Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007
"Outposts and peace don't mix"
Aside from the legal problem, the expansion of the settlements, particularly the outposts, clearly contradicts the prime minister's talk of peace. What significance could there possibly be to negotiations with the Palestinians on an agreement of principles for ending the occupation if the government is at once holding negotiations with the settlers on legalizing outposts in the very heart of the West Bank?

Nevertheless, overall responsibility for the failure to implement the decision to evacuate the outposts rests with Prime Minister Ehud Olmert and the government as a whole. Every day the outposts remain in place is another day in which every member of the government is abusing his office.
Editorial do Haaretz, 27 de Agosto 2007

O que está escrito neste editorial deveria ser uma evidência, mas confesso que gostava de ver os adjectivos e rótulos que seriam lançados sobre quem, na nossa imprensa ou blogosfera, tivesse o mediano bom senso de escrever o que um dos mais prestigiados e influentes jornais israelitas assume no seu espaço mais nobre.

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publicado por Pedro Sales às 23:22
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Comentários:
De AMN a 4 de Setembro de 2007 às 14:36
Pedro,

Independentemente de achar que a parte citada do editorial parece não ter em conta a realidade subsequente à retirada, que é outra conversa, penso que se há algo que aqueles que frequentemente são apelidados de pró-israelitas costumam realçar é, precisamente, o facto de em Israel se poder dizer e escrever livremente, inclusivamente ou sobretudo, contra as suas políticas de defesa.

Um abraço,
a.


De L. Rodrigues a 4 de Setembro de 2007 às 13:57
As vozes de bom senso nunca deixaram de existir em Israel. O que é triste é elas terem tão pouca projecção cá fora e, em grande parte mercê disso, tão pouca força lá dentro. (Não que sejam poucos, mas são certamente menos vocais do que os extremistas, como de resto é norma).


De SV a 4 de Setembro de 2007 às 11:57
Parabéns pelo post.

Que a imprensa israelita comece a exigir a paz (o que pressupõe, naturalmente, uma actuação consequente do governo israelita) é um bom augúrio.

Tenho para mim que, se a paz e a segurança não os motiva, o marketing dos votos é capaz de ajudar.


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