Quarta-feira, 20 de Junho de 2007
“Claustrofobia democrática”

Há muito que o site institucional da segunda maior autarquia do pais se transformou num pasquim de esquina para, com dinheiros públicos, perseguir todos aqueles que ousam divergir de Rui Rio. Adversários políticos, associações, ou o Jornal de Notícias tudo serve. É a lógica do “coronel” da América Latina com as tecnologias do século XXI.

Fiel a esse espírito, Rui Rio mandou filmar a manifestação que se concentrou às portas do Rivoli na inauguração do espectáculo de La Feria para “fichar” todos aqueles que tiveram a ousadia de não se curvar perante “Rui Rio Superstar” e a sua “politica cultural”. Entre eles esteve o director adjunto do Jornal de Notícias, David Pontes. Como os actos de cidadania lhe são um conceito totalmente espúrio, o “coronel” da Avenida dos Aliados decidiu denunciar a "cabala" do JN e colocar em linha, na página da Câmara, o filme que comprova a presença de um dos directores do jornal. Não contente com as imagens, publicou também os artigos que, na delirante concepção de Rui Rio, provam a perseguição que o Jornal de Notícias lhe está a montar e os mail e telefones utilizados pelas pessoas que convocaram a manifestação(!). Disgusting.

Nesta estratégia de perseguição ad hominem, vimos as imagens de David Pontes. Terá sido o único a ser “fichado”? E os presidentes de colectividades locais, associações culturais, funcionários da autarquia? Que garantias é que têm - depois de saberem que a Câmara tem uns serviços de informação que filmam quem se opõe a Rui Rio -, de que, ao irem a uma manifestação, não encontrarão o subsídio da autarquia cancelado ou o despedimento como resultado? Tudo isto tem um nome. “Claustrofobia democrática”, para utilizar as palavras de um deputado do PSD, curiosamente eleito pelo Porto. E começa a ser um caso de tribunal.


publicado por Pedro Sales às 09:55
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Comentários:
De catarina a 22 de Junho de 2007 às 00:28
É triste, não é? Mas eu não diria que "começa a ser caso para tribunal". Começa?
Em que momento é que o "começa ser caso para emigrar" ou "começa a ser caso para me atirar da ponte" começa a ser caso de tribunal?
Por aqui os direitos básicos dos cidadãos e os princípios da democracia já são espezinhados há muito.
O problema é que a justiça é cara e lenta. E nesta cidade estamos sempre a ter que recorrer a ela.


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