Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
"Ainda no outro dia encontrei o Bin Laden a vender uns discos na Feira do Relógio"
"A pirataria está a financiar o terrorismo", Eduardo Simões, Director Geral da Associação Fonográfica Portuguesa, nas Alegações Finais do Diário de Notícias, justificando o encerramento, pela PJ e ASAE, de vários sites de partilha de ficheiros na internet.

publicado por Pedro Sales às 22:23
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Comentários:
De Paulo Mouta a 30 de Julho de 2007 às 02:17
Não é por acaso que as chamadas edições de autor e as publicações livres na internet têm subido em flecha. Em primeiro lugar só edita uma obra quem se enquadra num padrão ou numa determinada estética que seja vendável. Mas o mais incrível é que são alguns senhores que definem o que deve ou não ser editado. Toda a produção artistica não editada é atirada para o caixote do lixo do desconhecimento. Há que escapar a este filtro estranho que nos diz o que é ou não é editável.

Agora vejamos o mais importante. Com um salário minimo quantos CD's ou livros podemos comprar se tivermos as despesas normais que as famílias têm? Claro que não somos obrigados a comprar produtos culturais. podemos viver e morrer na ignorância. Aliás esse é o intuito desta sociedade. Mas podemos também ler e ouvir o que quisermos. A pirataria não existe, o que existe é uma forma democrática de partilha de conhecimento e de obras. Umas que já ganham o suficiente através do mercado normal e outras que nunca seriam conhecidas se não fossem partilhadas na net. Piratear será certamente sacar ficheiros e depois compilá-los para negócio. Para uso próprio considero que mais que um direito é um dever. Mais, é um dever que deve ser apoiado e encorajado pelos próprios criadores.


De Rui Carlos Gonçalves a 29 de Julho de 2007 às 10:25
As questões não são assim tão simples, mas de não serem "assim tão simples" até deixarem de ser "eticamente questináveis" vai uma grande diferença...

E se não é quem cria as músicas que determina os preços, é quem cria as as músicas que dá autorização às editoras para os fixarem.

Não pretendo defender as editoras, mas também é ridículo que se ache que violar direitos de autor é a coisa mais eticamente correcta que se pode fazer.


De Jam a 29 de Julho de 2007 às 00:59
«Se eu crio um produto, não sendo este um bem essencial, não terei o direito de cobrar o que quiser por ele?»

cof, cof...

Quem cria-cria as músicas são os músicos... as editoras criam-distribuem...

Se for ver bem... os artistas que mais reclamam, são os que já conseguem tirar uma percentagem maior às editoras, em virtude da sua total consagração.

Se for ver bem... bandas como Arctic Monkeys, conseguem a sua consagração precisamente a e por fugir das editoras e optar pela distribuição digital do iTunes e afins.

As questões não são assim tão simples... Você, sem querer, fala refere isso mesmo. Quem cria é quem distribui? Quem cria é que estabelece os preços?


De Rui Carlos Gonçalves a 28 de Julho de 2007 às 21:33
"Se a desculpa de ser eticamente questionável "roubar" música ou filmes via p2p já não cola"

Não cola, como também não cola a desculpa que eticamente questionável não pagar impostos, pedir ao amigo que trabalha na policia para nos livrar de uma multa, estar a receber o desemprego e a trabalhar ao mesmo tempo, etc.

Se eu crio um produto, não sendo este um bem essencial, não terei o direito de cobrar o que quiser por ele? É caro, ninguém é obrigado a comprar...

Também não cumpro todas a regras, mas não acho que o facto de toda a gente as ignorar faça com que deixem de ser eticamente questináveis.


De samuel a 28 de Julho de 2007 às 13:14
Eduardo Simões, embora com um argumento que parece de atrasado mental, está carregado de razão.
Aqueles encapuçados que invadem as feiras, destratam e incomodam toda e qualquer pessoa, assaltam bares e restaurantes com coimas inacreditáveis, por terem um ou dois CDs copiados, comportam-se realmente como TERRORISTAS e se não são financiados pela pirataria, ela é a sua razão de existir.


De Severin a 28 de Julho de 2007 às 02:15
Os chupistas das editoras já não sabem o que hão-de fazer, coitados...
Se a desculpa de ser eticamente questionável "roubar" música ou filmes via p2p já não cola, tenta-se convencer as pessoas de que os "piratas" são, na realidade, membros do Hezbollah, Al Quaeda e demais organizações.

Nem me atrevo a imaginar aquilo que pensarão do Juda... ahem... Prince!


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