Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008
Um estudo inconveniente
Pareceres técnicos revogados ou alterados por decisão politica, técnicos que se demitem ou são forçados a demitir, e mais mil e uma peripécias até se chegar a um parecer amigável para a RAVE, convenientemente assinado por um engenheiro electrotécnico(!). Esta notícia é o pior prenúncio sobre o que se prepara com o TGV e o aeroporto. É antes das obras começarem que se decide o que importa. O cancro do acordo com a Lusoponte começou quando, contra todos os pareceres evidências, Ferreira do Amaral recusou a ligação Chelas-Barreiro e optou por uma localização que acumulou sucessivos défices de tráfego. Pagos por todos nós, claro. Mas é também um bom exemplo sobre a existência de um espírito de serviço público nos institutos e serviços do Estado. Uma independência pouco conveniente e que explica porque razão os governos se têm crescentemente virado para as encomendas técnicas às empresas de consultoria (só este ano são 380 milhões de euros no OE). Assim sempre se tem a certeza que o estudo técnico apresenta a solução politicamente conveniente, sem o desgaste e embaraço público de ser apanhado a andar a martelar os resultados.

publicado por Pedro Sales às 18:19
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Comentários:
De Jam a 1 de Fevereiro de 2008 às 23:47
«"Esta posição não pode ser aceite (...) dado que todas /as alternativas/ apresentam impactes negativos muito significativos". »

Todas as 36 alternativas? Ou os 36 traçados possíveis não tem nada a ver com isto? Se em 36 se recusaram a, no mínimo, "agrupar" e distinguir/hierarquizar os mais significativamente maus e os menos significativamente maus, porque eram todos significativamente maus. Quer dizer, uma coisa dessas é evidente que terá impactos significativamente maus...
Outra coisa que não percebi... os técnicos novos disseram que era "bom" (que não era significativamente mau") ou limitaram-se a fazer a tal hierarquização entre todas os traçados que têm impactos significativamente maus?
Ainda assim, não percebo como é que, 36, não é possível agrupar, sei lá, um grupo de 10 que são claramente piores, dentro do mau, do que as outras 26, ou whatever.
Eu até tenho bastante simpatia pelas questões ambientais, mas é evidente que o TGV, qualquer que seja o traçado vai ter impactos negativos no ambiente. Que raio, encontrem-me um único que tenha um impacto positivo...


De Pedro Sales a 1 de Fevereiro de 2008 às 22:46
Obrigado. Já alterei


De Anónimo a 1 de Fevereiro de 2008 às 21:34
Tens o título gralhado.


De Nuno a 1 de Fevereiro de 2008 às 19:44
Isto já pedia uma intervenção do Marinho bastonário!


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