Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007
Autonomia de trela curta
“No quadro da nossa autonomia, temos a liberdade de dizer o que pensamos”, defende Pedro Nuno Santos, garantindo o apoio da JS à realização de um referendo para ratificar o Tratado europeu. Apesar desta “declaração política”, garante, não pretende apresentar nenhuma iniciativa no Parlamento para propor o referendo. “Não, claro que não”. Até porque, se o assunto for a votos na Assembleia respeitará “o sentido de voto oficial definido pelo PS. É exigível alguma unidade do partido”. Pois é. A mesma autonomia que dá para dizer o que pensam, obriga a que votem como pensam os “grandes”. O que fazem, naturalmente. Escusavam era de dar-se a tanto trabalho para nos fazer crer que, por algum insondável mistério, desta vez pudesse ser diferente.
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publicado por Pedro Sales às 13:26
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Comentários:
De Pedro Sales a 18 de Dezembro de 2007 às 22:07
Caro Pedro Nuno Santos.

Eu bem sei que a JS nunca deu a entender que iria votar de uma forma distinta da do PS, até porque ainda não se conhece qual é a posição actual do partido. Mas, ao avançar com esta iniciativa "política" deu um sinal. (no meu entender, positivo). Sinal esse que só hoje se percebeu ser meramente retórico e proclamativo. A estupefacção do jornalista não é casual. É a consequência de uma posição que não tinha ficado clara desde o princípio. Foi só isso que quis dizer.


Ps: reconheço, no entanto, que alguma da potencial aspereza do texto não tem apenas a ver com esta posição, sendo antes a consequência natural de uma leitura pessoal particularmente negativa sobre a reduzida autonomia das juventudes partidárias. Nos partidos, em geral, mas particularmente na Assembleia da República.


De josé manuel faria a 18 de Dezembro de 2007 às 22:01
A JS são os Alegres de ontem. Muita treta e esquerda, na hora carneiros atrás do chefe.

Sejam deputados que assumam as vossas posições e convicções, sem medo.

O Nuno será um novo Sérgio S. Pinto.


De Filipe Tourais a 18 de Dezembro de 2007 às 20:42
Para isso não havia a necessidade de eleger candidatos e passava a eleger-se apenas partidos com força 1, 2, 3, 4, o que fosse, correspondente ao actual número de mandatos. Nem era preciso comprar autómatos, o sentido de voto era conhecido à partida. Pensem nisso e na diferença entre quem toma uma posição e a pode verter em voto e a de quem simplesmente tem uma opinião. Mas esses somos todos nós que não votamos na AR... nem somos autómatos.


De Nuno a 18 de Dezembro de 2007 às 19:54
Esta atitude é de valorizar e não de desvalorizar, até para contrariar uma suposta "asfixia" democrática q alguns mencionam!
Bem sei que esta iniciativa não atinge os objectivos do cidadão Pedro Sales qto à realização do referendo. Como é óbvio o partido impõe disciplina de voto! Caso contrário seriam deputados
independentes e não filiados!
Cpmts


De Pedro Nuno Santos a 18 de Dezembro de 2007 às 18:25
Caro Pedro Sales,

Estivesse estado atento às minhas declarações no dia 13 e não teria dito que tentámos fazer crer que iriamos avançar com uma iniciativa parlamentar ou que votaríamos contra o nosso partido. Desde o primeiro dia que dizemos que respeitaremos a posição do partido do qual fazemos parte. Quisemos participar no debate, apresentar argumentos favoráveis ao referendo e tornar pública a nossa posição. Nunca quisemos criar falsas ilusões sobre as nossas intenções.

Escusava era de dar-se a tanto trabalho para desvalorizar a atitude política da JS.


De Filipe Tourais a 18 de Dezembro de 2007 às 15:18
Se alguém duvidava da influência de Manuel Alegre, aí está uma prova de que, mais do que ter influência, Alegre fez escola,


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