Domingo, 2 de Dezembro de 2007
Os Assessores do Ministério
Pela calada da caixa de comentários deste post, um assessor ministerial escreveu todo um tratado de boas maneiras a meu respeito e, pelo meio, ainda colocou uma questão importante em debate: democracia-escala-economia. Por ora deixo de lado a questão importante – voltarei a ela quando arranjar um tempinho para responder a este outro post – e vou ao encontro das bocas do Hugo Mendes. Antes porém, e para desdramatizar, convém dizer que as bocas do Hugo Mendes não configuram um ataque dirigido especialmente contra mim. Um outro qualquer Hugo poderia mandá-las a um outro qualquer Zé. E, apesar da análise psicanalítica a que o Hugo Mendes me submete se querer muito perspicaz – e é verdade que para esse efeito é sempre tentador comentarmos as práticas masturbatórias alheias - a nossa relação pessoal é praticamente inexistente: eu e o Hugo Mendes cruzámo-nos algumas vezes no ISCTE, partilhando alguns amigos dessa época em que pc’s e outros lutavam contra propinas e praxes e o Hugo passava o seu tempo livre em amena cavaqueira nuns frugais piqueniques que juntavam três ou quatro jovens intelectuais socialistas.
Na realidade, as bocas do Hugo limitam-se a fazer de mim um caso exemplar de “pessoas que vivem a sua existência numa bolha ideológica e política”.
Esta tentativa de realojar numa bolha aqueles que apresentam ideias políticas de que não gostamos, mesmo se revela o Jorge Coelho que pode haver em cada assessor ministerial, não é um exclusivo socialista. Raro é aquele que se representa como a personificação do poder e que não usa o expediente da “bolha”; não ofende quem quer, ofende quem pode, diz um provérbio que tem um alcance tantas vezes insuspeito. E a verdade é que o Hugo pode, porque o Hugo está na mó-de-cima, ali de onde fala em nome do interesse de todos; ali de onde lhe parece infantil, ineficiente, preguiçoso ou poluído tudo aquilo que seja desviante da lógica que funda o seu próprio discurso; ali de onde, em jeito muito higiénico, o Hugo pode argumentar “la réalité c’est moi” e logo concluir que os outros vivem desligados da realidade.
Trata-se aqui, bem vistas as coisas, de um mesmo argumento de sempre; do argumento dos deputados do Estado Novo quando atacam os militantes comunistas, do argumento do primeiro-ministro quando ataca os partidos da oposição, do argumento de Luís Felipe Menezes quando ataca José Pacheco Pereira, do argumento do José Pacheco Pereira de hoje quando ridiculariza o José Pacheco Pereira dos anos 70, do argumento dos dirigentes comunistas contra os militantes da extrema-esquerda, do argumento dos dirigentes da extrema-esquerda contra os anarquistas, ou, por fim, do meu argumento quando no início deste post demagogicamente contrapus a minha figura de estudante-militante-associativo à figura de estudante-intelectual-académico do Hugo Mendes.
Mas, e justiça seja feita, nem todos os que recorrem a este gesto conseguem atalhar tão abruptamente caminho como o Hugo Mendes. Na verdade, diz o Hugo que nós - eu, tu, ele, o Louçã, o Jerónimo, o Negri, a esquerda francesa, o Maio de 68 e, também, a direita e os direitolas - somos uma minoria: “as pessoas são muito menos politizadas que os 3, 4, 5% da população (estimando isto por cima), que vive, que 'respira' política (à esquerda e à direita)”. Ou seja, segundo a perícia sociológica do Hugo, é só fazer as contas e nem vale a pena estrebucharmos quanto ao futuro: é que o Hugo também nos diz que as pessoas da bolha “são - e a sociologia serve para alguma coisa, serão no futuro - uma minoria”. Perante isto, que dizer? Reconhecer que finalmente percebemos que as ideias da malta da bolha já não têm qualquer “futuro histórico”? Dizer que, nas mãos do assessor, a sociologia se torna uma ciência semi-oculta, situada a meio caminho entre a futurologia e a demografia, entre Maya e Malthus? Ou perguntar se há assim tanto e tão pouco para fazer no ministério que o assessor se dedique a escrever 12 mil caracteres de texto sobre uns animais que estão em vias de extinção?
É claro que o Hugo Mendes explica porque somos e seremos uma simples bolha. É que o povo, diz ele, não quer saber de outra política que não as muito institucionais políticas públicas “exequíveis” e “concretas”, isto é, as políticas que o Hugo Mendes analisa e planeia para alegria geral da nação; o povo está-se a borrifar para a democracia constituinte, quer mas é ler todos os dias o Diário da República onde já se nota o dedo do Hugo Mendes e dos seus companheiros. O povo está à espera do Hugo Mendes e o Hugo Mendes espera que o povo espere por ele e é justamente por isso que a rua sindical, essa bolha de milhares de manifestantes que não esperam pelas medidas progressistas do jovem Hugo, tanto incomoda à ordem dos assessores ministeriais.
A Ordem dos Assessores Ministeriais define-se pelo facto dos seus membros não viverem em nenhuma bolha, esse lugar tremendo onde apenas se respira, come, bebe, defeca, urina e ejacula uma só coisa: ideologia. Mas se os assessores não querem viver na bolha, verdade é que também não querem viver onde mora o povo. E não querem por uma razão segundo eles muito óbvia. É que enquanto na bolha há politicidade a mais, no meio do povo falta politicidade e falta porque a malta do povo vive politicamente determinada pelos seus interesses materiais particulares. Se vivessem no meio do povo, se fossem povo, os nossos assessores ministeriais não poderiam determinar politicamente o que interessa e o que não interessa ao próprio povo.
Ou seja: como acham que política é fazer 15 flexões legislativas por dia e reunir três grupos de trabalho por semana, os nossos assessores excluem da polis todos os que não cumprem esta meta. Os que identificam como mais “politizados”, alojam-nos em bolhas; e o povo, a população, a gentalha, a maioria “despolitizada”, remetem-na a uma condição de excluída ou potencial excluída, colando-lhe uma imagem de vítima através da qual a desapropriam de qualquer poder constituinte. Sobram assim, na figura de donos da política, os homens da “linha justa”, uma linha tecnicamente aferida e traçada por eles próprios. O assessor – através dos discursos que escreve para o ministro – não é povo mas fala em nome da população, um entre outros conceitos através dos quais estes tecnocratas foram apagando qualquer carga de subjectividade política que ainda existisse no próprio conceito de povo. (Por isto também, quando alguém fala em nome do povo, os nossos assessores ministeriais logo se alvoroçam a acusar esse alguém de populismo). Com efeito, a população de que o gang da bolha vive desligado é a população que pulula no gabinete ministerial do Hugo Mendes! Um gabinete que, claro está, não é um gabinete-bolha … Qual quê! No gabinete do ministério são resmas de gente, toneladas de pessoas concretas, um odor a povo que tresanda, uma multidão arrumadinha sob categorias oficiais que engavetam cidadãos e cidadãos em dezenas e dezenas de quadros estatísticos, relatórios técnicos e discursos parlamentares.
Resumindo. O assessor do ministério não pode fazer parte dos 95, 96, 97% de “despolitizados” da população porque o assessor carrega sobre os seus ombros a responsabilidade histórica de aferir o que é e o que não é politicamente interessante para melhorar a "vidinha" dos “despolitizados” lá de baixo; e o assessor também não faz parte dos 3,4,5% de ideologicizados porque, tendo que tratar da "vidinha" dos acéfalos lá de baixo, o assessor não só não tem interesses materiais particulares como também não pode ter interesses ideológicos universais. Do alto do seu lugar de assessor ministerial, o Hugo Mendes tutela em vez de existir. Lembra aquele rapaz chatinho que faz de defesa nos jogos de futebol do bairro: sempre que tem um adversário pela frente, em lugar de o procurar desarmar, transforma-se automaticamente em fiscal-de-linha e desata a gritar fora-de-jogo, fora-de-jogo, fora-de-jogo!

