Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007
Espera-se que seja esta senhora a abrir o debate
O Parlamento discute hoje uma interpelação do PCP sobre "liberdades e direito civis".
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publicado por Pedro Sales às 15:04
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Comentários:
De josé manuel faria a 9 de Dezembro de 2007 às 20:27
Eu sou analfabeto, assumo.

E a razão era?

Diga, tem medo do quê?

Ninguém nos ouve.


De Sarmento a 9 de Dezembro de 2007 às 13:05
Que tal aproveitar para um curso de alfabetização? Tire-o porque de facto o seu forte não é a leitura nem a interpretação.


De josé manuel faria a 8 de Dezembro de 2007 às 14:31
Continuo à espera das razões da substituição de Luísa Mesquita.

A idade?

Há deputados mais velhos no PCP.

Tá bem, é assunto interno. Está no google!


De Pedro Sales a 7 de Dezembro de 2007 às 23:35
Almada,

Você só pode estar a brincar? Já viu o que por aqui se diz do Governo? Clique nos marcadores "governo", "sócrates", "fachada" ou "censura e privacidade" e vai ver que o que diz não tem razão de ser.


De Paulo Mouta a 7 de Dezembro de 2007 às 05:55
Caro Sarmento,

O que me apresenta são textos escritos que refletem o pensamento actual do PCP. E estamos de acordo. Contudo, há que ter em conta que sendo verdadeira a afirmação (pelo menos no meu modesto ponto de vista) de que a realidade destes países é completamente diferente e assim deve também ser a sua análise, também é verdade, que apesar de muito se saber da real natureza do regime norte coreano o PCP não reage com uma postura de análise crítica mas sim de análise passiva numa situação que é vincadamente contrária aos princípios do socialismo. Ou não é? Se não é então mais incongruentes são os textos em relação às práticas.

Estou em pleno acordo com o parágrafo que citou. Ele está correcto. Mas a prática tem de ser crítica sob pena de confundirmos o pensamento do PCP com os princípios que regem a RPD da Coreia. E eu não acredito que os comunistas portugueses se revejam na "experiência" coreana. Ou revêem?

Quanto às votações por voto electrónico, das duas uma, ou existe realmente uma grande diferença de há uns anos para cá ou então não consigo encaixar essa ideia. Voto electrónico para quê? Para eleger delegados aos congressos? Para nos congressos defenir quem irá compôr o próximo comité central? Para eleger esse mesmo comité central ou outros orgãos de direcção? Para nas reuniões do CC serem tomadas decisões e aprovadas ou rejeitadas propostas? Está a querer dizer aqui que todas estas votações são feitas (contra um dogma de sempre do partido) por voto secreto ou por voto electrónico? É que era sobre essas coiss que eu estava a falar. Dentro do partido. Para eleger delegados. Para eleger candidatos. Tudo isso sempre foi feito de braço no ar com as implicações e condicionalismos que isso tem. Já não falo do direito de tendência que outros partidos adoptaram e que penso não ser relevante porque se formos a ver cada pessoa é uma tendência. O que me leva a crer que se trata de uma forma de catalogação muito discutível.

A democracia só pode ser a liberdade do indivíduo dentro da organização de criar opinião e quando sufragada aceitar a vontade maioritária. E aí, certamente concordamos que o PCP é um partido democrático. Mas não me deixou nenhuma ideia que possa contrariar uma verdade indesmentível. O PCP é um partido de funcionários, que sendo fundamentais para a sua vida enquanto organização, são também mutilados pela sua dependência económica e logo tornam-se acríticos em relação à própria organização e doutrina. Por vezes isso faz com que não seja transmitida grande parte da informação que vem das bases para a direcção. Mas acredito que nas bases cada militante diga o que bem entende sem o risco de lhe cair em cima seja o que for. O mesmo não sucede, como sabemos, em algumas dessas experiências socialistas supra-citadas...

Repito para que fique claro que, na minha opinião, não poderá nenhuma esquerda crescer às custas do definhamento do PCP. E gostava de ver a esquerda socialista a convergir num futuro próximo.


De Sarmento a 7 de Dezembro de 2007 às 00:49
Parece-me que está algo desfasado sobre o PCP actual, pelo menos é o que deduzo ao falar de“partidos irmãos “, quando diz que “a informação que circula no partido é através dos seus funcionários” e que “ cada voto contra ou cada abstenção é olhada, analisada a autopsiada”.

