Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008
Contente com quê?
No auge do autismo cavaquista, o então primeiro-ministro orgulhava-se de despachar os jornais em cinco minutos. Sócrates deve ir pelo mesmo caminho, pois só assim se pode compreender a sua afirmação de que "2008 será melhor que 2007, como 2007 já foi melhor do que 2006". 2007 foi um bom ano? Um dia antes das janeiras que cantaram para um animado primeiro-ministro, o Público indicava que a "situação financeira das famílias [está] tão má como no auge da crise ", um dia depois o Eurostat fez saber que Portugal foi um dos dois países europeus em que o desemprego subiu em 2007. 2008 será ainda melhor, garante José Sócrates, tentando esquecer-se de que o petróleo está nos 100 dólares, da crise financeira à escala mundial e que a economia americana se encontra em retração. A vida não melhora se nos esquecermos das dificuldades, o ano não corre melhor por não nos lembrarmos dos problemas.

Apanhando a onda, o ministro das finanças diz que a economia está "robusta" e que o Governo "não vai pedir mais sacríficios aos portugueses". Pois. Ainda hoje, o Correio da Manhã dá conta de que o Governo dividiu o retroactivo de Dezembro das pensões pelos ano de 2008. Ou seja, numa pensão média de 400 euros, que tem um aumento de 9,6 euros mensais, o pensionista não está a receber este valor este mês, mas sim 68 cêntimos repartidos pelos 14 meses. 68 cêntimos. Sempre dá para beber mais um café por mês. Razão tem o ministro das finanças. Acabaram-se os sacrifícios. Agora é só a normalidade da governação. O que, no seu caso, não é grande razão para alívio.

publicado por Pedro Sales às 10:08
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