Terça-feira, 31 de Julho de 2007
US Airways no espaço aéreo europeu, não à pala da minha mala

O pior de se perder as malas em viagem não está tanto em perdê-las, mas em conseguir recuperá-las. Em menos de 4 meses, é a terceira vez que me perdem as malas -- e nenhuma delas foi com a TAAG. A primeira mala desviada andou a passear por Detroit durante uma semana, cortesia da British Airways. As duas últimas, num espaço de semanas, foram com a US Airways, com sede em Filadélfia (e junto com Newark, a única cidade americana com ligação directa a Lisboa).

De todas as companhias, a US Airways desafia a compreensão. Já perdeu a bagagem de tropas americanas a caminho do Iraque (porventura concessionada pela Halliburton), ou os patins da patinadora olímpica Sasha Cohen (13 Março 2007). Ao pé deles, a notícia sobre a US Airways da Onion ("Confusão nas bagagens leva bomba suja para St Louis") parece quase inocente.

Mas a dificuldade em recuperar as malas diz muito do desconforto destas economias volantes (pois, o petroleo, mas tambem um regime de seguranca que vai tornar impossivel o transporte de certa carga por aviao). E porque menos compensações terão que largar quanto menos tiverem que ouvir clientes sem malas, as companhias aéreas decidiram acabar com todas as linhas telefónicas de atendimento ao público da bagagem perdida. Nem um call centerzito na Índia, nada. Um papagaio electrónico que repete o que já está na internet é o melhor que se arranja.

Para conseguir recuperar as malas, o importante, já percebi, é conseguir falar com alguém, passar das máquinas para uma voz que finja compreender o meu apelido. Cada um terá as suas técnicas. Aqui há uns tempos, apanhei o numero de telemovel do tipo que entregava malas reencontradas num bairro de Chicago e parti daí na busca de alguém com quem falar. Desta vez, parti pela linha de reservas internacionais (curiosamente com atendimento americano, ao contrário das chamadas para reservas domésticas, que vão parar a call center no estrangeiro). Para a próxima já sei que existe Get Human, uma espécie de dicionário lonely planet para a matrix.

E assim vai bem, o processo de recuperação. Hoje consegui falar com a Karen e a Felicia. Não me deram o seu numero de telefone, "for security reasons". Mas consegui saber que uma das malas foi encontrada. E horas mais tarde, parece que duas já vêm a caminho. Foram só 4 dias de t-shirts do Walgreens.



publicado por Filipe Calvão às 09:23
link do post | comentar |

Comentários:
De A. Cabral a 1 de Agosto de 2007 às 14:52
A lista de horrores da US Airways e' infindavel. No regresso a terras lusas tb tivemos voo cancelado, escala forcada por Frankfurt e depois malas nem ve-las! E para tudo isto serve a desculpa do temporal (qual? quando? aonde? nao sabem nao dizem).


De Rui M a 31 de Julho de 2007 às 12:45
Eu quando tive de remarcar o meu vôo para Lx depois de ter perdido uma ligação em Philly por causa de uma tempestade fui sempre atendido por meninas num call center algures na Ásia (ja passava da uma da manhã...) que me mandaram ligar para todo o lado mais surreal possível(inclusivé para uma tal de Transasia) e não me remarcaram a viagem.
Posto isto tive de ir para uma fila de 3 horas onde duas pessoas atendiam centenas de pessoas com ligações perdidas. Eu fui dos que teve sorte porque consegui um vôo logo no dia seguinte, o casal à minha frente só daí a 3 dias. E pagaram-lhes a estadia? Nah, era só o que faltava.

US Airways nunca mais.


De L. Rodrigues a 31 de Julho de 2007 às 10:33
Get Human, gosto. Diz-nos qualquer coisa sobre o real valor quer das tecnologias quer das pessoas.


Comentar post

Zero TV
ZERO DE CONDUTA
Filipe Calvão

José Neves

Pedro Sales

Vasco Carvalho


zeroconduta [a] gmail.com
Indecisão 2008
Subscreva
Zero links
arquivos

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Feeds