Sábado, 23 de Fevereiro de 2008
Agora deu-lhe para a autocrítica


José Sócrates criticou "quem não sabe honrar os compromissos que livremente assumiu, os acordos que livremente celebrou e que demonstra uma falta de sentido das responsabilidades que não hesita em faltar à palavra dada".



publicado por Pedro Sales às 21:24
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Comentários:
De Manuel Leão. a 23 de Fevereiro de 2008 às 22:14
Parece impossível! E eu a julgar que quem contava anedotas, aqui, eram os comentadores


De Paulo J. Vilela a 24 de Fevereiro de 2008 às 00:30
Já não há pachorra!!!
Este lateiro medíocre perdeu a pouca vergonha que tinha na cara.


De A Minha Selecção a 24 de Fevereiro de 2008 às 02:07
É hábito dizer-se que cada adepto português é um treinador. Tal afirmação ganha contornos de uma maior veracidade quando falamos das convocatórias da selecção nacional para campeonatos do mundo e da Europa. O que propomos é que cada um liberte o treinador que guarda dentro de si e escolha os jogadores que gostaria de ver jogar por Portugal no próximo Verão por terras da Austria e da Suiça.

http://aminhaseleccao.blogspot.com/ (http://aminhaseleccao.blogspot.com/)



De burton a 24 de Fevereiro de 2008 às 11:55
è verdade que este fdp que se intitula de primeiro ministro é aberrante, mas nunca pensei que o fosse e ao mesmo tempo hipócrita .. quem se esqueceu de tudo o que prometeu nas eleições.
Não há ninguém que lhe atire um calhau da calçada aos cornos?????


De Lino José a 24 de Fevereiro de 2008 às 14:27
Infelizmente neste país sempre foi assim : quem é corajoso, quem tenta fazer algo, quem afronta os lobbies instituidos leva logo com as hienas e com os medíocres todos.

O que o Sr. Pedro Sales e os Pedros Sales deste país gostariam era que :

- o Eng José Sócrates tivesse deixado o défice como estava, de preferência a subir.

- O Eng José Sócrates tivesse deixado o Funcionalismo Público como estava para não ferir as susceptibilidades do Lobby Corporativo dos FPs : com progressões automáticas e universais de 6 em 6 meses, com aumentos salariais anuais e intercalares acima dos restantes trabalhadores, com reformas (por inteiro) aos 55 anos enquanro os outros se reformavam aos 65 ou 70 ( e só com uma parte do ultimo salário) ; com regimes de férias, de saúde, de faltas muito mais vantajosos do que os dos outros trabalhadores; e com um aumento do nr de funcionários públicos acima dos 20 mil / ano; e sem avaliação de qualquer espécie porque a ideologia manda que todos os Funcionários Públicos são bons por defeito.

- O Eng. José Sócrates tivesse deixado o Ensino como estava : virado unicamente para servir os interesses do Lobby Corporativo dos Professores, ou seja, sem avaliações, com garantias de contratação de todos os professores licenciados, independentemente de serem necessários ou não e independentemente de prestarem ou não;

- O Eng. José Sócrates tivesse deixado o Estado como estava : de preferência ainda mais pesado; de preferência mais gastador; de preferência com mais gente;

- Eng José Sócrates tivesse deixado a Saúde como estava : abrisse mais Centros de Saúde, com mais médicos, mais enfermeiros, mais equipamento para servir ainda menos gente.

- O Eng José Sócrates tivesse delegado o poder de decisão que lhe foi conferido em eleições, nos únicos que têm legitimadde revolucionária para o deterem neste país, no ver da Esquerda e dos Pedros Sales : A Fenprof, A Frente Comum de Sindicatos, a CGTP, o PCP, o BE e a ala esquerda do PS (capitaneada pelo Alegre).

- O Eng. José Sócrates tivesse feito o que todos antes dele fizeram, ou seja tudo o que eu disse nas aléneas anteriores e se tivesse limitado a adiar até às calendas o futuro dos portugueses.

- O Eng José Sócrates tivesse apresentado a factura desta governação revolucionária aos alemães, aos espanhóis, enfim a todos os porcos capitalistas que por via de governarem bem têm o dever moral acrescido de pagar os desvarios de um país progressista como o nosso.

Não é assim Sr. Pedro Sales ?


