Sábado, 31 de Maio de 2008
Já só faltam cinco meses

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publicado por Pedro Sales às 23:30
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Ganda Amy

Anda para aí uma grande indignação com o concerto de ontem de Amy Winehouse. A sua voz esteve longe do brilhantismo do estúdio e estava alcoolizada ou sob a influência de outras substâncias? Claro que sim. Mas, o que esperavam? Os relatos sobre os tumultuosos concertos de Amy são mais do que abundantes. Que os índios agora descobertos na Amazónia desconhecessem as condições em que actua Winehouse é compreensível, agora quem foi sabia perfeitamente ao que ia. E o que viu, para além dos problemas com a voz e da notória desadequação da sua música num festival ao ar livre, foi do  melhor que alguma vez passou pelo parque da Bela Vista. Não só pela sua actuação, como pelo brilhantismo dos músicos  que a acompanham.

 

Num festival famoso pelos actuações sensaboronas e milimetricamente previsíveis dos Sting ou Santanas fora de estação, o fulgor de Amy (aqui bem explicado) tinha mesmo que dar que falar e causar tanta confusão. Em Portugal, as pessoas vêem um concerto querendo uma recriação perfeita da música que conhecem do estúdio. O mais curioso é que suspeito que grande parte destes “puristas”, chegam a casa e recostam-se no sofá a ouvir a Billie Holiday ou a Nina Simone, dois génios que não acabaram a sua carreira em condições muito distintas das actuais de Amy. Eu, por mim, continuo a achar que o melhor concerto que a que assisti foi o dos Pogues no Coliseu, com um Shane MacGowan completamente alcoolizado. Será sempre melhor que o plástico que para aí anda.



publicado por Pedro Sales às 17:38
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A fraude

O Partido Popular garante, ao jornal Público, que a moção de censura que apresenta é diferente das que apresentaram o Bloco e o PCP. Porquê? “Porque os populares prometem não se limitar a criticar um tema concreto, como consideram ter feito o BE e o PCP, mas focar-se em vários aspectos da governação e apresentar alternativas ponto por ponto. Dos combustíveis à política fiscal, das pensões à segurança, da saúde à educação. "Nós pensamos que muitos problemas se resolvem por via da economia e não por via de mais Estado", defende, enquanto frisa que o CDS defenderá menos Estado na saúde e na educação. "Vamos discutir políticas."


Um único problema. Uma moção de censura não é para apresentar alternativas de governação. Existem outros meios no Parlamento para o fazer, mas a censura é o instrumento para castigar o incumprimento ou a ineficácia das políticas do Governo. O que o PP está a fazer é a censurar o PS por este não estar a seguir um programa, neste caso o do PP, que não foi escolhido nas urnas. O Partido Popular defende menos Estado na saúde e na educação? Muito bem, está no seu direito. Vai a votos e sujeita-se à vontade popular. Agora, entender que uma moção de censura é o instrumento para impor ao Governo um programa que não foi sufragado, isso é que é novidade. Só mesmo o PP para chamar a esta fraude uma attitude construtiva.



publicado por Pedro Sales às 16:42
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Tão poupadinhos, devem ir votar na Manuela Ferreira Leite

21 militantes do PSD "vivem" em três casas. Nove social-democratas estão "apertados" num rés-do-chão.



publicado por Pedro Sales às 07:20
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Just like the old days

A rivalidade que fez do basquetebol um desporto global está de regresso. 21 anos depois, aí estão os outra vez os Lakers contra os Celtics nas finais da NBA. Agora, só resta esperar que desta vez ganhem os verdes do outro lado do Atlântico.


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publicado por Pedro Sales às 06:53
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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
Este blogue avisa que só traficamos armas ao sábado e domingo

A reportagem ontem transmitida pela SIC sobre "os perigos da internet" é um dos momentos televisivos mais hilariantes dos últimos tempos. Para quem não viu - erro que rapidamente deve corrigir aqui, via 5 Dias -, Moita Flores faz o favor de alertar os portugueses, nos tons apocalípticos de quem comenta a internet com a mesma seriedade com que "analisa" o desaparecimento de uma menina inglesa, que os blogues são o espaço onde  se trafica armas, organizam terroristas e se organiza o branqueamento de capitais...


