Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
Punição colectiva
O ministro da Defesa israelita decretou o corte de electricidade aos habitantes da faixa de Gaza, sempre que um ataque de rockets atinja Israel. Para o governo israelita, se há um míssil é porque ninguém fez nada para o parar. Se ninguém fez nada, são todos culpados. Tire-se-lhes a luz, que, às escuras, não conseguem encontrar o Katiuska. Uma medida desumana, contraproducente. Pensava-se que as punições colectivas de um povo fossem coisa do passado. Mas não. Atingindo indiscriminadamente mais de 1,5 milhões de pessoas, Israel dá mais um passo para tornar todos os palestinianos em seguidores do Hamas que dizem combater.
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publicado por Pedro Sales às 14:34
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Comentários:
De Rui Carlos Gonçalves a 4 de Novembro de 2007 às 19:53
"O rui carlos gonçalves deve ser daqueles que acha que Espanha devia mandar em Portugal e olhe que ainda nem passaram 900 anos..."

Mas o senhor é daqueles que acha que os árabes devem mandar em Israel, e olhe que já passaram umas décadas... É claro que há aqui uma diferença, é que a "identidade" dos espanhóis não está tão bem definida como a identidade do povo judaico. Os espanhóis apenas os são por viverem em Espanha, os judeus são judeus em qualquer parte do mundo. Não é exactamente a mesma coisa.

E se o senhor acha que um povo não pode reclamar um território do qual foi expulso há 2 mil anos, nada impede os israelitas de achar que isso também não pode ser feito para os casos em que isso aconteceu há 10 anos.


De André Militão a 1 de Novembro de 2007 às 14:37
"Os árabes (que toda a gente gosta de chamar de palestinianos), também não ocuparam ilegalmente aqueles territórios há uns séculos atrás?
É que os judeus já habitavam aqueles territórios há 2 mil anos atrás, por isso nunca percebi muito bem por que raio é que os israelitas são sempre classificados como "ocupantes", quando eles apenas voltaram à terra da qual foram expulsos há uns séculos atrás."

A sério, o senhor dá-se conta do que escreve?
Oiça lá, acha que é normal um povo reclamar direito a um território que não lhe pertence há 2000 anos?!

O rui carlos gonçalves deve ser daqueles que acha que Espanha devia mandar em Portugal e olhe que ainda nem passaram 900 anos...


De S.V. a 28 de Outubro de 2007 às 20:39
Ambas as partes comportam-se como crianças mimadas e irracionais mesmo após todos os outros terem revelado bastante paciência com eles e já os terem posto de castigo .

Se fossem realmente crianças, um par de estalos já teria resolvido o assunto, infelizmente tem-se demasiados paninhos quentes com estes assuntos, enquanto isso as populações sofrem por alguns não saberem viver em harmonia, tudo por causa da interpretação que cada um faz do seu deus... um par de estalos portanto.


De Pedro Sales a 27 de Outubro de 2007 às 20:13
Rui Carlos,

Tem razão quantos aos grupos extremistas palestinianos não quererem a paz. Nesse aspecto a política de Israel tem levado uma grande vantagem. O grupo extremista costuma estar representado no Governo.


De Rui Carlos Gonçalves a 27 de Outubro de 2007 às 12:02
"Caro Rui Carlos, a expressão "territórios ocupados" dá uma pista sobre a responsabilidade primária neste caso?"

A pergunta que eu coloco sempre, é quem é que ocupou o quê?

Os árabes (que toda a gente gosta de chamar de palestinianos), também não ocuparam ilegalmente aqueles territórios há uns séculos atrás?
É que os judeus já habitavam aqueles territórios há 2 mil anos atrás, por isso nunca percebi muito bem por que raio é que os israelitas são sempre classificados como "ocupantes", quando eles apenas voltaram à terra da qual foram expulsos há uns séculos atrás.

Penso que a atitude de Israel neste processo não tem sido a mais correcta, mas também me parece que já fizeram mais cedências do que os árabes. Estes é que têm sempre um grupo extremista qualquer, que nunca concorda com as propostas de paz.


De Paulo Mouta a 27 de Outubro de 2007 às 02:18
Caro Rui Carlos, a expressão "territórios ocupados" dá uma pista sobre a responsabilidade primária neste caso?


De Pedro Sales a 27 de Outubro de 2007 às 00:58
Rui Carlos,

Os ataques terroristas, na maioria dos casos, atingem civis e são absolutamente condenáveis. Mas castigar toda uma população civil (estamos a falar de 1,5 milhões de pessoas) a ficar sem luz por algo com o qual não têm nada a ver, é o quê?


De Rui Carlos Gonçalves a 26 de Outubro de 2007 às 21:40
E os ataques dos palestinianos, também não são uma "punição colectiva"? Ou apenas atacam os militares israelitas?
Não terá o Hamas o apoio/cobertura da maioria do povo palestiniano?

E parece-me que a punição aplicada pelos palestinianos é bem mais grave do que a punição aplicada pelos israelitas.


De Paulo Mouta a 26 de Outubro de 2007 às 16:44
Pedro, "Punições colectivas coisa do passado"? E a que o povo cubano sofre há décadas? E o iraquiano também, mas principalmente o que sofreu no espaço de anos entre as duas guerras com os pseudo-embargos. Ui, não faltam por aí punições colectivas. Afinal, há certos povos abençoados por Deus (na versão judaico-cristã do delírio religioso) que podem punir tudo e todos os que se metam no seu caminho.


De Karl Macx a 26 de Outubro de 2007 às 16:36
À sua maneira, Israel torna-se no que mais odeia: uma nação fascista que encontra na desculpa da defesa da integridade nacional e do seu povo a desculpa perfeita para oprimir os restantes.

Não foi isso que Hitler fez?...


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