Domingo, 30 de Setembro de 2007
Afirma Pereira que é um delito de opinião
Um dos skinheads que vandalizou o cemitério judeu, num inqualificável acto anti-semita, consta no processo no qual são acusados mais de 30 skinheads nacionais, por crimes como a posse ilegal de armas, agressões, ameaças, insultos, sequestros, distribuição de propaganda nazi e discriminação racial. O mesmo processo pelo qual Mário Machado se encontra em prisão preventiva e que, segundo Pacheco Pereira, “aponta para razões puramente políticas, o que é inadmissível numa democracia”. De resto, acrescenta, Mário Machado apenas "é acusado de incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime nem sequer delito de opinião".

Pacheco Pereira vive obcecado em provar a correlação entre a violência da extrema-direita e da extrema-esquerda, até porque, segundo o próprio, esta última é desvalorizada socialmente pelos meios de comunicação. Para que a tese funcione tem que desvalorizar os crimes dos skinheads, como faz com Mário Machado, e reagir em catadupa sobre a alegada complacência perante a destruição dos “verdeeufémios”. Não foi por acaso que passou metade do mês de Agosto a escrever post sobre post sobre a destruição de um hectare de milho em Silves. Para quem tinha dúvidas sobre a motivação de Pacheco Pereira, bastaria esta citação: o que está esclarecido mostra nonchalance face à violência da extrema-esquerda, correlativa da excitação com a extrema-direita (tenho a certeza que Sócrates já teria aparecido a "acalmar" o povo se o incidente viesse da outra extrema). Como se vê, não só Sócrates não falou, como a imprensa não dedicou um décimo do destaque que concedeu ao campo de milho de Silves. E Pacheco continua calado.

publicado por Pedro Sales às 15:49
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Comentários:
De samuel a 1 de Outubro de 2007 às 22:30
Já chamei a atenção no meu blog para o facto de as campas dos judeus, "alegadamente" vandalizadas pelos "activistas" neo-nazis, poderem ser propriedade PRIVADA e aí a coisa mudaria de figura para o Pacheco Pereira... só que isso ainda não foi investigado.


De robespierre a 1 de Outubro de 2007 às 21:47
Era o Arnaldo Matos, fundador do MRPP. Uma boa analogia, sem dúvidas. E dupla.


De Anónimo a 30 de Setembro de 2007 às 23:55
Opa, não gostei da montagem, quem era o camarada (antes da montagem)?


De josé manuel faria a 30 de Setembro de 2007 às 19:33
Os nazis são execráveis. Não percebo a condescendência de JPP com esta tropa.


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