Depois de desfilar mais um sem número de lugares comuns, como o de uma disparatada noção de invasão da privacidade e de uma leitura mais que enviesada do caso Cicarelli, o jornalista que introduz a peça avisa-nos que um computador portátil é tudo quanto precisamos para começarmos a contar mentiras ao mundo todo. Ora, ora. Nem é preciso tanto. Basta esperar um minutinho e continuar ligado na SIC. Como o sentido da reportagem, e do debate que se lhe seguiu, é que um dos principais “perigos da internet” é o vazio legal que permite a impunidade da calúnia, a SIC garante que António Baldino Caldeira, o autor do blogue Portugal Profundo, nunca chegou a ser julgado por ter posto em causa as credenciais académicas do primeiro-ministro que elegeu como um “alvo".


Se o jornalista tivesse feito o seu trabalho, e não andasse à procura de casos que confirmassem a sua tese a martelo, teria percebido que António Baldino Caldeira “nunca chegou a ser julgado” porque a procuradora do MP resolveu arquivar a acusação feita por José Sócrates, entendendo que não havia «indícios de crime» nos dois textos publicados por António Caldeira. É verdade que o jornalista apresenta a reportagem com um portátil na mão. Se calhar até é capaz de ter alguma razão...



publicado por Pedro Sales às 20:35
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
O sinal

De tanto acreditar que as eleições se ganham ao centro, José Sócrates esqueceu-se do eleitorado de esquerda do PS. É esse o problema que Sócrates hoje enfrenta. Ter rompido os laços históricos e  simbólicos que ligavam uma parte importante do “povo de esquerda” ao Partido Socialista. Desprezado esse sector, na procura incessante por um centro politico que é cada vez mais o espaço da direita política, a maioria absoluta do PS parece uma miragem cada vez mais distante. As movimentações que se começam a sentir à sua esquerda, de que é sinal o “aviso” de Mário Soares ou a iniciativa que junta Alegre e o Bloco, são o sinal claro que é à sua esquerda que Sócrates vai perder a maioria absoluta.


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publicado por Pedro Sales às 13:07
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UE multa Galp, BP e Repsol por concertação de preços...

...no mercado de betume para asfalto em Espanha.



publicado por Pedro Sales às 10:10
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
Enquanto o país discute a ignorância da juventude...

O deputado do PSD, José Eduardo Martins, declarou hoje no Parlamento que o crescimento económico e a melhoria do nível de vida dos países que abandonaram os regimes comunistas é uma das razões que explica o aumento do preço combustíveis. O deputado estava a falar da China e da Índia, o que é estranho porque, da última vez que reparei, o Partido Comunista Chinês continuava a governar em sistema de partido único e a Índia nunca tinha conhecido um regime comunista.



publicado por Pedro Sales às 23:43
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O segredo mais mal guardado do mundo

De acordo com o ex-secretário de Estado de Imprensa da Casa Branca, "Bush recorreu à propaganda e à manipulação para vender a guerra do Iraque". No Verão de 2002, os assessores de Bush começaram uma campanha cuidadosamente orquestrada para vender agressivamente a guerra, recorrendo à manipulação das fontes em proveito da versão defendida pelo presidente dos EUA, escreve Scott McClellan, que reconhece ter prestado informações falsas ao corpo de imprensa da Casa Branca.


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publicado por Pedro Sales às 18:21
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Terça-feira, 27 de Maio de 2008
Eurodemagogia

Ao contrário de Paulo Portas e Passos Coelho, Sarkozy não quer descer os impostos do combustível. Quer acabar com eles de uma vez. E vai baixá-los? Não. Sarkozy diz que só o faz quando todos os outros países da UE estiverem de acordo, algo que sabe ser impossível e que foi prontamente posto de parte pela Comissão. Sarkozy descobriu uma inédita forma de demagogia. Defendendo propostas populares à escala europeia, mesmo sabendo que nunca receberão o consenso dos 27, sempre lhe permite parecer que está a fazer alguma coisa e folgar um pouco as costas de uma rejeição popular que continua nos 72%.


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publicado por Pedro Sales às 22:06
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As verdades feitas escondem sempre velhas mentiras

A Entidade Reguladora da Comunicação Social apresentou ontem o seu relatório relativo a 2007, incluindo desta vez a análise à programação e informação de todos os canais televisivos, público e privados. Os dados relativos à informação são muito curiosos, permitindo desmentir uma série de velhas verdades feitas;

 

1. Ao contrário do que afirmava o PSD há uns meses, e de Pacheco Pereira que apenas encontra os "momentos Chávez" na RTP, a presença do Governo nos outros canais em nada se distingue da que acontece no canal público. De resto, até é na SIC que o Governo e PS encontram mais tempo de antena, ou não tenha sido esta a estação escolhida por José Sócrates para conceder as suas duas últimas entrevistas televisivas.

