Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
Pergunta quem paga

Das 2275 perguntas efectuadas aos candidatos presidenciais americanos nos cinco principais programas televisivos, apenas 24 estão relacionadas com as alterações climáticas.O aquecimento global apenas é referido por 3 vezes - tantas como as questões colocadas aos candidatos sobre ovnis e a vida noutros planetas! O balanço podia apenas ser revelador da forma como a imprensa se concentra cada vez mais em questões secundárias, o que é verdade, mas é bem mais revelador do que isso. Nos debates promovidos pela CNN/Youtube a omissão é total: as questões ambientais não existem. Uma lacuna que se compreende melhor quando se percebe que o principal patrocinador dos debates é o lobby das empresas de extracção de carvão. Tudo gente simpática que, no seu site, se orgulha de pretender gastar 35 milhões de dólares na campanha presidencial para melhorar a imagem pública das centrais eléctricas a carvão e apoiar os candidatos que se opõem a medidas legislativas para diminuir a emissão de CO2.
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publicado por Pedro Sales às 20:44
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Comentários:
De Apache a 27 de Janeiro de 2008 às 15:11
Bom, quanto a prémios, Al Gore ganhou o Nobel da Paz, juntou-se a Kissinger e outros “artistas”…
Quanto ao CO2 provocar a acidificação da água do mar, tem razão. Compensa a basicidade provocada por várias outras substâncias, por exemplo, a maioria dos sais minerais. A natureza é feita de equilíbrios e a questão é saber se o homem está ou não a influir nela, perturbando irreversivelmente esses equilíbrios. É aqui que nós discordamos.
Não faço a mínima ideia para quem trabalha o Steve McIntyre, mas quanto a empresas mineiras há muitas a patrocinarem a teoria do aquecimento global antropogénico, mesmo excluindo da acção mineira, as petrolíferas e a industria química (leve), encontramos gigantes como, a Alcan, a Alcoa, a Pechiney, ou a Rio Tinto. Portanto isso diz bem da honestidade da pessoa em causa. (Suponho eu, que não conheço o senhor de lado nenhum, apenas tenho acompanhado o seu trabalho, nesta matéria.)


De José M. Sousa a 27 de Janeiro de 2008 às 10:51
No entanto, tem razão quanto a Steve McIntyre ter detectado um erro nas temperaturas nos EUA, que foi reconhecida e corrigida pelo GISS. No entanto, é um erro totalmnte irrelevante para a discussão sobre as AC:
http://www.realclimate.org/index.php/archives/2007/08/1934-and-all-that/
http://climateprogress.org/2007/08/16/must-read-from-hansen-stop-the-madness-about-the-tiny-revision-in-nasas-temperature-data/
http://www.columbia.edu/~jeh1/distro_LightUpstairs_70810.pdf

Steve McIntyre está também ligado ao George C. Marshall Institute http://en.wikipedia.org/wiki/George_C._Marshall_Institute , que, nomeadamente:

«"There is a sufficient basis for action because the climate change risk is real," [2] it is strongly associated with attempts to emphasize scientific uncertainty about global warming, and to prevent regulatory action on global warming»


De José M. Sousa a 27 de Janeiro de 2008 às 10:10
o prémio da AAAS, claro, é para James Hansen! ficou por dizer...


De José M. Sousa a 27 de Janeiro de 2008 às 10:04
Ah, esqueci-me de lhe dizer que as referências que dá contra James Hansen, que é um funcionário público, são de pessoas ligadas, curiosamente, à indústria mineira (Steve McIntyre) ou, depois de se reformarem, às tabaqueiras (Frederick Seitz, que apesar de ter sido presidente da Academia de Ciências dos EUA, tem 96 anos e reformou-se em 1979!)
Como sabe, passaram-se 29 anos e a ciência evoluiu muito daí para cá!
Frederik Seitz foi quem disse que o fumo passivo não representava problema nenhum!:
http://en.wikipedia.org/wiki/Frederick_Seitz
http://tobaccocontrol.bmj.com/cgi/content/abstract/10/4/375

Estamos conversados sobre as suas referências científicas!


De José M. Sousa a 27 de Janeiro de 2008 às 09:52
«Presunção e água benta, cada qual toma a que quer: Cada um elogia-se a si mesmo sem medida»

American Association for the Advancement of Science,the world's largest general scientific society, with nearly 120,000 individual and institutional members in 2007, and publisher of the well-known scientific journal Science: Next month, our nation’s top climate scientist is receiving the Award for Scientific Freedom and Responsibility (http://www.aaas.org/aboutaaas/awards/freedom/index.shtml)

Quanto a vapor de água, CO2, acidificação dos oceanos, conteste directamente (eles têm caixa de comentários) os autores destas frases (vai ver que ainda ganha o Nobel):

