Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Quadradatura do círculo
Conseguir debater alguma coisa num debate a 12 era a quadratura do círculo da maratona que acabou há umas horas na RTP. Não foi possível, como é natural, mas sempre ficaram algumas imagens sobre a campanha. António Costa limita-se a cumprir os serviços mínimos. Dá para ganhar, mas não galvaniza ninguém para conquistar uma maioria absoluta que pede insistentemente mas vai ficar longe de conseguir. Conta com um aliado de peso. Fernando Negrão, constantemente trapalhão e demagógico nas acusações que lançou a Costa. A sua campanha é puramente negativa.

Carmona é a revelação desta campanha. Não por si, claro, que não são precisos casos como o concerto de Toy para nos elucidar sobre o seu carácter. Mas como conseguiu, durante mais de um mês, passar pelos pingos da chuva e não ser incomodado com as questões que levaram Lisboa a umas eleições intercalares. Visto de fora, parece que quem está a ser julgado por este incómodo absoluto que são umas eleições, que todos os lisboetas pareciam defender, é José Sá Fernandes. É dos poucos que se dá ao trabalho de atacar o legado de Carmona, como ontem se viu, e esse não é um ponto menor nesta campanha. Roseta e Costa, esses, pareceram mais entretidos em namorar um acordo pós eleitoral com o homem que esteve à frente da Câmara nos últimos anos. Um pequeno pormenor que revela o calculismo estratégico de Roseta. Não é em três ou quatro semanas que se perdem hábitos, e modelos de pensamento, que se ganharam em 30 anos na direcção dos partidos do bloco central. Não é um defeito em si, convém é não vir com o discurso da cidadania quando se passou uma vida inteira nos corredores do poder.

Dia 15 vamos a votos, de preferência com mais votantes do que os pombos que acompanhavam o debate no ecrã gigante instalado numa deserta Praça do Município.
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publicado por Pedro Sales às 08:22
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Comentários:
De maria josé vitorino a 11 de Julho de 2007 às 00:49
Impressionante, o movimento dos pombos. Agoiro de uma das maiores abstenções de sempre? Mau sinal. Triste sina. Fado Lisboa? Ou media à portuguesa e jeito aos do costume?


De zero de conduta a 10 de Julho de 2007 às 15:46
JT,

Totalmente de acordo. A diferença que uma boa jornalista faz é assustadora. Não escrevi nada porque já lhe tinha dedicado umas linhas mais abaixo sobre os apartes, completamente a despropósito e sem sentido, que ela teima em repetir até à exaustão.


De jt a 10 de Julho de 2007 às 14:57
Uma boa análise, só faltou falar da apresentadora, que é péssima e não percebo pq é que ainda insistem nela. Aquela parte em que ela berrava aos candidatos: "sim ou não, só quero uma palavra!" foi demais!

Ouvi o debate da Antena 1 tb com os candidatos todos mas com moderação de Maria Flor Pedroso e que diferença!


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