Sobre a primeira questão deixo-lhe o parágrafo exacto que foi aprovado no último congresso:

“Embora com graus e aspectos diferenciados, deve ser valorizado na resistência à nova ordem imperialista, o papel dos países que definem como orientação e objectivo a construção de uma sociedade socialista - Cuba, China, Vietname, Laos, R. D. P. da Coreia. Para além de apresentarem profundas diferenças entre si, estes países constituem importantes realidades da vida internacional, cujas experiências é necessário acompanhar, conhecer e avaliar, independentemente das diferenças que existem em relação à nossa concepção programática de sociedade socialista a que aspiramos para Portugal, e de inquietações e discordâncias, por vezes profundas e de princípio, que nos suscitam. “ E pode ler aqui a Resolução aprovada que trata também das outras questões.

http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=27589&Itemid=163#1.1

Quanto às votações, as mesmas realizaram-se por voto electrónico e eu pessoalmente recolho toda a informação directamente daqui: http://www.pcp.pt/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1


De Paulo Mouta a 7 de Dezembro de 2007 às 00:25
O Pedro Sales disse "Se falasse a sério tinha feito um post sobre os direitos e liberdades civis na Coreia do Norte e China, dois regimes com os quais o PCP tem relações priviligiadas, convidando para os seus Congresso e para a Festa do Avante."

Claro está que esta é a incongruência mais flagrante entre a teoria e a prática do PCP. É um pouco complicado explicar às pessoas, seja qual for a sua ideologia ou falta dela, que o PCP defende aqui uma democracia plena mas considera como partidos irmãos aqueles que a mutilam a quase todos os níveis em outras partes do mundo. Claro que isto é uma visão demasiado simplista. Há muito por trás que não cabe num curto comentário.

Uma questão importante sobre o PCP e em relação à qual o Pedro nos promete tecer algumas considerações num futuro próximo, é a questão dos funcionários. Não interessa para o caso sabermos, como já foi aqui abordado, quanto ganham os funcionários do PCP. Isso é secundário. O que interessa é que estas pessoas são as responsáveis por manter uma estrutura organizacional em plena actividade. Toda a informação que circula no partido é através dos seus funcionários que podem ou não transmiti-la da forma como lhes chegou. Os funcionários estão dependentes salarialmente do partido e portanto não se podem opôr em circunstância alguma às suas directivas. Se não concordam, calam. E daí nasce o grande problema de uma estrutura como o PCP. Aparentemente tudo é feito às claras, contudo cada voto contra ou cada abstenção é olhada, analisada a autopsiada para que possam perceber se pode representar mais uma situação de dissidência.
Todos os partidos têm funcionários mas uma coisa é ter um funcionário administrativo e outra bem diferente é ter funcionários políticos e dependentes pelo seu salário da concordância. Contudo, ficaria de mal com a minha consciência se não dissesse que considero o PCP um partido democrático no sentido em que não me parece que os seus militantes sejam expulsos apenas e só porque discordam. Isso é uma ideia falsa. Uma coisa é discordar e fazê-lo nos locais apropriados, outra é criar divergências públicas que enfraquecem a organização e catapultam para o estrelato quem discorda. É preciso reconhecer que a dissidência do PCP é em si mesma, uma excelente entrada em qualquer CV principalmente para cargos políticos.

O que penso realmente sobre esta deputada em concreto é que ela encontrou uma boa desculpa e uma boa oportunidade para se desvincular deste partido e assim, ao ocntrário do sentido do voto que foi dado pelo eleitorado, manter-se individualmente numa posição que lhe é fortemente favorável. Sem rédeas e com todas as regalias de uma deputada da nação.


De almada a 6 de Dezembro de 2007 às 23:28
"Se falasse a sério tinha feito um post sobre os direitos e liberdades civis na Coreia do Norte e China"

E sobre Portugal não tinha nada a dizer?
Bem me parece que há certos elementos do BE que estão dispostos a dar cobertura a todas as malfeitorias que o PS está a levar a cabo contra as liberdades em Portugal.


De Sarmento a 6 de Dezembro de 2007 às 22:32
Fraquita concepção de democracia tem o Faria que entretanto parece que se desinteressou dos salários alheios e que deve ser a única pessoa que não ouviu a explicação sobre a saída da deputada. Sugiro-lhe o google.


De josé manuel faria a 6 de Dezembro de 2007 às 21:48
Ainda ninguém explicou porque é que lMesquita deveria sair de deputada. Essa é que é a questão.

Se o caso fosse no BE as várias tendências e não só há muito tinham pedido explicações por escrito, minutas e actas.

Essa é que é a diferença.

O que é que tenho a ver com isso. Tudo, tenho direito a perguntar tudo, seja do meu partido ou de outro, porquê?

É assim em Democracia.


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