Domingo, 3 de Fevereiro de 2008
Workaolic II
Parece que o Departamento Central de Investigação e de Acção Penal (DCIAP) vai investigar os meandros da não devolução ao Estado do edifício onde funciona o Casino de Lisboa. Estranho é que o assunto tenha que ser investigado criminalmente. Num país normal, e com um governo normal, a primeira coisa que o partido socialista teria feito era revogar os despachos de Telmo Correia que não fossem simples actos de gestão – o que não é, manifestamente, o caso. Mas esta fúria legislativa, que se parece apossar dos governantes nos últimos instantes antes de correrem as cortinas do ministério, é uma história que vem de longe. Basta lembrar que o ruinoso contrato para a administração do Hospital Amadora-Sintra, cujas contas não são validadas vai para seis anos e que já custou ao Estado mais de 70 milhões de euros, foi assinado pelo ministro Arlindo Carvalho, do PSD, 9 dias depois da primeira vitória de António Guterres. Na altura, como agora, ninguém no Governo se lembrou de ver se o acordo defendia os interesses públicos e se acautelava mecanismos transparentes de controlo das despesas invocadas pela administração hospitalar. O resultado é o que se sabe. Sempre seria engraçado saber o que é que a actual ministra da Saúde pensa dessa omissão de Maria de Belém.

publicado por Pedro Sales às 17:20
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Comentários:
De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2008 às 14:30
Esse Arlindo de Carvalho agora até é dono de farmácias...


De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2008 às 10:58
"Num país normal, e com um governo normal, a primeira coisa que o partido socialista teria feito era revogar os despachos de Telmo Correia que não fossem simples actos de gestão – o que não é, manifestamente, o caso."

Eu não sou jurista, mas diria que à partida será difícil distinguir o que é e o que não é acto de gestão. O mais simples seria pura e simplesmente tornar inválidos TODOS os despachos assinados após o domingo de eleições, seja qual for o vencedor.

"o ruinoso contrato para a administração do Hospital Amadora-Sintra, cujas contas não são validadas vai para seis anos e que já custou ao Estado mais de 70 milhões de euros, foi assinado pelo ministro Arlindo Carvalho, do PSD, 9 dias depois da primeira vitória de António Guterres."

Mas não está a actual ministra da Saúde em tribunal exactamente por essa gestão ruinosa ? Não terão culpa também os governos socialistas ?

Nelson Gonçalves


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