue tem este nome porque é o título de um pequeno filme do Jean Vigo.

Quanto ao resto, claro que é marketing. Mas isso não quer dizer que não deva ser escrutinado, mais a mais quando tenta fazer passar uma imagem neutra sobre alguém que, quer se queira quer não, foi o principal responsável por uma ditadura que atravessou meio século, algo dificilmente compatível com um discurso que diz que "não é bom nem mau".


De nm a 11 de Março de 2008 às 12:17
João Mesquita, Diana Andringa, Irene Flunser Pimentel ou Luís Farinha são alguns dos muitos colaboradores da obra.


De Pedro Sales a 12 de Março de 2008 às 20:14
É verdade, NM, e foi por isso mesmo que só falei na campanha publicitária. Os nomes envolvidos na elaboração dos fascículos prometem uma imagem de rigor em tudo diferente da mensagem do marketing


De Ente lectual a 11 de Março de 2008 às 13:47
a direitada (a que, com pesar, pertenço) evidencia significativamente a sua decadência quando precisa de fazer o elogio de um medíocre, um simples medíocre: tacanho, mesquinho, perdido num mundo só seu de abadia e século XVIII, enquanto o país ia embrutecendo, cujo grande mérito foi "equilibrar as contas públicas" (com exército e polícia política à disposição, diga-se; com as liberdades restringidas, diga-se).

Mas também isto é só o correio da manha...


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