Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
Showoff Menezes
Durante mais de dois anos, nos vários espaços de opinião de que dispunha, Luís Filipe Menezes nunca se preocupou em contestar as opções politicas de José Sócrates. A sua oposição era a Marques Mendes. Uma a uma, todas as posições do então líder do PSD foram sendo contestadas por Menezes. Foi assim com a Ota, TGV ou o encerramento de maternidades. O livrinho com as colunas de opinião assinadas por Menezes é o melhor aliado do Governo, como Santos Silva já demonstrou no debate do Orçamento. É por isso mesmo que Menezes se tem entretido, desde que está à frente do maior partido da oposição, em propor pactos de regime para tudo o que mexe e pronunciar-se ao lado das questões de fundo nos dossiers mais polémicos - como é o caso do novo aeroporto.

Menezes precisa de uma nova agenda. Na que tem ramificações nas decisões políticas dos últimos dois anos está demasiado colado às posições do PS. É a essa luz que a eternidade que demorou a perceber a importância política da concessão das Estradas de Portugal, e as possibilidades que esta abre para a desorçamentação das contas ou à cobrança de portagens na rede rodoviária, são um mau sinal sobre a sua capacidade de fazer oposição ao governo. Era a oportunidade que tinha para se opor ao partido socialista numa das raras matéria em que não existe nenhum artigo a comprometer as suas posições. Já nem se fala das propostas, que ainda não se conhece nenhuma do PSD ao Orçamento de Estado. Como disse Marcelo Rebelo de Sousa na sua coluna do SOL, um a um, o Grupo Parlamentar do PSD deixou escapar todos os temas importantes do Orçamento para os três partidos mais pequenos. Para lá do showoff Santana, o saldo não foi brilhante. Mas, cá fora, o treinador de bancada que dirige os destinos do partido laranja também não esteve melhor.

publicado por Pedro Sales às 20:08
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Comentários:
De Joshua a 16 de Novembro de 2007 às 08:16
Há, penso, uma margem enorme de manobra para Menezes operar uma oposição mais eficiente que a liderada por Marques Mendes, quando diz: «O shô Primeiro Ministro não gosta do povo. O shô Primeiro Ministro não suporta o contraditório e a contestação. Mas vai ter de se habituar a ambas as coisas.»

Isto é, Menezes percebeu há muito que o eleitorado não só não gosta do conteúdo como abomina a forma por que este Governo tem regido a sua acção.

Dos tiques solipsistas de Sócrates aos tiques rei-sol de Correia de Campos. O manancial de oposição é infinito e cada vez menos passará pela contestação de políticas senão das roupagens desumanas que as revestem.


De A. Castanho a 15 de Novembro de 2007 às 17:30
... P. S. que, ao deixar caír mais uma promessa eleitoral - neste caso, a do não pagamento das "Scut" - desfere mais um golpe na sua credibilidade junto do eleitorado de Esquerda...



Realmente, a continuarmos assim, que espaço de manobra resta aos Partidos da Direita convencional?


De Anónimo a 15 de Novembro de 2007 às 01:07
No caso, resta saber se combater a direita não será combater o PS...


De Anónimo a 14 de Novembro de 2007 às 23:07
Meu caro Pedro, tão preocupado com a falta de oposição do PSD ao governo, até dá para sugerir conselhos, será que ainda te vou ver ao lado de menezes a engrossar as suas escassas mobilizações políticas ? e eu a pensar que a função dos homens de esquerda era sobretudo combater a direita

Real


De Cláudia Ribeiro a 14 de Novembro de 2007 às 21:53
Menezes ainda deve estar aparvalhado com as últimas sondagens. Que esteja, o PSD não vai manter este nível de popularidade por muito tempo.


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