Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
Bem-vindos ao século XIX
“Um trabalhador que esteja cansado física ou psicologicamente – porque está mais velho, porque tem problemas familiares, porque trabalhar naquela empresa não era exactamente o que pretendia ou porque se desinteressou do trabalho – deve poder ser despedido por justa causa”. Gregório Rocha, membro da direcção da CIP.


publicado por Pedro Sales às 11:38
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Comentários:
De Anónimo a 8 de Fevereiro de 2008 às 00:50
Para estes suinos do capital vale tudo pelo dinheiro!!
É preciso é haver trabalhadores descartáveis e desconhecedores das leis do emprego e trabalho..
O sonho destes capitalistas é andarmos todos com grilhões e correntes presos ao local de trabalho..
Revoltemo-nos!!!


De Nuno Góis a 8 de Fevereiro de 2008 às 00:36
Como Nuno que sou faço do Nuno minhas palavras...
E já agora que venham mais cinco para acabar com estes energumenos desumanos!


De Nuno a 7 de Fevereiro de 2008 às 13:39
parafraseando: isto só há liberdade a sério quando pertencer ao povo o que o povo produzir. o resto são balelas. é que a razão mesmo vencida não deixa de ser razão!


De L. Rodrigues a 7 de Fevereiro de 2008 às 10:59
"a cumprir um tempo limitado de contrato e antes de integrarem as empresas levarem um valente chuto no cu"

Contrato??? Isso é um luxo.


De Anónimo a 7 de Fevereiro de 2008 às 01:59
OS PORCOS VOLTARAM.
ESTIVERAM ESCONDIDOS, MAS VOLTARAM.
Esta do "desinteressou-se pelo trabalho" misturada com "estarem cansados e mais velhos" é de uma hipocrisia atroz.
Raio de empresários e capitalistas da treta!
E não se pode exterminá-los?


De Paulo Mouta a 6 de Fevereiro de 2008 às 23:52
Eles têm a perfeita consciência de que as pessoas precisam de trabalhar para viver. E hoje em dia a experiência não conta para nada. O ideal para estes senhores é terem sempre uma fileira de jovens prontos a todo o tipo de precariedade, a cumprir um tempo limitado de contrato e antes de integrarem as empresas levarem um valente chuto no cu. E assim sucessivamente. Actualmente as relações de trabalho estão a um nível vergonhoso. Tudo se faz à margem da lei, por baixo da mesa, e cada vez mais, com recurso constante a uma forma quase institucionalizada de trabalho temporário através dessas empresas que por aí se encontram a fazer o recrutamento e selecção para quase todas as grandes empresas.
Mas ainda mais absurdo é termos a noção que este mesmo estado capitalista liberal que aumentou a idade mínima de reforma, a partir da qual os trabalhadores podem finalmente retirar-se da vida activa de trabalho, é o mesmo estado que permite escandalosamente que nenhuma destas empresas e mesmo o próprio estado atravás do IEFP cumpram as leis que não permitem a descriminação nas ofertas de emprego. E nada fazem para contrariar a tendência crescente de considerar os cidadãos mais velhos como dispensáveis dos seus empregos porque não se podem sujeitar ao mesmo tipo de precariedade que os jovens, muitos deles recém-licenciados e com necessidade de iniciar uma vida familiar própria.
O que nos dizem estes senhores? Que não prestamos para trabalhar a partir dos 40 mas que temos obrigatoriamente de o fazer até aos 65 para podermos ter uma reforma razoável.
E o mais cruel é a contradição no facto de, quanto mais aumenta a taxa de desemprego, mais se apela à flexibilidade laboral. Uma contradição que se traduz numa vantagem óbvia para quem contrata. Daí quererem reduzir tudo a relações contratuais individuais terminando de vez com os contratos colectivos de trabalho e com o cumprimento dos compromissos com os representantes dos trabalhadores. Não houvesse necessidade e filhos da puta como este senhor da CIP teriam de trabalhar sozinhos nas suas empresas erguidas na exploração dos outros. Sem aquilo a que pomposamente agora chamam de capital humano as suas empresas seriam nada.


De Lérias a 6 de Fevereiro de 2008 às 23:47
Se sobrar por aí algum Buíça para estes tipos, depois queixem-se...


De Karl Macx a 6 de Fevereiro de 2008 às 23:34
Zé Miguel, é possível sim.
Em Julho de 2007, o site da TSF noticiava que "as confederações patronais pretendem que venha a ser possível o despedimento por motivos políticos ou ideológicos", bem como "a limitação da greve aos interesses colectivos profissionais".
A CAP, no mesmo site, foi taxativa ao afirmar: "Todas as razões deveriam ser válidas para despedimento".
Concerteza, referir-se-iam à escolha clubística, ao corte de cabelo ou ao tipo de tecido usado na roupa. Ou talvez ao comprimento das unhas dos pés...
Para piorar, Francisco Van Zeller queria que "uma paralisação não pare totalmente a actividade de uma empresa".
Como é fácil de observar, Salazar, ao pé destes tipos, era um menino de coro. Acho que nem Hitler se lembraria de uma coisa dessas...

PS: A notícia pode ser vista na íntegra através de http://vidairritante.wordpress.com/2007/07/20/e-ressuscitar-o-salazar-pode-ser/


De Zé Miguel a 6 de Fevereiro de 2008 às 22:51
Realmente é preciso conseguir baixar muito o nivel de discussão, para se fazer afirmações deste género...Parabéns a este senhor, porque mais baixo do que as afirmações dele acho que vai ser dificil de atingir!


De Nuno a 6 de Fevereiro de 2008 às 17:49
É verdade, a Dalila tem razão!
Dps admiram-se se houver mobilizações de cidadãos! Qd as desigualdades chegam a um ponto limite há 2 hipóteses: Ou se resolvem a bem ou a mal! Isto está a atingir niveis de imoralidade, corrupção, tráficos de influência, impunidade que tiram qq um do sério!


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