Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
Nove razões para uma greve

* Para 2008, a Comissão Europeia já anunciou que a inflação deverá ser de 2,4%.

publicado por Pedro Sales às 15:27
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Comentários:
De A. Castanho a 4 de Dezembro de 2007 às 18:15
Embora me pareça óbvio (excepto para os comentadores "daltónicos"), a pedido do Miguel Pinto vou resumir os fundamentos desta minha opinião: a greve é uma forma de luta que, para além de chamar a atenção da opinião pública para os seus motivos, tem um objectivo óbvio que é prejudicar materialmente a entidade patronal.


Quando todos os retantes meios se esgotam (todos sabem que a greve é uma forma de luta última), a única arma na mão dos trabalhadores é prejudicar objectivamente o patrão. Sendo prejudicado na mesma medida (isto é, há aqui um "fair-play" subjacente: o que o patrão perde deve ser equivalente ao que o trabalhador não ganha).


Tudo isto é intransportável para a Função Pública. Primeiro, porque o "patrão" é o próprio Estado, ou seja, o Povo (num regime democrático). Portanto, prejudicar o Estado é prejudicar o Povo.


Segundo, porque a vontade do Estado, ao contrário da vontade de um patrão, não é ditada pelo seu interesse egoísta, mas sim pela aplicação de políticas votadas democraticamente.


Fazer greve contra o patrão Estado é querer condicionar a governação sem ser pelo exercício do voto, o que em Democracia é ilegítimo.



Para mais, sabendo-se que os primeiros prejudicados de uma greve da Função Pública são precisamente os mais desfavorecidos (os outros, como se sabe, não recorrem tanto aos serviços públicos), mais revolta ainda, numa perspectiva de Esquerda, a prática de uma greve nestas condições. Que aliás tem pouco ou nenhum poder para alterar a situação laboral concreta, como se sabe, pois não é o Governo que sofre directamente os seus efeitos.



Quem beneficia então com este tipo de greves? Apenas as forças políticas da Oposição: Partidos e corporações profissionais.


Diga-me agora, ó antonio, se é preciso ser "rosa" para pensar desta forma...


De Tárique a 2 de Dezembro de 2007 às 12:37
"Fazendo as contas" dá uma diminuição de poder de compra de 7% nos últimos 8 anos.

Os funcionários públicos têm hoje o mesmo poder de compra que tinham há 16 anos. Ou seja, em média, não são aumentados há mais de 15 anos.
Isto apesar da riqueza gerada por este país ter crescido mais de 20% neste periodo.

E isto sem considerar os congelamentos das progressões na carreira dos últimos tempos, etc.


De Apache a 1 de Dezembro de 2007 às 01:46
Vamos então para nove anos consecutivos de aumentos reais negativos. E com o congelamento de progressões, com o encerramento de serviços e com os cortes em apoios sociais, ainda havia que achasse que iam ser benevolentes com os salários para enganar o Zé Povinho com uns “tostões”. Fica cada vez mais claro que o “monstro” não é o sector público, antes, quem o gere.


De antonio a 30 de Novembro de 2007 às 21:37
Ele não é 'castanho' deverá ser é 'rosa'...


De Miguel Pinto a 30 de Novembro de 2007 às 17:15
É uma pena que o comentador "castanho" não fundamente a sua opinião.


De Carlos Barbosa de Oliveira a 30 de Novembro de 2007 às 17:06
O sr castanho deve estar vermelho de raiva com os funcionários públicos, por isso este "nonsense" Desde qundo é que as greves da FP são políticas?
Carlos Barbosa de Oliveira
Já agora, se quiser saber o que eu penso das greves e dos grevistas, vá aqui, se faz favor!
cronicasdorochedo.blogspot.com


De A. Castanho a 30 de Novembro de 2007 às 16:21
As greves nasceram no tempo em que não existia sequer função pública, tal como a conhecemos hoje. As greves neste sector não têm nove, nem nenhuma razão de existir.


Esta greve, como todas as que afectam o Sector Público,é apenas uma greve POLÍTICA: uma forma de tentar condicionar um Governo legítimo e democrático por parte dos que escolheram servir o Estado, ninguém a isso foi obrigado.


Esta como todas as greves da Função Pública apenas conseguem os mesmos objectivos de sempre: desacreditar a Democracia, prejudicar o Estado e descredibilizar os funcionários públicos.


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