Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
os miudos do milho, um pesadelo de adultos
O filme do Verão 2007 em Portugal. Um pesadelo de adultos num hectare de milho transgénico próximo de si. Fala-se na produção de "Miúdos do Milho II, A Vingança do Milho", onde todas as crianças são mortas com requintes de malvadez. Rated "Terrorista" por imagens chocantes de milho brutalmente ceifado.



publicado por Filipe Calvão às 05:10
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Comentários:
De rei dolce a 30 de Agosto de 2007 às 17:02
caro rui,

- quando falo numa outra região do país, falo principalmente na região entre douro e minho(pois sou de cá), e volto a afirmar que as consequências seriam graves pelos motivos que já fiz referência.

- é evidente, que uma reacção violenta(é disso que se trata) não seria NUNCA de louvar.Mas seria como sabe o final mais que esperado, basta ler o JN do dia seguinte aquele ataque de silves.

- se isso acontece-se nos meus terrenos claro que me tentava defender, da mesma forma que me tentaria defender se um ladrão me assalta-se a casa, ou fosse alvo de alguma tentativa de roubo na rua.

- acção leva a reacção, as consequências seriam apuradas pela LEI que nos governa, para ambas as partes.

Ainda sobre os trangénicos e os grupos activistas, pelo que sei vai ter lugar nas principais cidades do país no proximo domingo acções de sensibilização contra os trangénicos, sendo usadas formas pacificas para esse fim.Parece-me bem.


De rui a 30 de Agosto de 2007 às 16:30
De resto, quando garante que "uma acção daquelas numa outra região do país teria consequências graves,pois os agricultores não seriam tão brandos na recepção", pergunto-lhe se essa reacção menos branda se manteria dentro dos limites da LEI com maiúsculas, ou tenderia porventura a extravasar, ainda que com uma eventual circunstância atenuante de "legítima defesa", para além dos limites da "intolerável violência" que o Mário Crespo detectou na acção de Silves. E se assim for, em que ficamos? A lei impõe limites absolutamente rígidos e imutáveis ou de vez em quando até não?


De rui a 30 de Agosto de 2007 às 16:16
rei dolce, muito bem:
quando houver aí um corte de estradas ou de linhas de comboio ou um boicote eleitoral em qualquer região do país motivado pelo descontentamento popular quer contra o ministério da agricultura, quer contra a CP, ou contra o ministério da saúde, logo voltaremos a falar sobre os problemas legais das contestações.


De rei dolce a 30 de Agosto de 2007 às 09:34
caro rui,

ainda sobre os trangénicos:

quando diz que existem agricultores preocupados com os ogm, concordo, também eu estou(porque desconheço), por isso digo que se deve debater e estudar a fundo este tema.

quanto aos ditos ogm, prejudicarem as culturas de agricultores convencionais ou biologicos, isso é verdade, e é por isso que a LEI(é aqui que esta o cérne da questão) impõem limites entre culturas,
Aliás, essa é uma das razões que as sementes ogm não vão ter grande impacto no norte do país, caracterizado por um sistema de minifundio.

Quando afirma que os que utilizam o argumento "do tiro no pé" serem contra o activismo, ou até a favor dos ogm. Apenas falo por mim, não sou nem contra nem a favor dos ogm, porque não tenho conhecimento suficiente para tal. Em relação ao activismo, meu caro sou a favor de todo a activismo,seja da causa que for, mas dentro dos limites da LEI.
Porque acredite, uma acção daquelas numa outra região do país teria consequências graves,pois os agricultores não seriam tão brandos na recepção, e aqui falo por mim e não só.

Quanto ao "tiro no pé", para além de ser a minha opinião, é também a opinião de algumas pessoas que conheço ligadas ao associativismo agricola, entre elas associções de agricultores biologicos, criadores de raças autocnes, e produtores de produtos tradicionais.

Quanto ao resto, que se debata de preferência envolvendo os agricultores.