 

2. Há muito tempo que a famosa conversa sobre o Bloco ser levado ao colo pelos jornalistas não tem nada a ver com a realidade. Com votações similares ao PP e PCP, o Bloco tem cinco vezes menos notícias que o PP na SIC, quatro na RTP, e três na TVI. Mesmo o PCP, sempre pronto para reclamar da sua discriminação em relação ao "mediático" Bloco, aparece mais três vezes em todos os canais.

 

3. O impacto da comunicação social (mesmo da televisão) na construção de uma percepção pública sobre os partidos é sobremaneira exagerado. Pegue-se no exemplo do Bloco que, com uma cobertura noticia ínfima em relação ao PP, continua a crescer nas sondagens, onde aparece invariavelmente com o dobro das intenções de voto do PP.



publicado por Pedro Sales às 19:03
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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Tantos quilómetros e nem abasteceu o Jaguar

Paulo Portas foi a Badajoz, alegadamente para comprovar aquilo que já todos sabemos: os portugueses que vivem nas zonas fronteiriças vão abastecer a Espanha. Os portugueses sim, mas não o Paulinho da Repsol. Como não lhe chegava fazer gala do seu populismo mais demagógico, o líder do PP disse que se recusava a enriquecer Espanha e por isso não abasteceu o seu carro (o que até devia dar um jeitaço ao Zapatero, dada a genorosidade dos depósitos do Jaguar ou do WW Tuareg). Ora aí está, populismo, nacionalismo e um vago apelo xenófobo numa única acção. Paulo Portas está em forma, provando que a nossa direita é sempre a favor do mercado. Desde que ele esteja do lado certo da fronteira e, de preferência, conte com o guarda chuva protector do Estado e dos seus apoios fiscais.


PS:Curiosamente, enquanto defendeu uma lei que levava milhares de mulheres portuguesas a Badajoz para abortar, nunca vimos Paulo Portas preocupado com o enriquecimento do país vizinho. Vá-se lá saber porquê.


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publicado por Pedro Sales às 15:12
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O excesso da praxe é a praxe

Imagem retirada daqui

 

A condenação de sete alunos da comissão de praxe do Politécnico de Santarém é uma decisão inédita entre nós e que apenas peca por tardia. Até à semana passada, a praxe constituía um ritual e um espaço académico onde a lei se encontrava suspensa. A impunidade legal de actos que, fora do espaço sem lei da praxe seriam sempre punidos, é um dos mistérios da praxe. Alunas que saltam do primeiro andar para fugir da humilhação sexual pelos “veteranos”, como já aconteceu em Lisboa, ou episódios como este em Coimbra, nunca passaram da denúncia pública, contando geralmente com o silêncio das vítimas que temem o ostracismo dos colegas. A aluna que agora ganhou o caso em tribunal teve a coragem de levar até ao fim a sua denúncia, mas pagou-a bem caro. Teve que sair da faculdade, proscrita pela instituição e pelos seus colegas, e nunca terminou o curso.

Para além da arbitrariedade, dos jogos de poder e da violência sexista, o que mais choca na praxe é ver como esta bestialidade, que ocupa várias semanas do ano académico, é apoiada ou tolerada pelas instituições do ensino superior, em nome de uma tradição que procuram mimetizar e que entendem engrandecer o nome da faculdade ou instituto. Se é certo que a maioria das praxes não acaba em episódios limite como os relatados, ou o que teve lugar em Santarém, não é menos certo que a humilhação e a violência psicológica nas praxes é mais comum do que se possa pensar e constitui a mais perversa forma de “integração”.

É da ausência de formas de receber e integrar os novos alunos que vive e se alimenta a cultura da praxe. Depois de mais de uma década de estudo, e de sonharem há vários anos com a entrada na faculdade, é normal que os estudantes queiram integrar-se o mais rapidamente possível num meio de que desconhecem as regras, métodos e, muitas vezes, a própria cidade. A praxe é o que encontram. Porque as associações de estudantes vêm no ritual a melhor forma de perpetuar o seu poder e as instituições, desde que o assunto não deteriore a sua imagem, não estão para se incomodar com o que se passa entre os estudantes e até esperam tirar proveito do assunto. Curiosamente, nem se apercebem que a praxe é a personificação, e glorificação, de uma imagem da faculdade autista, isolada da sociedade e que se entende e vê como um corpo à parte. 