«(c) Water vapor doesn't overwhelm the effects of CO2 because there's little water vapor in the high, cold regions from which infrared escapes, and at the low pressures there water vapor absorption is like a leaky sieve, which would let a lot more radiation through were it not for CO2, and (d) These issues were satisfactorily addressed by physicists 50 years ago, and the necessary physics is included in all climate models.» in http://www.realclimate.org/index.php/archives/2007/06/a-saturated-gassy-argument/langswitch_lang/en

Acidificação dos oceanos:

http://climateprogress.org/2007/10/17/ocean-acidification-warning/

«an easy-to-understand explanation for why increasing CO2 is a significant problem without relying on climate models»:
http://www.realclimate.org/index.php/archives/2007/08/the-co2-problem-in-6-easy-steps/


De Apache a 27 de Janeiro de 2008 às 02:12
“Mas quanto ao vapor de água e outras questões técnicas disse tremendos disparates!”
Ora essa… Não me diga que todos os espectrofotómetros do mundo avariaram. Acho que o José não percebeu, não lhe dei a minha opinião nem construi nenhuma teoria, apresentei factos.
É impressão minha ou em todo o texto que escrevi, não rebateu com dados concretos, nenhuma das afirmações?
Já agora… Quando se queima petróleo, ou algum dos seus derivados, liberta-se (aproximadamente igual quantidade química de dióxido de carbono e de água (até uma criança do 8º ou do 9º ano, sabe isto). Consegue explicar-me porque é que não nos tentam convencer que esta água está a contribuir para o aquecimento do planeta?
O mail do Hansen? Primeiro, aqui (como certamente aí) trabalha-se honestamente para ganhar o pão, que eu não tenho uma dúzia de petrolíferas a encher-me o bolso para debitar um chorrilho de asneiras. Depois, o que o leva a crer que ele está interessado em discutir cientificamente o assunto? Tem-se recusado sistematicamente a apresentar dados que justifiquem as suas conclusões anedóticas (violando a ética científica) e da única vez que o não fez foi obrigado a reconhecer que 1998 não foi o ano mais quente do século XX nos Estados Unidos (mesmo considerando as temperaturas do GISS). Acha que o “artista” deu alguma importância às 19 mil assinaturas na Petição do Oregon? Não creio. O artista não se vende por necessidade, apenas pelo gozo.
“De qualquer modo, recomendo-lhe vivamente que se actualize ou volte a estudar estas matérias, partindo de uma posição de humildade.” Gosto da sugestão e devolvo-lhe o conselho, ou melhor, sugiro que o faça, mas ouvindo os dois lados e pensando pela sua cabeça.
“Mas, já percebi que é escusado. Quando não se tem a noção do ridículo, não há nada a fazer.” Isto é para mim ou para os doutos do “Real Climate”?
Bom domingo, e não se culpe muito por respirar, mesmo que o dióxido de carbono provocasse significativo efeito de estufa, as vantagens que daí adviriam para a humanidade seriam maiores que os prejuízos.


De José M. Sousa a 26 de Janeiro de 2008 às 23:50
'Humanity's very survival' is at risk, says UN:

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/uk/science/article2739926.ece


De Paulo Mouta a 26 de Janeiro de 2008 às 23:29
Trata-se de mais uma discussão infritífera. Quanto a mim, e fazendo um pequeno trocadilho, não me aquece nem me arrefece. É pena que os plíticos estejam muito longe de tomarem medidas nem que seja para entendermos qual dos dois lados das grandes mentiras é mais verdadeiro. Se o mundo se tornar insuportável e insustentável por causa de alterações climáticas, por certo não o será mais do que deveria ser ao termos tanta opulência em convívio e em contraste com tanta miséria. Quem não se interessou até agora pela humanidade que vive da desumanidade também não tem motivos para se preocupar com a extinção dessas duas faces da mesma moeda.


De José M. Sousa a 26 de Janeiro de 2008 às 22:47
«só para não entrar em discussões demasiado técnicas.»

Caro Apache, não sei qual é a sua formação, nem isso é muito relevante, visto que eu também não sou especialista. No entanto, sei reconhecer erros crassos.
De qualquer modo, recomendo-lhe vivamente que se actualize ou volte a estudar estas matérias, partindo de uma posição de humildade. Afinal, suponho que você não submete "papers" à discussão da comunidade científica nem conhece em pormenor o que faz ou deixa de fazer, por exemplo, o GISS.
De qualquer maneira, pode discutir as questões técnicas com o James Hansen , aqui tem o e-mail dele: jhansen@giss.nasa.gov ou com cientistas no activo no sítio
href="http://www.realclimate.org">RealClimate</a>, comentando os seus posts e lendo as suas respostas.
Mas quanto ao vapor de água e outras questões técnicas disse tremendos disparates! Já não tenho paciência para lhe dar as referências. Mas encontra-as facilmente na categoria "Greenhouse Gases" no RealClimate.
Mas, já percebi que é escusado. Quando não se tem a noção do ridículo, não há nada a fazer.
De qualquer modo: http://www.salon.com/news/feature/2007/12/12/ipcc_report/