ps: como referi, nada de pessoal. E como o Hugo Mendes até confessa que “se há pessoas com quem se tem gosto em conversar, é com esses apaixonados”, os que vivem nas bolhas, prometo que da próxima vez que o vir lhe pagarei um suminho com bolhas e tudo. Assim poderá o Hugo continuar a conviver nas “bolhas ideológicas e políticas” com a malta que se dedica à “masturbação ideológica”. E manter o sempre difícil compromisso entre deveres públicos e gostos privados.

publicado por José Neves às 22:35
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Comentários:
De Anónimo a 27 de Janeiro de 2008 às 09:18
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De Anónimo a 19 de Dezembro de 2007 às 03:31
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De JMS a 4 de Dezembro de 2007 às 13:20
A suposta "realidade" é sempre usada como alibi por quem receia a mudança. Para quem se sente confortável, a realidade "não pode" simplesmente estar errada. Para um proprietário de escravos de 1850, o sistema esclavagista era inamovível e seria "irrealista" e "irresponsável" tentar aboli-lo. Políticamente, temos as opiniões da nossa vontade. A filosofia política é quase sempre uma forma de wishful thinking, pois cada um acredita no que mais lhe convém. Se eu sou privilegiado, defendo a estabilidade; se sou miserável, ou dada à compaixão, defendo a exequibilidade da mudança.


