Terça-feira, 24 de Julho de 2007
O aborto às 920 semanas
Uma semana depois, Cavaco Silva lá disse o que pensava sobre a ameaça de Alberto João Jardim não aplicar a lei do aborto na Madeira. Quando se julgava que, enquanto responsável máximo pelo garante da constituição, teria qualquer coisa a dizer por este evidente atropelo à letra da lei, o Presidente da República entende que não tem nada a ver com o assunto. “Quando a legislação não é aplicada, os cidadãos podem recorrer a instâncias próprias, ao sistema de justiça”, disse.

Sigamos, então, o raciocínio de Cavaco. Uma mulher madeirense pretende abortar. Desloca-se a um hospital onde, cumprindo ordens de Alberto João Jardim, lhe barram a pretensão a um direito consagrado na lei. Ouviu o Presidente nas rádios e televisões. Protesta e recorre às instâncias judiciais. Quando o seu filho está na universidade, o tribunal dá-lhe razão.
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publicado por Pedro Sales às 01:35
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Comentários:
De Jaime a 28 de Julho de 2007 às 01:49
Não posso deixar de notar que 920 semanas é pouco mais de 17 anos e meio. Os jovens entraram na universidade por volta dos 18 anos. Foi de propósito? :-)

Jaime
www.blog.jaimegaspar.com


De Rui Carlos Gonçalves a 24 de Julho de 2007 às 18:29
mas se em vez de ser um aborto, uma pessoa precisar de uma operação, tiver de esperar 2 anos por ela, e quando finalmente chegar a sua vez já tiver morrido, já ninguém se importa.

vamos ver se o tempo de espera para um aborto (para acabar com uma vida) vai ser o mesmo que o tempo de espera para uma operação (para salvar uma vida)...

não fazer abortos se calhar não é uma ideia muito boa do AJJ, mas se em vez disso as pessoas que quisessem fazer um aborto tivessem esperar como os outros por uma operação, já devia ser suficiente.


De João Távora a 24 de Julho de 2007 às 17:04
Ora aqui está uma história que acaba bem! O rapaz até chegou à universidade (deve ter sido à conta dos abonos e família do Dr. Vieira da Silva). :-)


De Severin a 24 de Julho de 2007 às 04:03
A Madeira do Tio Jardim é, de facto, um sítio pleno de idiossincrasias deste calibre...
Fossem as circunstâncias diferentes, e teria-mos um segundo Fidel Castro, espetado no meio do Atlântico.
Enfim, haja bolo do caco com fartura, bandeirinhas do PSD Madeira para distribuir e inaugurações de centros recreativos de dois em dois segundos, e os madeirenses (pelo menos 64% deles) até fecham os olhos a ninharias deste género.

Direitos das mulheres? Quem é que quer saber disso...?

O ti ´berto é que não!


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