Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Há coisas fantásticas, não há?

O famoso pacote anticorrupção foi aprovado no Parlamento na última sexta-feira. O PP absteve-se. Porque era curto, como disseram os outros partidos da oposição? Não. Porque são contra "o discurso anti-sistema que às vezes roça a demagogia" de "alguns partidos", considerando que a eficácia no combate à corrupção passa pelo reforço de meios de investigação.

Nem de propósito, no dia seguinte o Público transcrevia esta edificante conversa sobre um despacho favorável ao famoso tesoureiro do partido num negócio do auto "...Paulo Portas, ao fim da tarde do dia 14 de Março de 2005. “Olha que o Telmo assinou aquilo!”, disse Portas. “Estamos a falar do Mário [Assis Ferreira]?”, questionou Abel Pinheiro. “Não. Do Mário sim. Da tua coisa.” Abel Pinheiro retorquiu: “Ah. Do meu caso. Já o tenho aqui na mão e foi um fantástico despacho. O PP bem pode dizer o que quiser sobre a corrupção, mas a verdade é que, como disse o Rui Tavares há uns dias, os três anos que passou no governo, e o número de casos pouco claros que originaram, hão de matar o partido por inanição moral.
Etiquetas: ,

publicado por Pedro Sales às 10:36
link do post | comentar |

Comentários:
De Pedro Fontela a 25 de Fevereiro de 2008 às 16:08
Não sei se consideraram a hipótese de eles não terem gerado mais casos relacionados com a corrupção que o normal mas estarem mesmo pouco habituados a fazer as coisas e por isso não saberem tapar os podres… os outros se calhar apenas dominam melhor o funcionamento da máquina… ou isso ou então a fome era tanta que perderam as estribeiras…


De Pedro Sales a 25 de Fevereiro de 2008 às 17:15
Caro Pedro Fontela,

Nem de propóstio, ainda ontem comentava isso com outra pessoa.


De Manuel Leão. a 25 de Fevereiro de 2008 às 23:57
Vale tudo!

Mas fiquem tranquilos. Isto é mais um caso para o Arquivador-mor do Reino!


De José Luiz Sarmento a 26 de Fevereiro de 2008 às 12:44
Parece que se estão a definir dois campos na discussão política da corrupção. De um lado estão aqueles, como João Cravinho, que querem adequar a lei ao fenómeno social da corrupção de modo a poder conter práticas claramente abusivas mas não ilegais. Do outro lado estão os que querem restringir a luta contra a corrupção à sua vertente policial, sem extravasar dum enquadramento legal que se quer o mais permissivo possível. Deste lado estão as figuras mais destacadas do PP, mas convém não esquecer que também estão, embora com menos alarde mediático, as segundas linhas do PSD e do PS.


De Patricia a 26 de Fevereiro de 2008 às 20:37
O assunto apesar de o ministro ser do PP passou-se com dois 1ºministros do PSD,Durão Barroso apalavrou e Santana Lopes passou a papel.Estes dois últimos andam muito caladinhos,mas é bom que o seu papel não seja esquecido


Comentar post

Zero TV
ZERO DE CONDUTA
Filipe Calvão

José Neves

Pedro Sales

Vasco Carvalho


zeroconduta [a] gmail.com
Indecisão 2008
Subscreva
Zero links
arquivos

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Feeds