Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
Olha para mim a mandar uma granda tanga a todos vós (II)
Esteve quase para não acontecer. O homem conteve-se quase até ao fim. Mas, já passava da 1 da manhã, quando Sérgio Sousa Pinto se virou para Pacheco Pereira e Miguel Portas acusando-os de, sendo contra a ratificação do Tratado de Lisboa, serem a favor do isolamento de Portugal e da saída da União Europeia. "É disso que se trata", rematou. Aqui chegados, estamos no nível zero da seriedade intelectual, assistindo, com uma clareza cristalina à chantagem argumentativa usada vezes sem conta por Bruxelas e as suas elites sobre todos os que se atrevem a ter outras ideias sobre o processo de construção europeia. De "impasse institucional" em "impasse institucional", só há um caminho, dizem-nos. Não admite desvios e tolera mal as interrupções. É inelutável, inquestionável. Depois do chumbo do Tratado Constitucional, lá temos o mesmo conteúdo, redigido de forma esdrúxula, para evitar nova consulta popular.

Como explica lapidarmente Martins da Cruz, para justificar a sua oposição a um referendo do qual foi dos primeiros defensores, o que a França e Holanda nos vieram provar é que isto dos referendos sabe-se como é que começa mas nunca se imagina como é que pode acabar. É esse o problema. A intelegentsia europeia só tolera um resultado. O "Sim" ,e nada menos do que isso. Quem questiona, como, por azar, aconteceu no Prós e Contras de ontem, é porque quer ver Portugal fora da União. É como diz o Zé Neves aqui em baixo. "Por ora basta dizer que isto é tudo uma granda tanga".

publicado por Pedro Sales às 10:45
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Comentários:
De Joshua a 13 de Dezembro de 2007 às 08:43
Tudo isso é verdade, mas! Mas depois de ouvir um inquérito de rua da RR sobre o que os Portugueses sabem acerca do Tratado de Lisboa ou outras entrevistas do género, é preciso começar a pensar no instituto referendário como uma imensa merda, ó Pedro.

A Holanda e a França, não me venham com merdas, não referendou e chumbou o Tratado Constitucional: transformou essa questão numa coisa marginal e lateral. Os referendos às questões europeias servem para referendar APENAS questões interinas aos países e como argumento de chantagem sobre os respectivos governos.

Dito isto, parece-me que, tal como em Portugal o Sim na questão do Aborto ganhou à segunda tentativa, de igual modo, por desgaste e por demissão, qualquer resultado zeugmático pode emergir estúpido de um referendo.

Não tenho, decididamente, cios democráticos pelos referendos por funcionarem tão mediocremente. Nem percebo como tu, Pedro, os tenhas, filho!


De José M. Sousa a 11 de Dezembro de 2007 às 19:55
Infelizmente, o Miguel Portas não conseguiu pôr a nu a imbecilidade do SS Pinto


De miguel s. a 11 de Dezembro de 2007 às 14:45
Eh pá, isso referendos é coisa de chavistas ditadores!


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