De S.V. a 31 de Outubro de 2007 às 12:45
No ano em que entrei para a Universidade a minha escola secundária (algures em Coimbra) foi a primeira escola pública do ranking. Magnifico... não fosse a maioria dos estudantes (, famílias dos) ter recursos económicos para pagar a explicadores e afins e tinham-nos.

Ensinar matemática assim como outras disciplinas numa turma de 25 alunos não é fácil nem se tem o tempo para explicar como se tem em sessões de explicadores .

Se há professores que "não fazem nada" pelos seus alunos, também há os que tentam de tudo e vivem os sucessos e fracassos de todos os seus alunos mas são traídos pelo tempo, ou falta deste, face a turmas enormes que dificultam ensino personalizado e essencial em muitos casos, onde os défices já vêm de trás, também fruto de turmas sobrelotadas entre outros.

Por outro lado temos as suspeitas que em ALGUMAS instituições privadas haja comportamentos menos justos nos próprios exames nacionais... os rumores vão-se avolumando neste campo e a partir do momento em que eu no meu 12º ano me mostram um teste sumativo de matemática também 12º ano de uma escola privada de Coimbra e que eu e os que comigo estavam (e não éramos/somos nenhuns génios) o conseguíamos resolver em menos de metade do tempo para o qual ele tinha sido feito tal era a facilidade das perguntas, passei a compreender que se calhar as boas notas desse colégio durante o ano não eram fruto de melhores professores/menos alunos por turma.


Resumindo: há que melhorar o ensino em Portugal, não andar sempre a trocar de livros (vi uma reportagem excelente sobre o ensino na Finlândia na SIC Notícias que aconselho a todos), turmas mais reduzidas, horários de aulas de apoio semanais das diversas disciplinas, etc... Deixem os governantes de ter mil e um motoristas e andar de topos de gama e há logo dinheiro para isto tudo.


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