De Anónimo a 4 de Dezembro de 2007 às 03:33
relaxa irmão zé


De Zé Neves a 4 de Dezembro de 2007 às 01:50
caro hugo,

se já sabemos que partimos de ponto de vista radicalmente diferente, então não percebo porque insistes em colocar os debates no quadro das tuas próprias lógicas e só nesse quadro. Para ser conciso, e porque esta é uma questão que o Zed também pega, tomo uma coisa que ambos referiram. A questão da "exequibilidade" das políticas. Esta questão da "exequibilidade" merece várias observações mas por ora queria fazer apenas uma. A "exequibilidade" depende sempre somente do ponto de vista. Eu não apresento propostas políticas "exequíveis" SE com exequíveis se pretende definir aquilo que seja realista aplicar no quadro político institucional actual. Eu apresento propostas políticas "exequíveis" se baseadas em princípios e em princípios cuja "exequibilidade" tem como primeiro critério não o que seja "sensato" do ponto de vista das "políticas públicas" - e isto não quer dizer que não é possível que o sejam - mas sim aquilo que seja desejável do ponto de vista dos tais "cidadãos despolitizados". A política para mim começa aqui: em tomar partido em nome de princípios - nem tanto morais mas sim ideológicos - que se formam e reformam democraticamente no contexto de formação de um poder constituinte de uns contra o poder de outros. Nada mais humilde e nada menos megalómano do que isto. Dou-vos um exemplo: do ponto de vista das políticas públicas, eu não acho "sensato" exigir a abolição das fronteiras mas - de acordo com o que sejam os princípios ideológicos que defendo e de acordo com as vontades migratórias que conheço - só essa exigência é que é para mim "exequível".
Eu não tenho a pretensão de construir toda a "realidade" a partir das minhas propostas. A disciplina das ciência sociais, a que o Hugo alude, serve-me mas não é para isso. Eu não pretendo que o meu pensamento político atinja uma tal sistematização e uma tal unidade civilizacional. Sou mais modesto do que isso, bem menos extremista do que isso. Para mim a "realidade" é algo bem mais pactuado e conflituado do que isto: é o resultado do conflito entre várias "exquibilidades". Como se dizia no meu antigo partido, há que atender à correlação de forças; não para "ceder" antecipando uma síntese que se faça antes sequer de uma tese e de uma antítese se desenvolverem; sim para ter a certeza de ser "radical" produz mudanças.

ps - hugo, volto a repetir que não te acusei em lado nenhum de seres um boy ou coisa parecida. nunca falei de clientelas e coisa parecida. aceito que possas achar que, porque me encontro à esquerda do PS e porque essa é uma crítica muitas vezes feito ao PS, eu estava a insinuar tal coisa. mas se leres bem o que escrevi acho que verás que não, que é até precisamente o contrário. eu acho que tu acreditas no que dizes (e é por isso as tuas posições são mais preocupantes para alguém que tem as posições que eu tenho). o que disse é que a tua visão do poder e da política é própria de quem se encontra no gabinete de um ministério. podes-me dizer, como fizeste no teu blogue, que isso é o teu afazer profissional e não é chamado para o debate das tuas opiniões políticas. Eu acho - e apesar de tu indiciares o contrário - que o teu afazer profissional não é indistinto das tuas opiniões políticas. Não digo, nota, que as tuas opiniões são uma consequência do teu dever profissional. Estou certo que chegaste a esse afazer por causa das tuas opiniões e das tuas convicções; da tua aspiração a estar num lugar onde poderias ser "pragmático", "eficiente" e "exequível". Não podes é pedir a ninguém que deixe isso de fora do debate político. Aceitar a separação entre o teu dever profissional e o teu posicionamento político, atendendo a que a tua profissão é política, seria isso sim uma ofensa para ti. Precisamente porque o teu dever profissional não é dissociável das tuas opiniões políticas, eu estou certo de que no dia em que mudar o governo e para lá for o PSD, tu não continuarás no gabinete do ministério. E se continuares estou certo que é por convicção de que podes ser útil à sociedadde e não por "tacho".


De Zèd a 4 de Dezembro de 2007 às 00:22
Claro que a questão do futuro histórico não me interessa nada, já desmontar a estória da "bolha" é um debate que me parece potencialmente muito interessante para a esquerda. A suposta falta de realismo é uma acusação que o centro-esquerda faz frequentemente à esquerda da esquerda, fazendo passar a ideia de que essa esquerda é utopista. Vive dentro de uma bolha desligada de realidade. E é esta ideia que é preciso refutar, com argumentos (e este post não o faz).

Se se pode resumir o que disse o Hugo, no tal comentário no Peão, acho que é nesta citação:

"Pensar de forma clara significa, entre muitas outras coisas, perceber que as pessoas do mundo lá fora, pouco politizadas, mas que são cidadãos como nós, para além das pessoas que votam, não querem saber da democracia enquanto "movimento constituinte". No limite, isso são chavões, uma especie de "masturbação intelectual" SE não houver propostas concretas e exequíveis que traduzam esse discurso para políticas públicas específicas."

