Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Vídeoterrorismo
Na sua última crónica na revista do Sol, Paulo Portas critica o filme The Bourne Ultimatum. Sucede que, como o próprio reconhece, a película ainda não estreou em Portugal e só lhe conseguiu pôr os olhos em cima graças à prestimosa ajuda de um “cúmplice” amigo. Uma ajuda providencial de alguém que “já tinha arranjado uma qualquer maneira - informal ou informática – de o ver. Achei melhor nem perguntar qual”. É pena, porque Portas sabia a resposta. O filme estreou há 5 semanas nas salas de cinema dos EUA e ainda nem existe cópia em DVD do outro lado do mar. É uma cópia informática, portanto. Ilegal, claro.

Por mim, estou-me nas tintas para a forma como, e onde, Paulo Portas vê os filmes que entende. Mas, para quem passou os últimos dias a gritar pela sacrossanta propriedade privada e pela falência da autoridade do Estado, não posso deixar de constatar que não fica nada bem esta grosseira violação da propriedade intelectual alheia. Passaram quatro dias e nada. As leis não se cumprem no nosso país, em mais uma prova de que o ministro da Administração Interna não se impõe e que as autoridades policiais não cumprem o seu papel. É uma vergonha. Espera-se, a todo o momento, que o PP solicite a presença de mais um ministro no Parlamento. Qualquer um. Não interessa qual. Afinal, é o nome do Estado e a sua capacidade de fazer cumprir a lei que está em causa.

Enquanto isso, vou aproveitar e fazer o mesmo que Paulo Portas. O filme parece bom e vou ver se arranjo um "cúmplice" amigo que me arranje uma cópia.

publicado por Pedro Sales às 19:16
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Comentários:
De Rita a 6 de Setembro de 2007 às 19:24
Provavelmente o tal amigo até o conseguiu à custa dos potentes servidores que existem em alguns organismos do estado. Mas isto sou eu a especular...


De Zé Miguel a 6 de Setembro de 2007 às 10:10
EHEHE este post tá muito bom! Gostei especialmente da citação do Paulo Portas, “já tinha arranjado uma qualquer maneira - informal ou informática – de o ver. Achei melhor nem perguntar qual”, é mesmo tótó a fazer-se passar por virgem ofendida!


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