Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
Variações sobre o NÃO venezuelano
Está difícil a vida para muitos que nos jornais e nos blogues têm criticado Chavez de todas as formas e feitios. É que mesmo quando Chavez sofre uma derrota política, os anti-chavistas não podem comemorar alegremente o facto para não terem que assumir, perante o comportamento democrático de Chavez no pós-referendo e perante a própria realidade da sua derrota, quão exageradas eram as suas denúncias acerca da eminência de uma ditadura. Entretanto, não significa isto que o NÃO possa ser lido univocamente e deva ser efusivamente celebrado à esquerda. Se é verdade que ele em parte representa a recusa das tendências de concentração democrática do poder em Chavez, verdade é que ele também poderá representar a derrota de algumas propostas cuja não efectivação terá que ser necessariamente lida à esquerda como uma derrota... É excelente encontrarmos nestes resultados um sinal de que o "poder popular" não se deixa controlar sequer por um líder "bom". É péssimo encontrarmos nestes resultados um sinal de que houve uma recusa à modificação da antiga concepção de propriedade. O sentido deste Não só se decidirá, é claro, no futuro. Pergunto no entanto, e dando seguimento ao que propuseram sectores políticos venezuelanos situados à esquerda de Chavez, se um outro tipo de processo constitucional - mais participado e como tal capaz de debater separadamente a questão da concentração do poder político e a questão das reformas sociais e económicas - não teria sido um caminho melhor...
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publicado por José Neves às 02:24
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Comentários:
De Movimiento Argenlibre a 5 de Dezembro de 2007 às 02:34
Joshua un abrazo desde Argentina, gracias por tu apoyo y contribucion.

Saludos a nuestros Hermanos Republicanos de la Republica Federativa de Brasil


De Boris Shroeder a 5 de Dezembro de 2007 às 01:19
Foi muito positivo acabar com a grande corrupção, vulgar direita extremista, ditadura de século XX, como tantas outras...
Mas depois de matar os cancros há que terminar a quimioterapia!
Nunca pode um golpe de estado que põe fim a um regime autoritário de extrema direita, dar lugar a uma esquerda com ambições extremistas e autoritárias...
DEPOIS DE UM 25 DE ABRIL,
HÁ SEMPRE UM 25 DE NOVEMBRO!

www.foiumar.blogspot.com


De Anónimo a 4 de Dezembro de 2007 às 23:30
Hugo Chávez: a Revolução
demonstrou sua ética
POR JUAN ANTONIO BORREGO — enviado especial
CARACAS, 3 de dezembro.— A votação do referendo constitucional ontem na Nicarágua demonstrou a ética da Revolução bolivariana, afirmou o presidente Hugo Chávez em coletiva, após conhecerse a estreita vitória do Não.
Por agora não pudemos, expressou Chávez, quem destacou que a institucionalidade do país ficou demonstrada. Isso assinala o caminho à oposição para que deixem os saltos ao vazio e os caminhos da desestabilização e a violência, assinalou.
Estamos preparados para uma batalha longa, disse o presidente após conhecer-se os resultados, tornados públicos pela presidenta do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena.
As reformas a 69 artigos e 15 disposições transitórias foram apresentadas em dois blocos. A presidenta do Conselho Nacional Eleitoral informou que 50,7% dos participantes votou pelo Não e 49,29% a favor do primeiro grupo de leis, enquanto o segundo grupo obteve 51,05% do Não frente a um 48,94% do Sim.
O fato de que 49% tenha votado pelo projeto socialista é um grande avanço político e continuamos na batalha construindo o socialismo, no âmbito que nos permite a Constituição, destacou o presidente. Esta proposta continua viva e continuaremos trabalhando para conseguir a máxima inclusão social e igualdade.
Chávez remarcou o índice de abstenção, 44,11 e advertiu que se tivessem trabalhado com os três milhões de pessoas que no passado ano lhe deram o voto na eleição presidencial, e que esta vez não votaram, o resultado tivesse sido outro.
Cumprimos com nossa Constituição e com nossa consciência. De jeito nenhum tivéssemos aceitado uma vitória pírrica, sublinhou.
Vamos ampliar e aprofundar a perspectiva e conteúdo do processo de construção da Venezuela socialista, para incrementar no possível a rapidez estratéfica das mudanças de uma Revolução em processo de madureza, afirmou Chávez.
http://www.granma.cu/portugues/2007/diciembre07/lun3/49Chavez-p.html


De João Rodrigues a 4 de Dezembro de 2007 às 22:42
Estou à espera que me expliques como consegues separar a questão do poder político (do estado) da questão das «reformas económicas e sociais», da sua adopção e manutenção e reforço. De resto concordo. Uma derrota é uma derrota. Aprenda-se ao menos com ela.


De A. Castanho a 4 de Dezembro de 2007 às 17:42
A vida está mais difícil para os delirantes difamadores do Chávez...


De Zé Neves a 4 de Dezembro de 2007 às 15:56
anónimo,

o que eu quero dizer é que numa eleição referendária em que se decide sobre todo um conjunto variado de questões, não só existem vários SIM como também existem vários NÃO.


De Anónimo a 4 de Dezembro de 2007 às 14:51
"Se é verdade que ele em parte representa a recusa das tendências de concentração democrática do poder em Chavez..." ?????? Mas o zé é parvo ou quer fazer dos outros parvos????

"É péssimo encontrarmos nestes resultados um sinal de que houve uma recusa à modificação da antiga concepção de propriedade." porquê????

Mas que palhaçada é esta????


De Joshua a 4 de Dezembro de 2007 às 13:23
Há hipocrisias pluripartidárias e hipocrisias monolideradas, monopartidárias. Do que quero distancia mesmo é de Hipócritas e Desinformados.


De Zé Miguel a 4 de Dezembro de 2007 às 11:53
Só gostava de ver os nossos líderes europeus, que gostam tanto de críticar o Chavez, a terem a mesma coragem no caso do tratado europeu...Há sempre dois pesos e duas medidas, aqui na Europa foi chumbada a constituição por referendo, e agora prepara-se para ser aprovada na maioria dos países pelo parlamento!!! Afinal onde está a democracia na Europa? Afinal quem é que sabe aceitar a derrota? Vivemos numa profunda hipocrisia!!


De Joshua a 4 de Dezembro de 2007 às 09:57
Errado. Não está difícil. Está fácil. Chávez, essa baleia da verdade esse verdadeiro Pai-Natal da democracia, inflacciona de tédio e monotonia a Venezuela e o Mundo. Só mesmo um Zé Neves para ver outra coisa que uma tirania soft.


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