Enquanto não se tornar claro que pior “excesso” da praxe é a própria praxe e esta cultura da impunidade, violência e perversa hierarquização - que promove a ignorância dos “cardeais” que se arrastam há 20 anos nas faculdades -, será difícil encontrar outras formas de integrar os novos alunos. E os estudantes continuarão a dar ao resto do país esta imagem deprimente que tanto contribui para os estereótipos da geração rasca que ainda perduram na sociedade.



publicado por Pedro Sales às 14:45
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Sábado, 24 de Maio de 2008
Dupla personalidade?

Depois do artigo do CAA no Correio da Manhã, as edições de hoje do DN e do Expresso também colocam a descer o secretário-geral da UGT, João Proença, por este “dirigente socialista e sindicalista ter decidido ficar caladinho na reunião da Comissão Política do partido em que se discutiu o novo Código Laboral”. O Expresso diz mesmo que Proença “não queria que se ouvisse o que tinha a dizer”. A julgar por esta notícia, que tem passado praticamente despercebida, é bem possível. No preciso momento em que o governo negoceia as novas leis laborais com as centrais sindicais, o dirigente máximo da UGT tem participado nas sessões organizadas pelo partido que suporta o Governo para “explicar o Código do Trabalho aos militantes do PS”. Dupla personalidade, como questionou um jornalista, ou embaraço com as consequências públicas da sua personalidade?


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publicado por Pedro Sales às 19:44
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Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
Este país não é para pobres

Vinte anos depois da adesão à União Europeia, e mesmo contando com as centenas de milhões de euros em apoios comunitários, Portugal continua a ser o país mais desigual da Europa e aquele onde a pobreza mais se faz sentir. Como nos indica o estudo de Bruto da Costa, hoje destacado pelo Público, a pobreza é persistente e afecta principalmente as crianças, os velhos e o interior do país. Pior. Como salienta o estudo, “a sociedade portuguesa não está preparada para apoiar as medidas necessárias para um verdadeiro combate à pobreza”, tendendo a encará-la como o resultado do “enfraquecimento da responsabilidade individual” e da “preguiça” dos pobres.


Uma posição que encontra lugar na blogosfera liberal e na maioria das colunas de opinião da nossa imprensa. Lestos a exigir a demissão do Estado de todas as suas funções que não se limitem à estrita soberania do país, ignoram olimpicamente o país ilustrado na reportagem do Público, onde as pessoas que vivem nos bairros sociais deixam de saber o que é carne a meio do mês, só têm medicamentos quando alguém lhos oferece e não compram roupa e lavam-na à mão porque não há dinheiro para a energia.


É esse o país esquecido que vive dos apoios sociais que o Estado subsidia com o dinheiro dos impostos. São os pobres que vivem do Rendimento Social de Inserção, permanentemente diabolizado pelo mesmo Paulo Portas que passa os dias a falar da “tirania fiscal”. A mesma direita que, revelando maior preocupação com o “combate a fraude dos pobres do que com o combate à pobreza”, se esquece de referir que a carga fiscal nacional é inferior à média europeia.


Parece bem defender a redução do papel do Estado, mas bem mais complicado é explicar o que é que isso significa num país pobre e desigual como o nosso. Os pobres já pagam, percentualmente, muito menos impostos. Uma redução significativa da carga fiscal não traria grande impacto nas suas condições de vida. Pelo contrário, a redução do Estado, deixaria as suas marcas. Sem os apoios garantidos pela redistribuição social do dinheiro dos impostos, os mais pobres não teriam acesso à educação, saúde e aos complementos sociais que lhes permitem ir subsistindo no meio de várias provações.

 

De resto, até já são conhecidos os resultados deste programa liberal.  Ao contrário do que defendiam os seus apoiantes, os gigantescos cortes de impostos para as classes mais ricas, aprovados por Bush, não só não geraram o desenvolvimento económico defendido como fizeram aumentar as desigualdades sociais e hipotecaram as contas públicas. O liberalismo não é só um disparate económico. Num país como o nosso é uma violência social.



publicado por Pedro Sales às 18:35
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Lixo

Apoiantes de Berlusconi festejam vitória eleitoral. Fotografia retirada do 5 Dias

Há coisas que nunca mudam. Sarkozy, com uma taxa de reprovação superior a 70%, anunciou que iria reforçar a perseguição à imigração ilegal. Ontem, foi a vez de Berlusconi apresentar um polémico conjunto de medidas para criminalizar os imigrantes clandestinos. Provando que o populismo tem as pernas curtas, Berlusconi não se lembrou de melhor local para começar a sua campanha xenófoba, na qual não hesitou mesmo em associar a criminalidade à presença dos imigrantes, do que Nápoles, a "capital do lixo" onde as centenárias actividades da Camorra representam 3% do PIB italiano.