De Zé Bonito a 24 de Fevereiro de 2008 às 14:46
Ó Lino José: Se calhar, o que se pretendia era uma coisa muitíssimo mais simples. Pretendia-se que houvesse consciência de que as medidas interferem com a vida de pessoas e não de bonecos. Pretendia-se que se tivesse começado por cortar privilègios. Pretendia-se que se criassem condições de aplicação das medidas, antes de as tomar. Pretendia-se que houvesse consciência de que a maioria das pessoas vive mesmo mal. Pretendia-se que se reconhecesse o direito dos cidadãos compreenderem o objectivo das medidas, em vez de andarem a ser apelidados disto e daquilo sempre que fazem a mais pequena crítica. Se calhar, era só isto que se pretendia.


De Sócrates a 24 de Fevereiro de 2008 às 15:00
Ele não é Engenheiro, como legalmente é reconhecido tal título.

Pessoalmente preferia que o "eng" José Sócrates não tivesse entregue os cuidados de saúde em certas zonas nas mãos da iniciativa privada que lucrará com os males dos outros.

Pessoalmente preferia que o "eng" José Sócrates não tivesse subido as vagas de medicina em vez de se andar a contratar médicos espanhóis, assim como abrisse concursos para contratar enfermeiros que ao invés do que se diz, há falta deles nos hospitais e afins.

Pessoalmente preferia que o "eng" José Sócrates tivesse apertado o cinto no SEU ordenado e dos seus ministros, assessores e afins e só depois viesse pedir aos outros para o apertar.

Pessoalmente preferia que o "eng" José Sócrates não andasse aí com avaliações dos professores em moldes e usando alguns critérios (entre outros) que noutros países já provaram fazer mais mal que bem (leitura atenta de "Freakonomics")

Pessoalmente preferia que o "eng" José Sócrates usasse o poder de decisão que lhe foi conferido em eleições para fazer o que realmente prometeu e pelos vistos MENTIU. É incrível como agora vêm falar de "poder de decisão que lhe foi conferido em eleições" quando apenas lhe foi conferido devido ao que prometeu. É um falso este "eng" José Sócrates.

Pessoalmente preferia que o "eng" José Sócrates não andasse a fazer malabarismos com a reforma de gerações que já foram sacrificadas demasiadas vezes, pois há muita gente que já desconta à mais de 40 anos mas ainda faltam mais 10 anos para os 65 (sim, não se admire de haver gente que começou a descontar aos 14 anos, eu conheço e comprovado), geração essa que já viu o seu futuro ser estilhaçado por uma guerra colonial, pelo fim das escolas industriais... e agora que querem um pouco de descanso, ainda os obrigam a trabalhar e descontar mais de 50 anos.

Chega de estereótipos mesquinhos, invejas e afins... em vez de reivindicarem o que é progressista, querem é ser nivelados pelo mínimo denominador comum... e depois ainda são capazes de acusar a esquerda de o fazer!

O mal deste país não são os funcionários públicos, são muitos dos que mandam que se vendem aos interesses privados, muitos dos que fazem leis à medida destes e não do interesse nacional. O mal deste país são os estereótipos e quem ataca classes em vez de atacar indivíduos que não contribuem para o bem comum. O mal deste país são aqueles que engolem tudo o que a maioria dos governantes e políticos dizem sem ter o mínimo de espírito crítico. O mal deste país é quem vota como se estivesse a apoiar um clube de futebol. O mal deste país somos todos nós, de uma maneira ou de outra.


De Sócrates a 24 de Fevereiro de 2008 às 15:01
Errata:
onde se lê "não tivesse subido as vagas de Medicina" deve-se ler "tivesse subido".


De Lino José a 24 de Fevereiro de 2008 às 16:33
Meu caro amigo, se os trabalhadores do privado se reformavam aos 65 anos ( e também começaram a trabalhar cedo) os funcionários públicos também se têm de se reformar aos 65. Nesta matéria como em muitas outras não pode haver portugueses de 1ª e portugueses de 2ª. O que é inadmissivel é que haja um periodo de transição de 10 anos para os FPs.

Você tem de ver uma coisa : só o simples facto de terem o emprego garantido para toda a vida, é já de si um privilégio que aos outros é negado.

Todos os trabalhadores não funcionários públicos estão sujeitos ao sabor das intempéries da economia nacional e internacional; sujeitos a falências, deslocalizações, baixas de salários, redução de garantias etc.. e os senhores funcioonários públicos gozaram, ao longo dos tempos, de uma verdadeira redoma que os protegeu disto tudo, habituados que estavam a terem toda a espécie de regalias e privilégios que, os outros não tinham nem sonhavam e que o país não podia suportar.