Não sei se concordo com o Hugo, é talvez circunstancial, depende das propostas concretas, das políticas em questão, e dos contextos. Seguramente que muitas vezes discordo. Mas o centro do debate deve ser nas propostas concretas, nas políticas, que a esquerda da esquerda tem para oferecer, e na demonstração de que são exequíveis. Isso sim, é um debate que interessa a este Peão.


De Hugo Mendes a 3 de Dezembro de 2007 às 18:42
Não quero entrar em esclarecimentos infindáveis, mas para explicar sucintamente o que quis dizer quando empreguei (recklessly, admito) a expressão "masturbação intelectual": é a exclusiva e circular reflexão ideológico-política sem qualquer impacto possível ou credível, actual ou futuro, na vida das pessoas que mais precisam dessa contribuição. Se Marx ressuscitasse e aparecesse por cá estes dias, chamar-lhe-ia a "pobreza de uma certa reflexão ideológico-política" (é sempre melhor citar Marx do fazer pseudo-análises psicanalíticas de vão de escada, eu sei :)). E diria que o objectivo dos intelectuais - e também os tecnocratas, se eu puder ser admitido neste círculo - é de tentar mudar o mundo, não reflectir sobre ele através de uma linguagem completamente distante das possibilidades concretas da mudar a vida das pessoas, e que por isso é, objectivamente, pouco mais do que irrelevante para o debate político presente e futuro.


De Hugo Mendes a 3 de Dezembro de 2007 às 18:25
Zé,

Como calculas, não estou absolutamente nada preocupado com a questão dos piqueniques e bocas laterais. A coisa do hermeneuticamente inapto era uma brincadeira para ver se partia o gelo (acho que se percebe). Como todo o meu comment não era, parece-me óbvio, para ser lido como um ataque pessoal. Fizeste-o porque quiseste ou porque não conseguiste evitar. Como às tantas escreves no teu post: «Antes porém, e para desdramatizar, convém dizer que as bocas do Hugo Mendes não configuram um ataque dirigido especialmente contra mim. Um outro qualquer Hugo poderia mandá-las a um outro qualquer Zé». Nem mais. E a coisa "pessoal" teria ficado por aqui senão tivesses cedido à tentação do fogo-do-artifício basista e populista sobre o "Ministério" e o os "gabinetes". Acho que há um nível a partir do qual não vale a pena descer. Digo eu.

A única coisa - e, tenho para comigo, a única coisa séria que conta -, é que constato que tu não estás minimamente interessado em ir além de observações do tipo que temos "divergências radicais" e que há questões centrais que nos "afastam". Mas, bolas, isso nós já sabemos! Isso é o ponto zero do debate. O meu interesse é em discutir as questões em maior pormenor e não chover no molhado - isto é, que não pensamos da mesma forma. É por isso que estas discussões são tão frustrantes. Quando alguém avança um passo e apresenta um tema de discussão com questões quentes e difícieis (e, no comentario em causa, levantei questões difícieis para qualquer facção da esquerda; o meu intento era, entre outras coisas, problematizar), o outro procura imediatamente tirar completamente o tapete - inventando milhões de polémicas laterais que sabemos serem potencialmente infindáveis, com maior ou menor diplomacia - em vez de se continuar o tête-à-tête centrado na discussão dos temas agendados. Se eu sou o 'tecnocrata' e procuro discutir ideias e problemais para os quais nem sequer tenho resolução (so much for arrogance), esperava que tu - vou dispensar qualquer qualificativo, vou falhar de certeza, dado que não conheço o teu currículo político tão bem como tu pareces conhecer o meu - dissesses alguma coisa de concreto. Mas não: apenas a asserção "óbvia" que pensamos de forma "radicalmente diferente". Ora!

Mas suponho que as regras da discussão sejam, 99% das vezes estas: cada prega para os seus convertidos.
E aí no teu post cometes um erro sério, Zé: não sou que, qual fiscal de linha, te procuro colocar fora-de-jogo; és tu - e quando digo "tu", estou a assumir que és representativo de uma certa postura política, de novo procuro evitar o comentário pessoal - que te colocas fora-de-jogo, literalmente fora do jogo de discussão política sobre o que é exequível e desejável, e que ao contrário do pretendes imputar-me, não está fechado nem é ditado "por cima". Simplesmente, para estar dentro do jogo é preciso jogá-lo, é preciso de debater, pensar, avaliar, perceber de forma clara e não-dogmática o que é a política democrática numa sociedade como a nossa. E infelizmente, quando se está interessado apenas a pregar para os convertidos, torna-se dificil olhar certos problemas e questões de frente.


abraço
Hugo


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