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publicado por Pedro Sales às 13:07
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Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
O pópó dos senhores juízes

O Conselho Superior da Magistratura, ouvido esta tarde no Parlamento, deu o seu apoio global à proposta de lei do Governo que introduz um novo mapa judiciário. Mas entre os reparos deixados à proposta, ficou o aviso do vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça: a competência atribuída aos juízes-presidentes das comarcas de distribuírem os lugares de estacionamento pode gerar conflitos graves.

Daí que o melhor, no entender do órgão superior dos juízes, seja dar ao próprio Conselho Superior de Magistratura a palavra final sobre quem estaciona o carro onde, em cada um dos tribunais de comarca do País. «Isto não pode ser resolvido pelo juiz-presidente», de cada tribunal, pelo «seu melindre» -- defendeu o Juiz Conselheiro Ferreira Girão, invocando a sua «experiência» em estruturas associativa.  É que, justificou, «a gestão do parque automóvel» por vezes «desencadeia guerras autênticas».



publicado por Pedro Sales às 09:52
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Novas oportunidades para a precariedade

Não há como olhar para a notícia do Expresso, indicando que há salários em atraso e centenas de formadores a falsos recibos verdes no programa Novas Oportunidades, sem colocar em causa o anunciado empenho do Governo em combater a precariedade laboral. A ministra da Educação diz que "só agora há condições para acabar com esta situação, que foi herdada do passado". Extraordinário. Mais de três anos depois de ter tomado posse, o Governo ainda justifica o injustificável com o passado, mesmo quando o problema acontece num programa de formação lançado por este governo. As novas leis laborais prometem...



publicado por Pedro Sales às 11:05
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Os gloriosos malucos das máquinas voadoras
 
Steve Peat vence, pela sétima vez, o Lisboa Downtown, cumprindo o percurso em 1.40.435. Vale a pena ver...e tentar esquecer os comentários.

 

PS: Há uns anos, o Top Gear veio a Lisboa e colocou uma bicicleta e um Clio frente a frente em Alfama. Adivinhe quem é que foi mais rápido? 


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publicado por Pedro Sales às 10:29
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A gasolina está a aumentar porque o mercado quer proteger o ambiente...

Entre 2000 e 2005, o capital especulativo nos mercados de energia passou de 3000 milhões de dólares para 90000 milhões de dólares. Entre 2003 e 2008, o número de contratos de futuro no mercado de Nova Iorque cresceu 364% e a procura mundial de petróleo, no mesmo período, só cresceu 8,2%.  


António Costa e Silva, Presidente executivo das Partex, no Expresso da Meia Noite

 

Cavaco Silva argumentava, na última campanha presidencial, que duas pessoas com a mesma informação chegariam sempre à mesma conclusão. Está visto que o Presidente da República não conhece o João Miranda. No seu último artigo no DN, defende que "o aumento dos preços do petróleo é um sinal de que o petróleo é um bem escasso que acabará por se esgotar". Nunca foi segredo que o petróleo é um bem finito, razão pela qual o argumento de João Miranda só teria sentido se conseguisse associar o aumento especulativo à existência de estudos que indicassem a deterioração das reservas mundiais de crude. Pelo contrário. Se há um ciclo constante nos últimos anos é a descoberta de poços de condições históricas no Brasil e Venezuela, país que, com a agora famosa linha de Orinoco, tem a capacidade para se tornar num produtor ao nível da Arábia Saudita. Mas, que importa isso, quando se pode defender mais uma vez a crença na infalibilidade do mercado e refutar a necessidade de regulação dos mercados?



publicado por Pedro Sales às 10:17
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Domingo, 18 de Maio de 2008
saiu hoje

Stereolab, Three Women, Chemical Chords, 2008.


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publicado por Vasco Carvalho às 21:43
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
O PSD é um partido estranho

Manuela Ferreira Leite não revela em quem é que votou em 2005, a mandatária para a juventude de Pedro Passos Coelho não revela em quem é que vai votar em 2009.


