Domingo, 7 de Outubro de 2007
Quando era legível os cidadãos chumbaram, como os cidadãos chumbaram fazemos um ilegível
Menos de um dia depois de ser divulgado o texto do Tratado Europeu, somam-se as vozes a criticar o recurso ao referendo. Como o Diário de Notícias diz que o Tratado tem um texto quase ilegível para leigos", Vital Moreira apressa-se a criticar "quem queira submetê-lo a referendo...". Na mesma edição do Diário de Notícias, o reaparecido Martins da Cruz explica melhor as condições pelas quais se deve reger o mecanismo referendário. "Em 2003, quando se iniciaram as negociações do tratado Constitucional, fui um dos primeiros políticos portugueses a defender o referendo. As circunstâncias alteraram-se com os resultados negativos nos referendos na França e na Holanda. O que nós temos agora é a necessidade de levar por diante a reforma da Europa. Entendo hoje que seria aconselhável não haver referendo”. Consulta popular, está visto, só quando for possível garantir à partida que o resultado bate certo com os desejos de Bruxelas e dos governos europeus.

publicado por Pedro Sales às 20:01
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Comentários:
De busilis a 8 de Outubro de 2007 às 14:07
Espectáculo,o nosso analfabetismo è pretexto para nao nos deixarem votar.Estes gajos estao a dar um bigode ao salazar.


De Margarida a 7 de Outubro de 2007 às 22:51
Primeiro, já li a proposta de Tratado há dias, não é verdade que tenha saído ontem. As pessoas procuram pouco, e acham menos ainda. Segundo, não é ilegível, é tanga para não fomentar a sua leitura... vá se lá saber porquê, não é verdade? O único senão é que exige a leitura, a acompanhar, dos documentos que altera, para se conseguir perceber completamente. Tem aquela cena das rectificações em que os artigos têm pontinhos! Portanto, tem de se ir ver ao outro tratado, o que significam os pontinhos. Mas o melhor, ainda, é que logo nos primeiros artigos obrigaria à realização de referendo, conforme o conteúdo do que o PS prometeu. E o Prime Minister já sabe isso... mas tem andado a dizer que só no fim é que se vê. Ou seja... a ver se dá para não fazer, claro, porque a democracia é fixe, mas não tanto.


De max a 7 de Outubro de 2007 às 21:06
Resta saber se, com os (insuportáveis) gémeos polacos em Lisboa, o texto ainda não leva mais uma pinceladas ademocráticas (como uma certa cláusula de excepção moral que Varsóvia quer ver aprovada) e se, no fim, fazendo todos um sorriso amarelo para a fotografia, nos oferecem o facto consumado.

Esta Europa é uma opereta ademocrática.


De josé manuel faria a 7 de Outubro de 2007 às 20:55
A maioria dos eleitores lêm os programas dos partidos? Não. Então para quê eleições.

O centrão PPD/PS julga o povo analfabeto.


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