Por isso se mandam ao Eng. José Sócrates.

Mas eu louvo o Eng. José Sócrates pela coragem com que vos afrontou, e pela justiça que veio repôr entre os trabalhadores portugueses.

A frase feita e demagógica do "nivelar por baixo" não faz sentido nenhum porque sabe tão bem como eu que os privilégios dos Funcionários Públicos eram impossíveis de sustentar de uma form generalizada, no estado actual da economia portuguesa.

Essa frase é pura verborreia de demagogos profissionais como o Sr. Louçã ou o Sr. Jerónimo.

Quanto às escolas industriais e comerciais pergunte à Esquerda Revolucionária e à Esquerda em geral que mandou neste país porque é que acabou com elas.

Quanto às classes olhe : não há classes, nem luta de classes ! Isso é tudo lavagem ao cérebro a soar a mofo ! Eu sou da mesma classe dos meus patrões. O que me diferencia deles é que eles tiveram o empreendedorismo, os conhecimentos e a coragem de arriscar que eu não tive.





De Pedro Sales a 24 de Fevereiro de 2008 às 15:03
caro Lino José,

Podemos simplificar as coisas e os comentários terem alguma coisa a ver com o que é dito. A questão é simples. José Sócrates prometeu um referendo, não o fez. Prometeu não aumentar os impostos, e fez o contrário. E podemos continuar. Scuts, desemprego e por aí fora. José Sócrates tem razão no recado que envia a Menezes, mas tem um problema. O mesmo se pode dizer dele. Era sobre isto o post e, penso eu, era bem perceptível o seu sentido.


De Lino José a 24 de Fevereiro de 2008 às 16:14
Sr Pedro Sales

o que foi dito durante a campanha eleitoral a mim não me interessa para nada. O que me interessa é a governação, aquilo que um governo faz e aí, não tenho qualquer dúvida em afirmar que este é provávelmente o melhor governo pós-25 de abril.

Foi o único que afrontou os problemas e se propôs a resolvê-los, muitos deles com um atraso de décadas.

Não teve medo das Eminências Pardas que têm bloqueado este país, condicionado ministros, demintido outros e fazendo da maioria dos trabalhadores portugueses mulas de carga de outros.

Quando falo de Eminências Pardas estou-me a referir às Fenprofs, às Frente Comuns de Sindicatos da Função Pública às GCTPs, tudo correias de transmissão de partidos totalitários e reaccioários, que têm amedrontado tudo o que é governo, com excepção deste.

Sabe tão bem como eu, e desminta-me se puder, que não há reforma estrutural que tenha sido tentada fazer-se que não tenha esbarrado nos interesses corporativos dessa gente.

Por isso, o que outros países fizeram, a Espanha, a Irlanda, a Finlândia e todos os que estão a entrar na UE, nós temos estado proibidos de fazer por pura cobardia dos givernantes.

E já agora digo-lhe : não votei no PS até porque sou tudo menos socialista, mas reconheço o mérito e a coragem e nas próximas eleições vou votar no Sócrates.


De Zé Bonito a 24 de Fevereiro de 2008 às 20:05
O que qualquer manual de História confirma é que nunca se fizeram reformas que não fossem contra o poder, através de estruturas cívicas (partidos, sindicatos, etc.) fortes. Claro que falo em reformas que fizeram avançar o mundo e não em meros acertos conjunturais de economia.
Mas é curiosa a sua abordagem àquilo que tem sido a política deste governo quanto ao emprego, reformas e outras medidas sociais. Enquanto trabalhador, gostava que o meu sector profissional, assim como todos os outros, tivessem aquilo que considerou "privilégios de funcionários públicos". Não o contrário. Porque a imagem de propaganda (eficaz, reconheça-se) de que a "economia não podia pagar" esses supostos "privilégios", choca com o facto dos sacrifícios não estarem a ser pedidos a todos e de se estarem a tratar como vilãos médicos, professores e outros profissionais e com palmadinhas nas costas os trafulhas do BCP . E já que fala no que outros países da UE fizeram, veja lá como eles usaram as ajudas europeias e compare com o que por aqui foi feito. Sobretudo, veja quem fez e quem deixou fazer.


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