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publicado por Pedro Sales às 20:57
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de Baden a Buenos Aires


Muto (via Boing Boing)



publicado por Vasco Carvalho às 17:07
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
Penedos lava mais branco

Artur Penedos, assessor do primeiro ministro, transformou ontem a Assembleia da República no palco de uma lamentável operação de branqueamento da imagem de Pinto da Costa. Com tantas centenas de restaurantes em Lisboa, a escolha das instalações do Parlamento para organizar este jantar de desagravo a Pinto da Costa, que contou com  a presença de alguns deputados e governantes uma semana depois deste dirigente ter sido condenado pela justiça desportiva, está longe de ser inocente e seria bom que os outros deputados se distanciassem publicamente desta iniciativa.



publicado por Pedro Sales às 20:37
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A queda

Enquanto a oposição foi alertando o primeiro-ministro para o irrealismo das previsões económicas para 2008, José Sócrates foi respondendo que o seu governo tinha dotado a economia dos mecanismos necessários para resistir aos efeitos da crise internacional. Hoje, anunciando a revisão em trambolhão do crescimento de 2,2% para 1,5%, Teixeira dos Santos responsabilizou, veja-se lá, a crise internacional. Este resultado é a falência da política económica do governo. Porque os tais mecanismos que garantiam a vitalidade da economia eram conversa e porque, como se pode ver, a queda do crescimento económico não teve paralelo numa Zona Euro que até superou as expectativas de crescimento. 



publicado por Pedro Sales às 17:45
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Interesse público?

Câmara de Lisboa suspendeu montagem da Feira do Livro e pondera cancelamento do subsídio. Alegando uma peculiar noção de interesse público a Câmara indica, num extenso comunicado, que:


"Mostrando-se intransigente em relação aos pavilhões da Leya, que representa autores como Lobo Antunes, Lídia Jorge e Saramago, a APEL corre o risco de perder o subsídio camarário: a autarquia pode vir a invocar a perda de interesse público do evento, por via da possível ausência destes autores."


Pode ser que tenha escapado a António Costa, mas os lisboetas não se têm deslocado todos os anos à Feira do Livro por causa do autor A ou Z, mas porque gostam da Feira. Há muito que os passeios no Parque Eduardo VII fazem parte da tradição anual de milhares de pessoas e transformaram a Feira num dos mais populares eventos culturais de uma cidade em que eles não abundam. Pior. Ao associar o interesse público à presença de certos autores, defendendo as pretensões de uma editora interessada em gozar de um tratamento de excepção,  a Câmara aceita a chantagem dos grandes grupos editoriais. Este ano são os pavilhões especiais que a Leya teima em montar. Mas, aberto o precedente, quem é que garante que a chantagem da Leya não vai subir de tom? E o que pensarão as outras dezenas de autores e editoras que, no entender da Câmara, não são dignos do interesse público? Se a decisão é mais do questionável, a justificação é inaceitável. Uma trapalhada, agora com a mão de António Costa.


Actualização: Através do Gabriel Silva, na caixa de comentários deste post, fiquei a saber que as afirmações citadas no site do Público não constam do comunicado da CML. Curiosamente, deixaram também de constar na notícia do Público.pt... Aguardemos, então, para ver como é que se resolverá este cada vez mais complicado imbróglio.


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publicado por Pedro Sales às 10:53
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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
Vai deixar de fumar ou de inalar?

O primeiro-ministro José Sócrates pediu hoje desculpa por ter fumado no voo que transportou a comitiva governamental para a Venezuela. Em declarações aos jornalistas, na venezuela, o primeiro-ministro diz que desconhecia que estava a violar a lei. José Sócrates adiantou ainda que decidiu deixar de fumar em definitivo, na sequência da polémica.

 

Apanhado em falso, a violar uma lei apresentada pelo seu Governo, o primeiro-ministro resolveu entrar num patético espetáculo de contricção pública, prometendo aos portugueses que vai deixar de fumar. E o que é que nós temos a ver com isso?  É um assunto da sua vida privada. A questão pública é o cumprimento da lei e a igualdade dos cidadãos no seu cumprimento. Se fumou, como reconhece, paga os 750 euros previstos na lei, como deverá acontecer com qualquer cidadão. Agora, fazer uma promessa aos portugueses sobre a sua vida privada é que passa todos os limites do bom senso. E o que é que acontece se não cumprir? E quem é que vai fiscalizar o cumprimento da promessa? Razão tinha o Santana Lopes. "O país está louco".



publicado por Pedro Sales às 17:29
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O dia das promessas foi ontem

José Sócrates adiantou ainda que decidiu deixar de fumar em definitivo, na sequência da polémica.



publicado por Pedro Sales às 17:28
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Quando a realidade supera a ficção

 



publicado por Pedro Sales às 08:58
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