De rui a 29 de Agosto de 2007 às 19:57
rei dolce:
o problema essencial é esse: é uma tecnologia com um potencial gravíssimo ( e com um historial sinistro) que está a ser disseminada sem debate público.
Ao contrário do nuclear, por exemplo, as suas caracteristicas próprias permitem que seja disponibilizada assim a qualquer um que se ache mais "empreendedor" na miragem de produtividades fáceis e imediatas.
De uma certa forma, o cultivo de transgénicos pode ser equiparado a "terrorismo biológico". Talvez seja exagerado, mas não o é mais do que as absurdas acusações de "terrorismo" e "eco-fascismo" feitas aos activistas.
Tal como no caso do urbanismo selvagem que no pior dos casos apenas se aproveitou do vazio legal na área do ordenamento do território, também no caso de uma cultura tão controversa como os transgénicos não é aceitável o argumento de que "na minha propriedade faço o que quero". Porquê? porque isto tem implicações na liberdade dos restantes agricultores que não querem ver as suas culturas correrem o risco de serem contaminadas e tem implicações na liberdade dos restantes cidadãos. Se o governo é suficientemente irresponsável para ser permeável às pressões dos promotores dos transgénicos, os cidadãos têm direito a não o ser, usem ou não a cara tapada.
quanto a lições de moral, não as terá, pelo menos da minha parte.
em primeiro lugar porque há inúmeros agricultores e associações de agricultores que estão contra ou no mínimo preocupados com esta tecnologia. em segundo lugar porque ninguém precisa de ser ou querer ser agricultor para não querer correr o risco de ter um património que é de todos e não apenas dos agricultores irreversivelmente degradado. Para isso, não preciso ( não dou mas também não aceito) de lições de moral seja de agricultores seja de citadinos.
Por último assinalo apenas a interessante coincidência de que todos sem excepção que tenho lido com a teoria do "tiro no pé", são afinal contra o activismo anti-transgénicos com ou sem tiros no pé. Não estão conscientes do que realmente está em causa, pensam que é assim como que mais um pesticida, ou uma técnica, e provavelmente apoiam-no... desde que não dê "tiros" nenhuns.


De rei dolce a 29 de Agosto de 2007 às 17:16
caro rui, e caro anónimo(das 15:46);
vamos falar claro:

- em relação aos trangénicos, julgo que existe muitas duvidas e poucas(quase nenhumas) certezas, importa que se debata e se estude de uma forma séria esta matéria.

- ainda sobre os trangénicos, quase todos nós, de forma directa ou indirecta já consumimos produtos ou subprodutos de sementes ogm.

- sobre a acção, foi um crime porque não respeitaram a lei.
foi um insulto e desrespeito moral para com o agricultor porque destruiram parte do seu trabalho, e mostraram falta de sensibilidade aos apelos do mesmo.

- não aceito lições de moral sobre defesa da natureza e do meio rural, quando elas vêm de individuos que não fazem ideia do que é a agricultura e a vivência diária com a natureza. Porque ninguém mais do que os agricultores, gostam e cuidam da natureza, pois vivem da e para a terra.

- mais, se o objectivo era sensibilizar a população em geral para a temática dos OGM, deram um enorme "tiro no pé".
Prejudicando com esta acção, outras associções que têm os mesmos objectivos, mas que lutam de uma forma séria e honesta.


De rui a 29 de Agosto de 2007 às 16:02
a acção, se é que o rei dolce não percebeu, foi PARA DEFENDER os agricultores


De Anónimo a 29 de Agosto de 2007 às 15:46
caro rei dolce, crime e falta de rspeito, para com a natureza, é um agricultor defender a produção de transgénicos.


De rei dolce a 29 de Agosto de 2007 às 10:05
antes de mais quero dizer que sou agricultor, e só quém não o é, ou vive longe do mundo rural, pode considerar alguma graça aquela acção(que espero que seja punida), para além de um crime, é uma enorme falta de respeito para com os agricultores, é um insulto.


De Anónimo a 28 de Agosto de 2007 às 05:37
ai filho que mau gosto, é por isso que eu já não saio de Vale do Lobo.


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