De Apache a 26 de Janeiro de 2008 às 22:07
Caro José, em relação ao pico petrolífero, a discussão não é fácil, uma vez que os dados reais nos são omissos. No entanto, se já consumimos metade do petróleo do planeta, então a outra metade faria subir a temperatura tanto com esta metade, ou seja 0,5 ou 0,6 ºC.
O nome que citou como figura central da argumentação James Earl Hansen é o presidente do GISS, que é o organismo mais alarmista, nesta questão do “global warming” ou “climate Change” como preferir e que é o responsável pelo cálculo da temperatura média global, com base nas tais 1200 estações, espalhadas pelo planeta (repito, espalhadas e não uniformemente distribuidas). Mas note que não estou a por em causa os valores lidos, antes, o modo como foram obtidos, nomeadamente: porque foram escolhidas aquelas estações e não outras, o local (dentro de cada estação) onde foram colocados os termómetros e os materiais que os circundam. Os dados fornecidos pelos satélites, nomeadamente o RSS o UKMET e o Satélite da Universidade do Alabama, apontam também para um aquecimento nas últimas décadas do século XX, mas como já referi, muito mais modesto. Mas mesmo o cenário mais catastrófico do GISS “apenas” corresponde ao menos alarmista dos três proposto pelo IPCC.
No entanto, admitamos que existe um aquecimento global, então, ele é provocado essencialmente pelo vapor de água, bastava que na atmosfera existisse tanta água como dióxido de carbono e esta já contribuiria várias vezes mais para o aquecimento da atmosfera que o CO2 (basta olhar para os espectros de absorção dos dois gases), mas existe na atmosfera 50 vezes mais água que dióxido de carbono. E estou a dar “de borla” o aquecimento provocado pelo oxigénio, segundo gás mais abundante da atmosfera, 500 vezes mais abundante que o CO2, só para não entrar em discussões demasiado técnicas.
Reconheço que não é fácil medir a quantidade de CO2 expelido por um vulcão mas é seguramente uma quantidade colossal, no entanto, muito maior ainda é a quantidade emitida (ou absorvida, conforme as condições climatéricas) pelo mar. E de forma natural, ainda temos as emissões de todos os animais da terra, as emissões dos pântanos, as dos poços de gás natural (ainda que não sejam explorados) e as das folhas e árvores mortas das florestas. O contributo humano para as emissões de CO2 é, de facto, muito pequeno. O dióxido de carbono é mais pesado que o ar, as nossas chaminés industriais têm apenas algumas dezenas de metros de altura, o CO2 sai delas, arrefece e cai, depositando-se junto ao solo. Se ele influencia o clima, que se decide na média e na alta troposfera, entre os 3 e os 10 km de altitude, então ele só pode existir por lá se for lançado pelos vulcões.

Quanto ao Lacto Bcillus, só disse que não era consensual, porque muitos (sobretudo adeptos da antropogenia do aquecimento global) usam a ideia de consensual como sinónimo de irrefutável, não que em ciência a consensualidade sirva para algo, como disse Einstein, até podia ser só um, tinha era que provar (por métodos científicos) que tinha razão e até agora ninguém o conseguiu.
Em relação aos pagamentos das empresas, não leu o meu comentário acima, as petrolíferas estão a gastar fortunas na propaganda do “global warming”, o contrário, que eu saiba, foi apenas tentado pela Exxon e já mudou de rumo à muito tempo. Esta questão do aquecimento global antropogénico é muito lucrativa, porque a maior parte das bioenergias que nos propõem consomem imenso petróleo na sua produção e como as petrolíferas também detém o monopólio das bioenergias, a troca de combustíveis fósseis por biocombustíveis conduz a lucros em duplicado.
“Gostava de ver era mais carácter e responsabilidade. Se não é verdade o que se diz, então que o provem.” É ao contrário, o ónus da prova está em que faz a afirmação. É quem inventou a teoria do aquecimento global antropogénico que tem de provar que é verdadeira, uma vez que ela viola as leis da Física e da Química, tal como as conhecemos.
“Pelo bem-estar dos nossos filhos temos que ser mais SÉRIOS.” Subscrevo!
Já agora, aproveito para deixar também a quem interessar, alguns links (poucos para não maçar) do outro lado da “barricada”.
http://www.climateaudit.org/ de Steve McIntyre- o homem que denuciou (em conjunto com Ross McKitrick) a falsificação de Michael Mann do famoso gráfico conhecido por «hockey stick», de que Al Gore tanto gostava e que no seu blogue tem denunciado, uma a uma, as aldrabices de Hansen.
http://www.oism.org/pproject/ é conhecida como a Petição do Oregon e reuniu as assinaturas de mais de 19 000 cientistas americanos.
http://www.nationalpost.com/news/story.html?id=164002 É uma carta aberta ao Secretário-Geral das nações Unidas com cópia aos Chefes de Estado dos países signatários do acordo de Bali (a 13 de Dezembro passado), está assinado por 100 destacados nomes da cientistas de várias áreas e nacionalidade, entre eles, alguns colaboradores do IPCC e alguns dos maiores climatologistas do mundo.


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