Sábado, 5 de Janeiro de 2008
GPS killed the Dakar star
De repetente, e depois do cancelamento da edição deste ano, parece que metade do país acordou preocupado com o futuro do Dakar. Têm andado distraídos. O Dakar já estava morto há muitos anos e foi o GPS que acabou com ele. No dia em que as diferenças nas etapas de centenas de quilómetros no deserto deixaram de se medir em horas e em dezenas de minutos para passarem a ser decididas ao segundo, o Dakar foi perdendo interesse e seguidores. Perdeu a aura de aventura e de teste à resistência do indivíduo, já para não falar na incerteza competitiva até à etapa de consagração nas praias do Senegal. Passou a ser um rally. No deserto, é certo, mas até isso passa a ser secundário quando uma máquina nos aponta o caminho com a mesma precisão e certeza com que o faz nas ruas de Londres ou Berlim. Tornou-se uma prova igual a tantas outras e, portanto, periférica. Não foi por acaso que foi caindo aos trambolhões de Paris, Barcelona até chegar a Lisboa (que nem aparece no nome da prova...) e aos bolsos abertos do nosso governo e Santa Casa da Misericórdia.
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publicado por Pedro Sales às 10:04
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Comentários:
De Jam a 7 de Janeiro de 2008 às 20:41
True... mas estou convencido que os GPSs deles não «aponta[m] o caminho com a mesma precisão e certeza com que o faz nas ruas de Londres ou Berlim.»

Eram GPS com funcionalidades restritas, limitadas. Não me lembro bem em que termos, mas recordo-me de ouvir isso, já há alguns anos.

Mas de facto, continuavam a ser GPSs.

Paralelamente, a F1 parece que removeu, este ano, uma série de funcionalidades automáticas, particularmente o controlo de tracção. :) Algo de positivo, para o espírito da coisa.


De Pedro Parker a 5 de Janeiro de 2008 às 14:21
Exacto, ainda bem que esta palermice acabou. Sobretudo para nós portugueses que podemos deixar de financiar as brincadeiras com pópós de meia dúzia de 'empresários'...


De Gabriel a 5 de Janeiro de 2008 às 14:04
governo e santa cada é a mesma coisa, pois esta é um departamento da segurança social.


De André a 5 de Janeiro de 2008 às 13:01
este cancelamento tem algo muito positivo: o saldo ambiental!
Não há gasto inútil de combustível, com a respectiva emissão de CO2, nem a produção de toneladas de lixo, do qual parte considerável estava condenada a ser abandonada no percurso...


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